{"id":16,"date":"2019-04-30T18:09:28","date_gmt":"2019-04-30T21:09:28","guid":{"rendered":"http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/?page_id=16"},"modified":"2019-06-13T16:45:00","modified_gmt":"2019-06-13T19:45:00","slug":"cartao-vermelho-para-o-machismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/cartao-vermelho-para-o-machismo\/","title":{"rendered":"Cart\u00e3o vermelho para o machismo"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.3&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/bg-topo.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Cart\u00e3o vermelho para o machismo&#8221; subhead=&#8221;Atletas que escolhem o Esporte como profiss\u00e3o ainda enfrentam preconceito, desigualdades salariais e falta de visibilidade na m\u00eddia. Um cen\u00e1rio que j\u00e1 foi bem pior, com as mulheres proibidas em certas modalidades&#8221; header_image_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/topo1-1.png&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;70px&#8221; subhead_font=&#8221;Annie Use Your Telescope||||||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;30px&#8221; subhead_line_height=&#8221;1.1em&#8221; background_color=&#8221;#55cdd2&#8243;][\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; custom_margin=&#8221;||63px|||&#8221;][et_pb_row background_color_2=&#8221;#f29188&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/joanna_maranhao-678&#215;381.jpg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.23&#8243; custom_margin=&#8221;||&#8221; custom_padding=&#8221;||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Joanna Maranh\u00e3o. Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][\/et_pb_code][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; inline_fonts=&#8221;Georgia&#8221;]<\/p>\n<p>O nome de Joanna Maranh\u00e3o, 32 anos, dispensa apresenta\u00e7\u00f5es no Esporte Brasileiro. A nadadora pernambucana entrou para a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira da modalidade aos 14 anos e possui oito medalhas em Jogos Pan Americanos, oito recordes sul americanos e quatro participa\u00e7\u00f5es em Jogos Ol\u00edmpicos. Joanna \u00e9 uma atleta profissional e, para subir no lugar mais alto do p\u00f3dio, enfrentou muitos obst\u00e1culos, \u00e0s vezes mais dif\u00edceis do que a dura rotina de treinamentos, \u00a0a compet\u00eancia das advers\u00e1rias ou seus pr\u00f3prios medos e expectativas. Por ser mulher e escolher o Esporte como profiss\u00e3o, Joanna precisou de for\u00e7a e resist\u00eancia para encarar o machismo, fen\u00f4meno social hist\u00f3rico que atrapalha as conquistas femininas, especialmente em \u00e1reas tradicionalmente apontadas como \u201cmasculinas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnxergo (a trajet\u00f3ria da mulher no esporte) da mesma maneira que vejo a mulher no mundo em todas as profiss\u00f5es nas quais ela tenta se inserir e buscar o pr\u00f3prio espa\u00e7o. Todos os dias a gente est\u00e1 quebrando porta, mostrando que somos capazes e questionando como as coisas eram feitas at\u00e9 ent\u00e3o. Acho que a mulher no esporte \u00e9 s\u00f3 um prolongamento da mulher no cotidiano\u201d, compara.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es do machismo, sejam nas piscinas, nas quadras, nas pistas ou campo, v\u00e3o desde coment\u00e1rios e atitudes aparentemente inofensivos, passando pelo ass\u00e9dio e abuso sexual e pela falta de investimento e patroc\u00ednio, que leva a uma menor visibilidade por parte da m\u00eddia e, consequentemente, \u00e0 falta de interesse por parte dos f\u00e3s do Esporte nas competi\u00e7\u00f5es entre mulheres. Um c\u00edrculo vicioso que, se n\u00e3o impede, atrapalha bastante a profissionaliza\u00e7\u00e3o do Esporte feminino, que j\u00e1 chegou a ser proibido em algumas modalidades no Brasil.<\/p>\n<p>Em 1941, o Conselho Nacional dos Desportos promulgou o Decreto-lei n\u00ba 3.199, de 14\/04\/1941, art. 54, especificado pela Norma 7\/65, \u00a0que impedia as mulheres de participarem de algumas modalidades esportivas, consideradas \u201cimpr\u00f3prias para natureza fr\u00e1gil e materna\u201d. Entre elas estavam futebol, polo aqu\u00e1tico, futebol de sal\u00e3o, r\u00fagbi, lutas e corridas de longa dist\u00e2ncia. O decreto ficou vigente at\u00e9 o ano de 1979, ou seja, por quase 40 anos as mulheres foram proibidas de participar dessas modalidades. Com o fim do decreto, alguns pontos come\u00e7aram a fav<span style=\"font-weight: 400;\">orecer a pr\u00e1tica esportiva e, em 1985, no fim da Ditadura Militar, a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e da Comiss\u00e3o de Reformula\u00e7\u00e3o do Esporte Brasileiro favoreceu a inclus\u00e3o das mulheres atrav\u00e9s de pol\u00edticas de incentivo.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<\/p>\n<div class=\"infogram-embed\" data-id=\"10426381-b43b-4211-938e-6841834555f9\" data-type=\"interactive\" data-title=\"Untitled infographic\"><\/div>\n<p><script>!function(e,t,s,i){var n=\"InfogramEmbeds\",o=e.getElementsByTagName(\"script\")[0],d=\/^http:\/.test(e.location)?\"http:\":\"https:\";if(\/^\\\/{2}\/.test(i)&&(i=d+i),window[n]&&window[n].initialized)window[n].process&&window[n].process();else if(!e.getElementById(s)){var r=e.createElement(\"script\");r.async=1,r.id=s,r.src=i,o.parentNode.insertBefore(r,o)}}(document,0,\"infogram-async\",\"https:\/\/e.infogram.com\/js\/dist\/embed-loader-min.js\");<\/script><\/p>\n<div style=\"padding:8px 0;font-family:Arial!important;font-size:13px!important;line-height:15px!important;text-align:center;border-top:1px solid #dadada;margin:0 30px\"><a href=\"https:\/\/infogram.com\/10426381-b43b-4211-938e-6841834555f9\" style=\"color:#989898!important;text-decoration:none!important;\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Untitled infographic<\/a><!\u2013- [et_pb_br_holder] -\u2013><a href=\"https:\/\/infogram.com\" style=\"color:#989898!important;text-decoration:none!important;\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">Infogram<\/a><\/div>\n<p>[\/et_pb_code][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; custom_margin=&#8221;-6px|||||&#8221;][\/et_pb_code][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<p>Atleta do t\u00eanis de mesa, a paulistana Caroline Kumahara, 23 anos, \u00a0afirma j\u00e1 ter sofrido machismo e preconceito: \u201cDesde sempre, toda hora. Esporte feminino frequentemente joga nas piores mesas e piores lugares do gin\u00e1sio (menos espa\u00e7o, menos ilumina\u00e7\u00e3o etc), nos piores hor\u00e1rios tamb\u00e9m e os coment\u00e1rios maldosos de t\u00e9cnicos ou de outros jogadores s\u00e3o incont\u00e1veis e acontecem o tempo todo\u201d, dispara. A velocista paral\u00edmpica brasileira Ver\u00f4nica Silva Hip\u00f3lito, de 23 anos, refor\u00e7a o sentimento e destaca um epis\u00f3dio durante as Paralimp\u00edadas do Rio de Janeiro, em 2016. Aos 20 anos, ela estreou nos Jogos como medalhista, mesmo depois de ter passado por uma cirurgia no intestino e uma les\u00e3o menos de um ano antes da competi\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, ap\u00f3s a entrega da medalha recebeu o seguinte coment\u00e1rio: \u201cseu namorado n\u00e3o se incomoda com o tamanho do seu shorts n\u00e3o\u201d?. \u201cBacana, n\u00e9? Homens podem correr pelados. Bom relembrar: isso n\u00e3o \u00e9 sobre uma briga, ou inimizade entre mulheres e homens. Isso \u00e9 sobre empatia e igualdade\u201d, enfatiza a atleta.<\/p>\n<p>Os relatos de Joanna, Caroline e Ver\u00f4nica n\u00e3o se tratam de casos isolados. O machismo existe e est\u00e1 presente no meio esportivo at\u00e9 no que, para alguns, tratam-se apenas de simples coment\u00e1rios ou brincadeiras, como: \u201cprove que voc\u00ea entende de futebol\u201d, \u201cmulher deveria pilotar fog\u00e3o\u201d, \u201cvai lavar uma lou\u00e7a\u201d, \u201clugar de mulher \u00e9 em casa, preparando comida\u201d, \u201cvoc\u00ea sabe o que \u00e9 impedimento\u201d?. O que j\u00e1 \u00e9 muito ruim, ainda pode se agravar quando existe tamb\u00e9m o ass\u00e9dio, abuso e a objetifica\u00e7\u00e3o das mulheres. De t\u00e3o banalizadas, as \u201cbrincadeiras\u201d naturalizam comportamentos e podem atrapalhar o desenvolvimento f\u00edsico e mental das mulheres que escolhem trabalhar com o esporte, dentro ou fora das arenas.<span style=\"font-size: 15px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<iframe loading=\"lazy\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aqxDDgiqjI8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>[\/et_pb_code][et_pb_text text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; box_shadow_position=&#8221;outer&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<h1><strong>Al\u00e9m de um rostinho bonito<\/strong><\/h1>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<p>Uma das faces do machismo no Esporte \u00e9 a objetifica\u00e7\u00e3o do corpo feminino, presente nos uniformes desconfortavelmente curtos, nos coment\u00e1rios sobre a apar\u00eancia das atletas que terminam sendo chamadas \u201cmusas\u201d das suas modalidades ou na compreens\u00e3o de que uma atleta bonita conquistou tudo pela apar\u00eancia, e n\u00e3o pelo esfor\u00e7o, como aconteceu com a esgrimista brasileira Amanda Sime\u00e3o. \u201cPor ser vaidosa e gostar de me cuidar, algumas pessoas tendem a n\u00e3o valorizar meus resultados ou interpretarem meus feitos pela minha apar\u00eancia. Por exemplo, quando um homem ganha um patroc\u00ednio, ningu\u00e9m o questiona pela sua beleza, mas quando uma mulher consegue o mesmo incentivo insinuam haver outros motivos, al\u00e9m dos resultados. Isso \u00e9 muito triste\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Amanda-Sime\u00e3o.jpeg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.23&#8243; custom_margin=&#8221;||&#8221; custom_padding=&#8221;||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Amanda Sime\u00e3o. Foto: Google\/Reprodu\u00e7\u00e3o da internet<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; box_shadow_position=&#8221;outer&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<p>Toda e qualquer mulher, seja aquela que se sente bem consigo, estando dentro dos padr\u00f5es impostos pela sociedade ou n\u00e3o, tem potencial para conquistar seus objetivos, mas n\u00e3o \u00e9 assim que alguns pensam. O corpo da mulher no esporte tamb\u00e9m \u00e9 tido como atra\u00e7\u00e3o e, dessa maneira, o lado profissional \u00e9 passado despercebido ou tamb\u00e9m gera a desvaloriza\u00e7\u00e3o. \u201cMesmo nos Jogos Ol\u00edmpicos, com v\u00e1rias coisas em jogo, a gente que est\u00e1 em piscina precisa tomar cuidado com o \u00e2ngulo que fot\u00f3grafo vai tirar nossa foto, do nosso mai\u00f4. Essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o que os homens n\u00e3o t\u00eam. \u00c9 um exemplo bem simples de como algumas pessoas enxergam o corpo da mulher\u201d, pontuou Joanna Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<h1><strong>Desigualdade Salarial<\/strong><\/h1>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; inline_fonts=&#8221;Georgia&#8221;]<\/p>\n<p>Embora haja avan\u00e7o da inser\u00e7\u00e3o das mulheres em in\u00fameras atividades consideradas masculinas, a diferen\u00e7a salarial entre os g\u00eaneros ainda acontece. Estudo especial feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) para o Dia Internacional da Mulher, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), mostra que, mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/23924-diferenca-cai-em-sete-anos-mas-mulheres-ainda-ganham-20-5-menos-que-homens\">as mulheres ainda ganham, em m\u00e9dia, 20,5% menos que os homens no pa\u00eds.<\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 no ramo esportivo, a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 muito diferente, principalmente no futebol. No meio dos esportes, patroc\u00ednio, sal\u00e1rio, imagem, publicidade, m\u00eddia e divulga\u00e7\u00e3o, tudo isso se torna um conjunto para que a visibilidade aumente e o cen\u00e1rio mude um pouco.<\/p>\n<p>De acordo com<a href=\"https:\/\/apublica.org\/2016\/08\/mulheres-recebem-menos-na-maioria-dos-esportes\/\"> reportagem da Ag\u00eancia Publica<\/a>, primeira ag\u00eancia de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil, em 2016, receitas privadas da Copa do Mundo masculina totalizaram US$ 529 milh\u00f5es; no mundial feminino, US$ 17 milh\u00f5es. O futebol \u00e9 um dos esportes onde essa diferen\u00e7a entre os g\u00eaneros aparece de maneira clara. Baseado nas informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo site <a href=\"https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Mundo\/noticia\/2019\/06\/neymar-ganha-227-vezes-mais-que-ada-hegerberg-melhor-e-mais-bem-paga-jogadora-do-futebol-feminino.html?utm_source=facebook&amp;utm_medium=social&amp;utm_campaign=post\">\u00c9poca neg\u00f3cios<\/a>, Neymar chega ganhar 227 vezes mais que a melhor e mais bem paga jogadora do futebol feminino, Ada Hegerberg, j\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao atacante argentino, Lionel Messi, a diferen\u00e7a pula para 325 vezes a mais.\u00a0 Se tratando das cinco jogadoras de futebol\u00a0 que comp\u00f5e a lista das\u00a0 mais bem pagas do mundo, a \u00fanica brasileira \u00e9 Marta, seis vezes melhor do mundo, que recebe\u20ac 340 mil por ano no Orlando Pride, enquanto Neymar recebe 267 vezes mais e o argentino Messi, 382 vezes mais.<\/p>\n<p>A velocista Ver\u00f4nica Silva, afirma que, no esporte em que compete, as bolsas de apoio s\u00e3o calculadas de acordo com o n\u00edvel de ranking mundial. \u00a0\u201cNo paral\u00edmpico eu n\u00e3o posso dizer nada. As bolsas s\u00e3o de acordo com n\u00edveis no ranking mundial, independentemente de ser homem ou mulher\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 no t\u00eanis, um dos mais igualit\u00e1rios em se tratando da quest\u00e3o de \u00a0g\u00eanero, uma vez que todos os principais torneios oferecem pr\u00eamios id\u00eanticos nas disputas femininas e masculinas, a diferen\u00e7a de sal\u00e1rios e patroc\u00ednios dos primeiros do ranking ainda \u00e9 consider\u00e1vel.<\/p>\n<p>Com base na pesquisa realizada pela consultoria <a href=\"http:\/\/www.globalsportssalaries.com\/GSSS%202017.pdf\"><b>\u00a0Sporting Intelligence<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, no ano de 2017, \u00a0uma mulher na liga profissional de basquete dos Estados Unidos, a WNBA, <a href=\"https:\/\/esportefera.com.br\/noticias\/geral,conheca-a-diferenca-salarial-entre-os-generos-nos-maiores-torneios-esportivos,70002747336\">tinha sal\u00e1rio m\u00e1ximo de US$ 105 mil (R$ 406 mil). J\u00e1 na liga masculina, a NBA, o sal\u00e1rio m\u00e1ximo era de US$ 25 milh\u00f5es.<\/a><\/span><\/p>\n<p>No v\u00f4lei, as mulheres da sele\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/globoesporte.globo.com\/olimpiadas\/noticia\/premiacoes-se-aproximam-mas-patrocinios-ainda-valorizam-mais-os-homens-que-as-mulheres.ghtml\"> brasileira chegaram a reclamar sobre a diferen\u00e7a de valores pagos como premia\u00e7\u00e3o pela vit\u00f3ria no Grand Prix<\/a>, competi\u00e7\u00e3o internacional considerada uma vers\u00e3o feminina da Liga Mundial, no ano de 2016. A equipe recebeu US$ 200 mil (cerca de R$ 627 mil), repartidos entre os integrantes, mas, quando comparado \u00e0 Liga Mundial masculina, o valor chega a ser cinco vezes menor do que \u00e9 pago aos campe\u00f5es.<\/p>\n<p>A falta de incentivo atinge todos os esportes, inclusive o futebol. Pesquisa organizada pelo Sindicato Internacional de atletas de futebol (FIFPro), em parceria com a Universidade de Manchester, revela que aproximadamente metade das jogadoras n\u00e3o recebe sal\u00e1rio algum para jogar, nem tem contrato formal com os clubes. \u00a0O estudo contou com 3.600 jogadoras de in\u00fameros pa\u00edses da Europa, \u00c1frica, Am\u00e9ricas e \u00c1sia. Sem receber, algumas optam por manter um outro meio para ter um renda e acabam tendo a dupla jornada. Essa \u00e9 a realidade de 30% das jogadoras entrevistadas.<\/p>\n<p>Nenhuma delas entrevistadas atua no Brasil, por\u00e9m a realidade n\u00e3o \u00e9 muito diferente, no ano de 2017, o<a href=\"(http:\/\/www.espn.com.br\/blogs\/gabrielamoreira\/678444_carteira-assinada-e-coisa-rara-e-salario-maximo-de-r-5-mil-ser-profissional-no-futebol-feminino-no-brasil-e-para-poucas\"> portal de not\u00edcias da ESPN<\/a> afirmou em mat\u00e9ria que cerca de 5 mil mulheres adultas praticam futebol mas somente dois clubes t\u00eam atletas com carteiras assinadas, os \u00fanicos considerados profissionais pela CBF, o Santos e o Am\u00e9rica-MG.<\/p>\n<p>Entre as jogadoras dos dois clubes, a que chegou a receber mais alto naquele ano, era cerca de R$ 5 mil por m\u00eas, no Am\u00e9rica &#8211; MG o valor cai para R$ 3 mil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Falta de reconhecimento<\/h1>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/caroline.jpg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.23&#8243; custom_margin=&#8221;||&#8221; custom_padding=&#8221;||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Caroline Kumahara. Foto: Arquivo pessoal\u00a0<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;15px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]A desvaloriza\u00e7\u00e3o salarial n\u00e3o apenas afeta o bolso das atletas, precariza a modalidade, levando \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do reconhecimento e do interesse dos f\u00e3s do esporte. \u201cJogo de mulher n\u00e3o tem gra\u00e7a\u201d, \u201celas nem aguentam por tanto tempo\u201d, \u201c\u00e9 moleza demais\u201d s\u00e3o alguns dos coment\u00e1rios para n\u00e3o assistir, prestigiar ou acompanhar jogos femininos, independentemente de modalidade. A esgrimista Amanda Netto sente essa disparidade e aus\u00eancia de incentivo: \u201cInfelizmente o interesse \u00e9 muito inferior ao do universo masculino. Por um lado, entendo que seja por falta de visibilidade, por\u00e9m n\u00e3o dever\u00edamos ter\u00a0<\/span>menos reconhecimento, uma vez que ganhamos os mesmos t\u00edtulos\u201d, defende.<\/p>\n<p>J\u00e1 a mesa-tenista Caroline Kumahara acredita que essa falta de reconhecimento tamb\u00e9m se d\u00e1 devido a maneira como a m\u00eddia veicula a imagem das mulheres. \u201c<\/span><span style=\"font-size: 15px;\">A mulher \u00e9 tratada como objeto, sempre sexualizada. A m\u00eddia olha mais para a \u201cbeleza\u201d das atletas do que para a performance. E isso \u00e9 muito s\u00e9rio. Enquanto isso n\u00e3o mudar, o reconhecimento do esporte feminino vai continuar assim: praticamente inexistente. Ent\u00e3o a m\u00eddia e a sociedade precisam parar de brincar com as atletas e com o esfor\u00e7o que elas fazem \u00a0e come\u00e7ar a levar a s\u00e9rio seus resultados, suas hist\u00f3rias\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o de Caroline \u00e9 compartilhada por Ver\u00f4nica Silva: \u201csempre \u00e9 muito dif\u00edcil o reconhecimento. \u00c9 f\u00e1cil de falar sobre o homem mais r\u00e1pido do mundo, mas nem todo mundo fala sobre a mulher mais r\u00e1pida. E no basquete, rugby, futebol, futsal? Os times masculinos sempre v\u00e3o existir, os femininos s\u00e3o um acontecimento. \u00c9 complicado. Merecemos mais respeito, mais reconhecimento, todas n\u00f3s treinamos tanto quanto eles\u201d.[\/et_pb_text][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2yRWrOTSUKM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>[\/et_pb_code][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][\/et_pb_code][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][\/et_pb_code][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#9378a8&#8243; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; custom_padding=&#8221;30px|30px|0px|30px&#8221;]<\/p>\n<h2>Saiba mais&#8230;<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_circle_counter title=&#8221;Dos atletas brasileiros que participaram dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016 eram mulheres &#8221; number=&#8221;45&#8243; bar_bg_color=&#8221;#d9c495&#8243; circle_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.1)&#8221; circle_color_alpha=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_level=&#8221;h6&#8243; title_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;25px&#8221; number_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|600|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;100px&#8221; number_text_shadow_style=&#8221;preset4&#8243; number_text_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.22)&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;30px|auto|30px|auto|false|false&#8221;][\/et_pb_circle_counter][et_pb_circle_counter title=&#8221;das atletas ganham medalhas&#8221; number=&#8221;26&#8243; bar_bg_color=&#8221;#d9c495&#8243; circle_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.1)&#8221; circle_color_alpha=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_level=&#8221;h6&#8243; title_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;25px&#8221; number_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|600|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;100px&#8221; number_text_shadow_style=&#8221;preset4&#8243; number_text_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.22)&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;30px|auto|30px|auto|false|false&#8221;][\/et_pb_circle_counter][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.3&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/bg-topo.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Cart\u00e3o vermelho para o machismo&#8221; subhead=&#8221;Atletas que escolhem o Esporte como profiss\u00e3o ainda enfrentam preconceito, desigualdades salariais e falta de visibilidade na m\u00eddia. Um cen\u00e1rio que j\u00e1 foi bem pior, com as mulheres proibidas em certas modalidades&#8221; header_image_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/topo1-1.png&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;70px&#8221; subhead_font=&#8221;Annie Use Your Telescope||||||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;30px&#8221; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-16","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16"}],"version-history":[{"count":66,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":705,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16\/revisions\/705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}