{"id":3763,"date":"2019-03-07T07:30:10","date_gmt":"2019-03-07T10:30:10","guid":{"rendered":"http:\/\/blueskytechco.com\/eurotas\/?p=3763"},"modified":"2020-12-02T19:17:36","modified_gmt":"2020-12-02T22:17:36","slug":"quem-resiste-fazendo-costura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/quem-resiste-fazendo-costura\/","title":{"rendered":"Quem resiste fazendo costura?"},"content":{"rendered":"\n<p>Um h\u00e1bito que remonta aos s\u00e9culos 19 e 20 volta \u00e0 contemporaneidade: ir \u00e0 costureira. Com a&nbsp; globaliza\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o em larga escala, fazer roupas por encomenda passou a ser raridade. Contudo, esse h\u00e1bito vem sendo readquirido entre as pessoas que valorizam sustentabilidade e consumo consciente e s\u00e3o v\u00e1rias as vantagens: variedade na escolha de tecidos, pe\u00e7as de&nbsp; melhor qualidade e que, consequentemente, durar\u00e3o mais tempo, roupas feitas de acordo com as medidas do corpo, produzidas exatamente do tamanho e do modelo que o cliente deseja. As vantagens s\u00e3o as mesmas dos s\u00e9culos anteriores mas, hoje, a diferen\u00e7a \u00e9 que se antes as costureiras apenas copiavam os modelos das revistas, hoje, elas criam pe\u00e7as exclusivas e atuam tamb\u00e9m como consultoras de estilo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/03-1024x683.jpg\" alt=\"\" data-id=\"5929\" data-full-url=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/03.jpg\" data-link=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/03-2\/\" class=\"wp-image-5929\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/03-980x653.jpg 980w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/03-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\"><span class=\"has-inline-color has-black-color\">Foto: vvoennyy\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ter uma roupa exclusiva, a costura sob encomenda permite ao consumidor\/cliente conhecer quem produziu a roupa, o tecido utilizado e, muitas vezes, a origem dele. Os ateli\u00eas de costura sob medida ainda realizam ajustes e consertos em pe\u00e7as j\u00e1 prontas, uma forma de utilizar ainda mais uma determinada pe\u00e7a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel pedir tecidos sem sair de casa. Durante a pandemia do novo coronav\u00edrus, muitas lojas sentiram a necessidade da presen\u00e7a digital para continuar os neg\u00f3cios. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 o Banco de Tecido, onde as pessoas podem depositar tecidos disponibilizados em prateleiras ou estoques, podendo fazer at\u00e9 trocas por outros. A iniciativa d\u00e1 vida nova aos que estavam esquecidos no fundo das gavetas, afinal, a mat\u00e9ria prima mais sustent\u00e1vel \u00e9 aquela que j\u00e1 existe. Com isso, a vida \u00fatil do tecido aumenta e o consumo dos recursos naturais do planeta diminui.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<h2><strong><strong>Na pandemia, a costura de m\u00e1scaras foi a solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Em 2020, por causa da pandemia da Covid-19, muitas costureiras aproveitaram o momento para obter uma graninha extra, como \u00e9 o caso de Mariza Tavares (68), costureira h\u00e1 37. Hoje, aposentada, ela costura apenas para si mesma e para a fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando tinha 17 anos, aprendeu a costurar com a m\u00e3e e irm\u00e3, mas foi com 25 que Mariza passou a dedicar-se mais como forma de complementar a renda logo ap\u00f3s o casamento. Pouco tempo depois, al\u00e9m das roupas que fazia por encomenda, come\u00e7ou a trabalhar na Secretaria de A\u00e7\u00e3o Social da Prefeitura de Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o, ensinando corte, costura e artesanato e, tamb\u00e9m, fazendo fardas para garis, enfermeiros, m\u00e9dicos etc.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\"><figure class=\"alignleft size-medium\"><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"275\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/unnamed-1-1-300x275.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5923\"\/><figcaption><strong>Mariza Tavares, costureira<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u201cCom as aposentadorias, minha e do meu marido, n\u00e3o conseguimos suprir tudo. Quando come\u00e7ou a pandemia, resolvi fazer m\u00e1scaras de tecido para aumentar a renda e deu certo. Acho que fui uma das primeiras pessoas que comecei costurando as m\u00e1scaras em Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Mariza passou a receber grandes encomendas. Fez 120 m\u00e1scaras para uma rede de farm\u00e1cias, depois fez mais 30 para um dep\u00f3sito de g\u00e1s. Em seguida, uma faculdade lhe encomendou 70, outra 50, e assim por diante. \u201cComecei a negar algumas encomendas de tanto que surgiram. Trabalhava at\u00e9 meia noite e acordava \u00e0s 5h para dar conta dos pedidos. Fiquei bem atarefada. \u00c0 tarde e \u00e0 noite fazia as entregas. O dinheiro veio em bom tempo, estava precisando muito\u201d, afirma Mariza. \u201cDepois a demanda diminuiu porque muita gente foi produzindo e, tamb\u00e9m, apareceram muitas nos supermercados, nas paradas de \u00f4nibus etc. Mas, mesmo assim, sempre aparece gente para comprar\u201d, complementa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/reusable-face-masks-and-single-use-medical-masks-i-DNN5VT5-1024x683.jpg\" alt=\"\" data-id=\"6096\" data-full-url=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/reusable-face-masks-and-single-use-medical-masks-i-DNN5VT5.jpg\" data-link=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/reusable-face-masks-and-single-use-medical-masks-i-dnn5vt5\/\" class=\"wp-image-6096\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/reusable-face-masks-and-single-use-medical-masks-i-DNN5VT5-980x653.jpg 980w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/reusable-face-masks-and-single-use-medical-masks-i-DNN5VT5-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Foto: Sonyachnny\/reprodu\u00e7\u00e3o<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde agosto de 2020, o marido precisou ir todos os dias ao hospital e ela sempre o acompanha. Com isso, n\u00e3o perde tempo e aproveita para vender as m\u00e1scaras l\u00e1 tamb\u00e9m. \u201cVou com a que fa\u00e7o, sou a manequim, tamb\u00e9m mostro os tr\u00eas modelos que fa\u00e7o, explico da minha maneira, a pessoa gosta e acabo vendendo\u201d, disse Mariza. \u201cChego no estacionamento e, na recep\u00e7\u00e3o do hospital, me apresento e digo que estou vendendo m\u00e1scaras de tecido. As pessoas pedem para ver e acabam comprando. \u00c9 uma ajuda de custo com as passagens do \u00f4nibus que o meu marido e eu precisamos pegar todos os dias para ir ao hospital\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, Mariza tem aumentado a renda com as m\u00e1scaras, mas seu trabalho como costureira faz parte da vida e da hist\u00f3rias de muitas fam\u00edlias, como as de Maria de Deus e de Sebastiana de Rosa, que fizeram roupas com ela por mais de 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2><strong>Costureiras e clientes: uma rela\u00e7\u00e3o al\u00e9m das roupas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No v\u00eddeo abaixo, confira a rela\u00e7\u00e3o das irm\u00e3s, Sueneide Farias e Silvaneide Franco, com a costureira Zita:  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista com irm\u00e3s Sueneide Farias e Silvaneide Franco e a costureira Zita.\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XVlGSftBbbk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2>Nova gera\u00e7\u00e3o de costureiras<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O of\u00edcio da costura, passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e anteriormente como extens\u00e3o das tarefas do lar, virou profiss\u00e3o por dar autonomia e independ\u00eancia financeira para as mulheres. Com a Revolu\u00e7\u00e3o industrial, a partir do s\u00e9culo 18, as mulheres passaram a ocupar f\u00e1bricas e houve uma produ\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil desenfreada de pe\u00e7as de baixa qualidade praticamente descart\u00e1veis e que n\u00e3o levaram em considera\u00e7\u00e3o o impacto ambiental. Em contrapartida, hoje temos o retorno \u00e0 produ\u00e7\u00e3o artesanal e em pequena escala, chamada de <em>slow fashion<\/em>, ou seja, moda lenta. O mercado tem crescido e sensibilizado os consumidores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do planeta e ao consumo consciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Clara Borba (26), \u00e9 formada em Design pela UFPE e atualmente estuda na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Modelagem e Cria\u00e7\u00e3o no Senac-PE. Interessada, come\u00e7ou a \u201cmexer na m\u00e1quina\u201d desde os 15 anos, sem muita t\u00e9cnica, com a ajuda da av\u00f3. \u201cAprendi sozinha, com a pr\u00e1tica, atrav\u00e9s de tentativas e erros, buscando livros de corte e costura e pessoas pr\u00f3ximas que podiam me ajudar com algum projeto no momento. Tornei da costura um h\u00e1bito e, depois, uma profiss\u00e3o\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/07-1024x767.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5615\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/07-1024x767.png 1024w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/07-980x734.png 980w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/07-480x360.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption><strong>Clara Borba na cria\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a. <\/strong><br>Foto: Saulo do Monte\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 2018, no processo de desenvolvimento do Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso da gradua\u00e7\u00e3o em Design, Clara iniciou com o ateli\u00ea <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/estudiovesterecife\/\">@estudiovesterecife<\/a><\/strong>. No mesmo ano, criou a marca de moda chamada Veste Casulo que, na idealiza\u00e7\u00e3o, seria um membro de uma grande \u00e1rvore criativa onde a base seria o est\u00fadio de cria\u00e7\u00e3o de tudo, o Est\u00fadio Veste. Em julho de 2018, logo ap\u00f3s a defesa do TCC, Clara estava desempregada e com um esbo\u00e7o de ateli\u00ea em casa. Foi quando resolveu colocar uma plaquinha simples na porta com os dizeres &#8220;consertam-se roupas&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento das atividades deu-se principalmente com a rede de apoio dos amigos que confiaram no trabalho dela, ainda inicial, e come\u00e7aram a encomendar pe\u00e7as sob medida. \u201cHoje, esse \u00e9 o meu carro-chefe. No est\u00fadio, que sempre teve a inten\u00e7\u00e3o de ser uma base criativa, desenvolvo trabalhos de <em>upcycling<\/em>, customiza\u00e7\u00e3o, bordado e, muito em breve, a primeira cole\u00e7\u00e3o da Veste Casulo\u201d, expressa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/05-1024x767.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5610\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/05-1024x767.png 1024w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/05-980x734.png 980w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/05-480x360.png 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption>Foto: Saulo do Monte\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Clara trabalha a partir do meio dia, de segunda \u00e0 sexta. Muitos clientes v\u00e3o at\u00e9 o espa\u00e7o, que funciona na sua casa, ap\u00f3s o hor\u00e1rio convencional de trabalho, ent\u00e3o, o movimento maior \u00e9 a partir das 18h e acaba encerrando tarde da noite. Al\u00e9m disso, quase toda semana ela vai at\u00e9 o centro da cidade. \u201cAjudo os clientes com a compra de materiais, pois conhe\u00e7o as lojas com pre\u00e7os mais em conta e os tecidos adequados para a produ\u00e7\u00e3o\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com a cliente, Clara segue um passo a passo: primeiro encontra-se para tirar as medidas, depois, caso n\u00e3o tenham deixado o tecido, ela vai \u00e0 loja compr\u00e1-lo e cobra uma taxa por isso. Com todos os materiais em m\u00e3os, inicia o processo de produ\u00e7\u00e3o (modelagem, corte e costura) e, passados alguns dias, o cliente retorna ao ateli\u00ea, prova a pe\u00e7a. Clara faz os ajustes necess\u00e1rios e o cliente j\u00e1 sai com a roupa pronta. \u201cTento ser o mais produtiva poss\u00edvel nesse processo, pois o tempo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/02-1024x767.png\" alt=\"\" data-id=\"5613\" data-full-url=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/02.png\" data-link=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/quem-resiste-fazendo-costura\/attachment\/02\/\" class=\"wp-image-5613\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/02-1024x767.png 1024w, 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relacionamento estreito que criamos, chegamos a um resultado melhor que a ideia inicial\u201d, expressa.<\/p>\n\n\n\n<p>Clara tamb\u00e9m acredita que esse tipo de consumidor nunca vai deixar de procurar as costureiras, pois tem no\u00e7\u00e3o de que a troca do <em>fast fashion<\/em> pelo sob medida \u00e9 justa e tem uma s\u00e9rie de benef\u00edcios, al\u00e9m de n\u00e3o fortalecer uma cadeia produtiva t\u00e3o desgastada e sofrida, fortalece o produtor local e ganha um espa\u00e7o para ser ouvido. \u201cTenho muitos clientes fixos que sempre me procuram, durante todo o ano, para todas as ocasi\u00f5es\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/modaconsciente\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/04-1024x767.png\" alt=\"\" data-id=\"5611\" 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Ela d\u00e1 um novo destino aos retalhos que podem ser reaproveitados, sejam como remendo ou at\u00e9 como m\u00e1scara. J\u00e1 os que n\u00e3o servem mesmo, s\u00e3o doados para uma empresa de produ\u00e7\u00e3o de sacos de luta, servindo de enchimento. Com os clientes, ela tenta educar sobre o reuso. \u201c\u00c0s vezes eles n\u00e3o sabem que podemos modificar ou mudar uma pe\u00e7a que n\u00e3o gostam mais; depois de conversarmos, sempre recebo muitas pe\u00e7as para transformar\u201d, disse. \u201cCom isso, evitamos que uma pe\u00e7a que podia at\u00e9 mesmo ser doada, torne-se lixo por desconhecimento\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Acho que fui uma das primeiras pessoas que comecei costurando as m\u00e1scaras em Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o\u201d, disse Mariza<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5610,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"<!-- wp:html -->\n<p>A Capitalize on low hanging fruit to identify a ballpark value added activity to beta test. Override the digital divide with additional clickthroughs from DevOps. Nanotechnology immersion along the information highway will close the\u2026<br \/><!--more--><\/p>\n<blockquote>\n<p>Quisque semper nunc vitae erat pellentesque, ac placerat arcu consectetur. In venenatis elit ac ultrices convallis. Duis est nisi, tincidunt ac urna sed, cursus blandit lectus. In ullamcorper sit amet ligula ut eleifend. Proin dictum tempor ligula, ac feugiat metus. Sed finibus tortor eu scelerisque scelerisque.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Aenean et tempor eros, vitae sollicitudin velit. Etiam varius enim nec quam tempor, sed efficitur ex ultrices. Phasellus pretium est vel dui vestibulum condimentum. Aenean nec suscipit nibh. Phasellus nec lacus id arcu facilisis elementum. Curabitur lobortis, elit ut elementum congue, erat ex bibendum odio, nec iaculis lacus sem non lorem. Duis suscipit metus ante, sed convallis quam posuere quis. Ut tincidunt eleifend odio, ac fringilla mi vehicula nec. Nunc vitae lacus eget lectus imperdiet tempus sed in dui. Nam molestie magna at risus consectetur, placerat suscipit justo dignissim. Sed vitae fringilla enim, nec ullamcorper arcu.<\/p>\n<p>Suspendisse turpis ipsum, tempus in nulla eu, posuere pharetra nibh. In dignissim vitae lorem non mollis. Praesent pretium tellus in tortor viverra condimentum. Nullam dignissim facilisis nisl, accumsan placerat justo ultricies vel. Vivamus finibus mi a neque pretium, ut convallis dui lacinia. Morbi a rutrum velit. Curabitur sagittis quam quis consectetur mattis. Aenean sit amet quam vel turpis interdum sagittis et eget neque. Nunc ante quam, luctus et neque a, interdum iaculis metus. Aliquam vel ante mattis, placerat orci id, vehicula quam. Suspendisse quis eros cursus, viverra urna sed, commodo mauris. Cras diam arcu, fringilla a sem condimentum, viverra facilisis nunc. Curabitur vitae orci id nulla maximus maximus. 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