Nós fazemos parte do futuro?

Nós fazemos parte do futuro?

Quando Bill Joy publicou na revista Wired o artigo Why the future doesn’t need us, nos primeiros dias de 2000, suas previsões sobre o futuro não eram animadoras. Segundo o cientista, o desenvolvimento da Inteligência Artificial e da Robótica traria severas consequências para a classe trabalhadora, que se encontraria marginalizada ou mesmo excluída dos planos para a construção da sociedade do futuro. No momento em que máquinas realizarem trabalhos com performances melhores e de forma mais barata que os humanos, classes inteiras de profissionais perderiam suas funções e estariam fadadas à extinção.

Duas décadas depois, encontramos a América Latina à beira do colapso econômico: o capitalismo periférico aplicado nestas terras torna-se cada vez mais selvagem, o desemprego segue crescendo e a economia de plataforma, liderada por empresas como iFood e Uber, se mostra uma bomba relógio prevista para explodir quando modelos de carros autônomos e drones de entrega forem utilizados em larga escala. Além disso, as promessas de horizontalização do poder trazidas pelo acesso à internet se mostraram falhas, uma vez que pequenos grupos conseguem manter o controle sobre largos sistemas através da rede.

Em uma realidade na qual algoritmos já produzem objetos artísticos e governos buscam alternativas para o futuro de uma classe que parece estar fadada ao passado, esta reportagem busca entender o porquê de procurarmos o desenvolvimento da Inteligência Artificial e quais caminhos a sociedade está tomando diante destes novos agentes, que impactam diretamente a nossas formas de trabalhar, se comunicar e se relacionar.

O que é inteligência e por que procuramos recriá-la?

Há séculos a curiosidade humana se encanta com a possibilidade de objetos autômatos executarem tarefas, ainda que básicas. Entenda os sonhos da robótica e o percurso que trouxe maravilhas, dilemas e grandes desafios para a sociedade contemporânea.

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NÓS FAZEMOS PARTE DO FUTURO?

Carros autônomos e drones de entrega devem se tornar uma realidade nas próximas décadas. O que fazer com a classe trabalhadora que não pode mais ser explorada? O futuro da sociedade não parece ter planos para parte dos humanos.

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Fabuloso futuro

O que contemporaneamente parece trivial no cotidiano poderia ser facilmente classificado como mágica há algumas décadas. Que fábulas o futuro pode trazer? Confira entrevista com o futurista Jacques Barcia.

Robôs assassinos?

Apesar de exterminadores do futuro estarem fora de projeção, robôs letais para os humanos estão sendo criados. A diferença é que estes serão programados pela própria humanidade.

PODE A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CRIAR ARTE?

Algoritmos já fazem parte da nossa vida e, em alguns casos, ditam para onde vamos, que caminhos devemos tomar ou o que vamos ler ou consumir culturalmente. Mas o que acontece quando esse algoritmo passa a criar produtos artísticos?

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Sobre

Reportagem e ilustrações: Augusto Tenório
Edição: Carolina Monteiro
Webdesign: Jota Bosco
Trabalho apresentado como conclusão do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco.