{"id":26,"date":"2021-11-12T23:09:02","date_gmt":"2021-11-13T02:09:02","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/?p=26"},"modified":"2021-11-17T22:16:46","modified_gmt":"2021-11-18T01:16:46","slug":"miguel-do-carmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/miguel-do-carmo\/","title":{"rendered":"Miguel do Carmo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/pers01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-242\" width=\"451\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/pers01.jpg 451w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/pers01-300x233.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><figcaption>Imagem: Selo emitido pelos correios em homenagem a Moacir Barbosa<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo o livro O negro no futebol, do jornalista Mario Filho, irm\u00e3o de Nelson Rodrigues, o primeiro jogador brasileiro negro de que se tem registros foi Miguel do Carmo (1885\u20131932), que, aos 15 anos de idade, junto a outros garotos do bairro da Ponte Preta, em Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo, fundou, em 1900, o clube com o mesmo nome e que hoje \u00e9 um dos mais antigos em atividade no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Por permitir jogadores negros, a Ponte Preta era frequentemente hostilizada nos jogos realizados no interior paulista. Assim como o elenco, a torcida era composta em sua maioria por negros e oper\u00e1rios, acompanhando o time nas excurs\u00f5es pelo estado. Eis que os advers\u00e1rios passaram a cham\u00e1-los de \u201cmacacos\u201d e \u201cmacacada\u201d, origem do apelido e da mascote do clube: macaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Do Carmo nasceu em 10 de abril de 1885, tr\u00eas anos antes da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil, com a Lei \u00c1urea. Ele era ferrovi\u00e1rio e trabalhava como segundo fiscal de linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em Campinas. Nascido em Jundia\u00ed, ele atuou como um meio-campo nas primeiras partidas da hist\u00f3ria do clube.<\/p>\n\n\n\n<p>A funda\u00e7\u00e3o da Ponte Preta contou com os apoios do alem\u00e3o Theodor Kutter, do austr\u00edaco Nicolau Burghi, do brasileiro Jo\u00e3o Vieira da Silva, al\u00e9m do brasileiro descendente de alem\u00e3es Hermenegildo Wadt. Em 2017, o clube recebeu o selo oficial dos Correios em homenagem \u00e0 Primeira Democracia Racial do Futebol do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"550\" data-dnt=\"true\"><p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">Cerim\u00f4nia marca o lan\u00e7amento do Selo da Ponte Preta Primeira Democracia Racial do Futebol do Brasil. <a href=\"https:\/\/t.co\/HSQ3juzlvW\">https:\/\/t.co\/HSQ3juzlvW<\/a> <a href=\"https:\/\/t.co\/YHZKfey9pL\">pic.twitter.com\/YHZKfey9pL<\/a><\/p>&mdash; Ponte Preta Oficial (@aapp_oficial) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/aapp_oficial\/status\/898580035182972929?ref_src=twsrc%5Etfw\">August 18, 2017<\/a><\/blockquote><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o livro O negro no futebol, do jornalista Mario Filho, irm\u00e3o de Nelson Rodrigues, o primeiro jogador brasileiro negro de que se tem registros foi Miguel do Carmo (1885\u20131932), que, aos 15 anos de idade, junto a outros garotos do bairro da Ponte Preta, em Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo, fundou, em 1900, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":242,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26"}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":281,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26\/revisions\/281"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/media\/242"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/racismo-no-futebol\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}