{"id":908,"date":"2019-06-09T00:40:18","date_gmt":"2019-06-09T03:40:18","guid":{"rendered":"http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/narrativasnegras\/?page_id=908"},"modified":"2019-06-17T18:19:02","modified_gmt":"2019-06-17T21:19:02","slug":"sobre","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/narrativasnegras\/sobre\/","title":{"rendered":"Sobre"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_padding=&#8221;||19px|||&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#ef705f&#8221; min_height=&#8221;41px&#8221; custom_margin=&#8221;||17px|||&#8221;]<\/p>\n<h1>SOBRE O LUGAR DE ESCUTA<\/h1>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por: Marcela Pedrosa\u00a0<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;||0px|||&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Durante os quatro anos de gradua\u00e7\u00e3o, desenvolvi trabalhos sobre representatividade feminina, mas nunca sobre mulheres negras especificamente. O lugar de fala sempre foi uma quest\u00e3o para mim por achar que, sem inten\u00e7\u00f5es, poderia estar protagonizando uma luta que n\u00e3o \u00e9 minha. Comecei ent\u00e3o a questionar esse pensamento. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ser\u00e1 que eu, como mulher branca e futura jornalista, n\u00e3o estaria sendo negligente com essas pautas ao simplesmente ignorar as possibilidades? <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Diante disso, pensei como poderia usar meu privil\u00e9gio a favor da luta antisexista e antirracista.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">O cen\u00e1rio vem se modificando, mas ainda \u00e9 dif\u00edcil observar mulheres negras convidadas para escrever artigos, apresentar programas, protagonizar novelas. A falta de representatividade \u00e9 vista com muita naturalidade. A professora norte-americana Kimberl\u00e9 Crenshaw usa o termo &#8220;interseccionalidade&#8221; para descrever o seguinte fen\u00f4meno: se um indiv\u00edduo est\u00e1 na mira de m\u00faltiplas formas de exclus\u00e3o (ra\u00e7a, g\u00eanero, classe, capacidades f\u00edsicas\/mentais e etnia), ent\u00e3o \u00e9 muito prov\u00e1vel que seja atingido por todas. Em resumo, parafraseando dona Alcinete Castro, mulher, negra e pobre \u201c\u00e9 dificuldade em tudo\u201d. Para entrar na faculdade, para ter acesso \u00e0 sa\u00fade, para ocupar um cargo executivo, para manifestar a identidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">As mulheres negras (reconhecidas como pretas e pardas), no Brasil, representam 53% da popula\u00e7\u00e3o feminina. Em Pernambuco, esse percentual aumenta: 65,5% das mulheres no estado s\u00e3o negras, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). H\u00e1 muitas hist\u00f3rias que n\u00e3o s\u00f3 devem ser ouvidas, como tamb\u00e9m precisam ser narradas pelas protagonistas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Nem todos os negros nascem sabendo que s\u00e3o negros. Isso porque crescem com a ideia de inferioriza\u00e7\u00e3o da identidade a partir de viv\u00eancias decorrentes do racismo estrutural. A hist\u00f3ria de como D\u00e9bora Britto passou a se reconhecer como negra \u00e9 mais comum do que a maioria das pessoas imagina. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Minha melhor amiga, com quem convivi por sete anos diariamente, viveu situa\u00e7\u00e3o semelhante e ningu\u00e9m tocava no assunto, nem mesmo a fam\u00edlia. Passou por v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es (expl\u00edcitas) de preconceito racial no col\u00e9gio \u2013 que deixaram marcas at\u00e9 hoje \u2013 e, na \u00e9poca, n\u00e3o conseguia entender por que precisava passar por aquilo. Somente quando concluiu o Ensino M\u00e9dio e come\u00e7ou a ler sobre negritude, finalmente p\u00f4de se afirmar enquanto uma mulher negra. Durante a produ\u00e7\u00e3o deste trabalho, tive a chance de refletir com ela sobre o impacto dessas experi\u00eancias na sua vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">\u00c9 preciso tamb\u00e9m reconhecer o lugar de escuta e propor um convite para que mais pessoas o reconhe\u00e7a. N\u00e3o tem como ser antirracista se voc\u00ea s\u00f3 discute os descalabros do racismo com negras e negros. N\u00e3o d\u00e1 para se apropriar do lugar de fala dessas pessoas, mas \u00e9 dever de todos aproximar-se das suas reivindica\u00e7\u00f5es, enquanto houver uma rela\u00e7\u00e3o de respeito pela luta desses grupos. A consci\u00eancia racial, por exemplo, deve partir n\u00e3o somente daqueles que se reconhecem como negros, mas tamb\u00e9m dos que nunca sofreram algum tipo de opress\u00e3o devido \u00e0 cor da pele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A autora Patr\u00edcia Borges compara a poesia \u00e0s pessoas trans, travestis e n\u00e3o-bin\u00e1rias. \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Na poesia, voc\u00ea pode fazer o que quiser: rimar, n\u00e3o rimar; usar v\u00e1rias palavras, usar apenas uma palavra; escrever textos longos ou curtos. \u00c9 isso que n\u00f3s, transg\u00eaneros, queremos na vida tamb\u00e9m<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, diz. No entanto, a realidade \u00e9 bastante diferente. Os direitos dessas pessoas s\u00e3o violados cotidianamente, sobretudo no Brasil, onde o n\u00famero absoluto de assassinatos \u00e9 o maior entre todos os pa\u00edses. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Refletir sobre a constru\u00e7\u00e3o dessas identidades significa interromper o sil\u00eancio que naturaliza a transfobia. O debate acerca do tema ainda \u00e9 pouco explorado, principalmente por quem n\u00e3o faz parte da comunidade LGBTQ+. Conhecer a hist\u00f3ria de Jarda Ara\u00fajo \u2013 e tantas outras que vivenciam experi\u00eancias semelhantes \u2013 e escutar o que elas t\u00eam para falar \u00e9 um exerc\u00edcio de aprendizado que torna n\u00edtido o \u00f3culos emba\u00e7ado da ignor\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista, por sua vez, geralmente se apodera de um lugar social apto a contar fatos e narrativas. Desqualificar essa fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o intuito. No entanto, vivemos um momento em que \u00e9 preciso romper a ideia de \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dar voz\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> a grupos minorit\u00e1rios. N\u00e3o nos cabe mais a fun\u00e7\u00e3o de \u201cporta-vozes\u201d daqueles que na realidade t\u00eam sua voz silenciada. \u00c9 preciso agora passar a consumir as narrativas de quem h\u00e1 muito tempo est\u00e1 tentando ser ouvido em primeira pessoa. O conceito de lugar de fala n\u00e3o condena a troca de ideias, nem defende a imposi\u00e7\u00e3o de vis\u00f5es. Ao contr\u00e1rio: possibilita levantar debates com mais autoridade sobre os mais variados temas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Dona Marta Moreira enfrentou dificuldades para criar cinco filhos que s\u00f3 ela \u00e9 capaz de expressar. Quando perguntei por que ningu\u00e9m acreditava que estava deprimida, ela disse: \u201cEu sempre estava na ativa, porque eu n\u00e3o podia parar. Acham que pobre n\u00e3o tem depress\u00e3o\u201d. O \u00faltimo estudo feito sobre a rela\u00e7\u00e3o entre depress\u00e3o e classes sociais foi em 2008, sob encomenda da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata). Tudo isso aponta como \u00e9 urgente a discuss\u00e3o sobre a sa\u00fade mental de pessoas negras e os reflexos da invisibiliza\u00e7\u00e3o desses grupos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Enquanto existem dados e estat\u00edsticas que demonstram a vulnerabilidade das mulheres negras, por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m pessoas que praticam a afroconveni\u00eancia. Basicamente trata-se da pr\u00e1tica de pessoas n\u00e3o-negras usarem elementos pr\u00f3prios da cultura negra e tirar proveito disso. Na ind\u00fastria cultural, celebridades e influenciadores digitais t\u00eam feito bronzeamento artificial, preenchimento labial, reestrutura\u00e7\u00e3o dos fios lisos, t\u00eam usado maquiagens com tons mais escuros, entre outras interven\u00e7\u00f5es, como uma esp\u00e9cie de \u201capropria\u00e7\u00e3o\u201d da est\u00e9tica negra, alvo de cr\u00edticas h\u00e1 muitas d\u00e9cadas. No entanto, qual branco quer realmente ser negro?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Sharon Baptista e Janaina Penha s\u00e3o duas mulheres negras que hoje buscam a representatividade nos mais variados espa\u00e7os e a valoriza\u00e7\u00e3o de todos os corpos. \u00c9 problem\u00e1tico quando pessoas brancas que incorporam essas caracter\u00edsticas s\u00e3o aplaudidas, enquanto indiv\u00edduos negros n\u00e3o se v\u00eaem representados, tampouco s\u00e3o reconhecidos. Ou seja, os privil\u00e9gios se mant\u00eam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\">Passar pela experi\u00eancia de produzir o projeto Em Primeira Pessoa e escutar as hist\u00f3rias de Alcinete, D\u00e9bora, Janaina, Jarda, Marta e Sharon aponta a necessidade dos brancos (homens e mulheres) se situarem na estrutura da sociedade e enxergarem as hierarquias, assim como de que forma seu lugar influencia diretamente a constitui\u00e7\u00e3o dos lugares de grupos subalternizados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\"><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400; font-size: large;\"><\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;-2px|||||&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#ef705f&#8221; min_height=&#8221;41px&#8221; custom_margin=&#8221;||17px|||&#8221;]<\/p>\n<h1>AGRADECIMENTOS<span style=\"font-size: small; color: #ef705f; font-family: Nunito, Helvetica, Arial, Lucida, sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/h1>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\">Gostaria de agradecer a minha querida professora e orientadora, Carol Monteiro, por confiar em mim e por me encorajar tanto durante todo o processo. Obrigada Jota Bosco pelo (grande) trabalho que vem realizando.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\">A dona Alcinete, D\u00e9bora, Jana\u00edna, Jarda, dona Marta e Sharon que toparam participar do meu trabalho e dividir a hist\u00f3ria de vida comigo. Agrade\u00e7o imensamente pelo gesto de confian\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\">A minha fam\u00edlia \u2013 <span>meu pai Mano, minha m\u00e3e Patr\u00edcia, meu irm\u00e3o Diogo e minha av\u00f3 Cl\u00e9a, e todos os outros que torcem por mim \u2013<\/span>, obrigada por me incentivarem desde o in\u00edcio do curso e sempre acreditarem no meu potencial, mesmo quando nem eu acredito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\">Agrade\u00e7o a R\u00f4mulo, Niedja e Joyss, que mergulharam de cabe\u00e7a nas minhas ideias e tiveram muita paci\u00eancia. Foram dias de muito trabalho, mas tamb\u00e9m tivemos momentos \u00fanicos que ficar\u00e3o para sempre guardados na mem\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\"> A Mateus, meu querido chefe, um exemplo de pessoa e profissional para mim. Sem a compreens\u00e3o dele eu n\u00e3o conseguiria nem come\u00e7ar este projeto. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\">E, por \u00faltimo, agrade\u00e7o \u00e0 pessoa que tenho sorte de ter encontrado. Meu companheiro e melhor amigo Andr\u00e9 Luis, que esteve do meu lado, me apoiou, me tranquilizou e virou noites comigo para certificar-se de que tudo daria certo. E deu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18px;\"><\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/narrativasnegras\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/equipe.png&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_image][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_color=&#8221;#161616&#8243;][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_padding=&#8221;||19px|||&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#ef705f&#8221; min_height=&#8221;41px&#8221; custom_margin=&#8221;||17px|||&#8221;] SOBRE O LUGAR DE ESCUTA Por: Marcela Pedrosa\u00a0 [\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;||0px|||&#8221;] Durante os quatro anos de gradua\u00e7\u00e3o, desenvolvi trabalhos sobre representatividade feminina, mas nunca sobre mulheres negras especificamente. 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