{"id":118,"date":"2019-05-08T18:32:56","date_gmt":"2019-05-08T21:32:56","guid":{"rendered":"http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/?page_id=118"},"modified":"2019-06-17T18:25:09","modified_gmt":"2019-06-17T21:25:09","slug":"midia-nos-esportes-femininos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/midia-nos-esportes-femininos\/","title":{"rendered":"Profissionais da cobertura esportiva"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.3&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/bg-topo.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Profissionais da cobertura esportiva&#8221; subhead=&#8221;Ocupam menos espa\u00e7os, sofrem ass\u00e9dio e passam por \u201ctestes de conhecimento\u201d&#8221; header_image_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/topo4-1.png&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;61px&#8221; subhead_font=&#8221;Annie Use Your Telescope||||||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;30px&#8221; subhead_line_height=&#8221;1.2em&#8221; background_color=&#8221;#9378a8&#8243;][\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; custom_margin=&#8221;||63px|||&#8221;][et_pb_row custom_padding=&#8221;||23px|9px||&#8221; background_color_2=&#8221;#55cdd2&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_nbQZnDYySc\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>[\/et_pb_code][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;]<\/p>\n<p>\u201cO machismo nos esportes se manifesta de v\u00e1rias formas, \u00e0s vezes com agress\u00f5es como, por exemplo, por uma rep\u00f3rter estar em campo e ser chamada de gostosa, ou at\u00e9 o \u00a0torcedor que tenta beij\u00e1-la por ela ser mulher. \u00c9 machismo a partir do momento em que o homem desrespeita a profissional dentro de um est\u00e1dio de futebol\u201d, pontua a jornalista, Lorena Gomes, que j\u00e1 coordenou uma equipe de produ\u00e7\u00e3o de esportes do Jornal do Commercio e atualmente \u00e9 apresentadora do Jornal Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goi\u00e1s. \u00a0<\/p>\n<p>Em 2011, <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2XQ1Y8y\">pesquisa do Monitoramento Global de M\u00eddia<\/a> \u00a0avaliou 18 mil not\u00edcias esportivas publicadas em 23 pa\u00edses, divulgando que apenas 11% dos conte\u00fados foram realizados por mulheres. J\u00e1 no ano de 2016, o <a href=\"https:\/\/bit.ly\/2XQ1Y8y\">site G\u00eanero e N\u00famero<\/a><span>\u00a0que <\/span><span>produz conte\u00fados jornal\u00edsticos independentes, <\/span><span>avaliou colunas esportivas de dez grandes jornais do Brasil e, entre os l\u00edderes de circula\u00e7\u00e3o, mostrou que menos de 10% das colunas s\u00e3o assinadas por mulheres.<\/span><\/p>\n<p>Esses s\u00e3o alguns dados que refletem a realidade e provam que n\u00e3o apenas atletas sofrem as consequ\u00eancias o machismo nos esportes mas aquelas que transmitem not\u00edcias esportivas tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas. Levantamento feito pelo UOL Esporte divulgou que em programas realizados por emissoras de TV fechada, apenas 13% dos profissionais s\u00e3o mulheres. Em muitas situa\u00e7\u00f5es, elas s\u00e3o respons\u00e1veis apenas por ler mensagens enviadas pelos telespectadores. Algumas at\u00e9 apresentam programas, mas sofrem preconceito e s\u00e3o mais cobradas do que os homens, como aconteceu com Lorena Gomes.<\/p>\n<p>Ao apresentar o programa esportivo Replay, na TV Jornal, por um deslize, mencionou uma informa\u00e7\u00e3o errada e, de imediato, foi corrigida de maneira machista por um internauta que acompanhava a transmiss\u00e3o pelo Facebook. \u201cFalei sobre o N\u00e1utico e o Santa e, na \u00e9poca, eles estavam na S\u00e9rie C, mas mencionei que estavam na S\u00e9rie B. L\u00f3gico que sabia que eles estavam na S\u00e9rie C, mas aquela coisa de falar r\u00e1pido e no improviso, acabei trocando uma letra pela outra e algu\u00e9m comentou na transmiss\u00e3o ao vivo pelo Facebook, dizendo: \u2018t\u00e1 vendo, \u00e9 porque \u00e9 mulher e n\u00e3o sabe\u2019. E n\u00e3o era, n\u00e3o foi por falta de conhecimento, foi porque na hora falei bem r\u00e1pido e tenho certeza que se fosse um homem, n\u00e3o teria tido aquele tipo de coment\u00e1rio, ou talvez at\u00e9 passasse despercebido\u201d.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Luciana.jpg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Luciana Mariano. Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; min_height=&#8221;777px&#8221;]<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria da mulher no Jornalismo esportivo n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil mas j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber alguns avan\u00e7os. Exemplo disso \u00e9 trajet\u00f3ria da jornalista Luciana Mariano, primeira mulher a narrar uma partida de futebol na televis\u00e3o brasileira, em 1997. Ela reconhece os avan\u00e7os, mas se considera realista pois as oportunidades ainda s\u00e3o dadas de maneira gradativa. \u201cSem d\u00favidas as mulheres est\u00e3o conquistando espa\u00e7o no cen\u00e1rio esportivo mas n\u00e3o sou muito otimista, nem muito pessimista, porque a \u00faltima vez que narrei futebol no trabalho antes de voltar a narrar e ir pra ESPN, teve uma janela a\u00ed de 21 anos e eu n\u00e3o acho isso normal. Se tenho a experi\u00eancia, se tenho a t\u00e9cnica, porque fiquei tanto tempo sem narrar? Por falta de oportunidade. E essa falta de oportunidade me diz alguma coisa, ent\u00e3o \u00e9 nisso que penso muito, quando a gente fala que t\u00e1 conquistando espa\u00e7o\u201d, destacou Luciana sobre o tempo que passou sem ter uma mulher narrando um jogo de futebol.<\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">Por ser mulher e querer garantir espa\u00e7o no jornalismo esportivo, muitas vezes \u00e9 preciso provar conhecimento, (<\/span><span style=\"font-size: 14px;\"><a href=\"http:\/\/mulheresnojornalismo.org.br\/\">dado<\/a> que mostra que a mulher tem que provar que sabe) e sofrer cobran\u00e7as que geralmente se manifestam em questionamentos para testar os conhecimentos delas. \u00a0Elas s\u00e3o testadas como se o \u201centender\u201d daquele assunto fosse algo naturalmente restrito aos homens. Existe <\/span><span style=\"font-size: 14px;\">sim<\/span><span style=\"font-size: 14px;\"> um esfor\u00e7o feminino para buscar aprender mais j\u00e1 que, por algumas vezes, os conte\u00fados esportivos s\u00e3o destinados aos homens, ent\u00e3o n\u00e3o existe o mesmo ponto de partida nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 uma igualdade desde o come\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">\u201cN\u00e3o estamos no mesmo ponto que os homens. N\u00f3s n\u00e3o sa\u00edmos no mesmo lugar, n\u00e3o h\u00e1 equidade, porque os homens narram h\u00e1 80 anos e n\u00f3s narramos h\u00e1 pouqu\u00edssimo tempo. Tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 pra ficar exigindo que a gente saiba coisas que a gente n\u00e3o viveu\u201d, destacou a narradora.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">\u00c9 claro que esse fato n\u00e3o prova que a mulher n\u00e3o tem interesse ou potencial para absorver ou gerar conte\u00fado esportivo. Luciana foi alvo de uma situa\u00e7\u00e3o onde teve que \u201cprovar\u201d seu conhecimento, logo ap\u00f3s ter assinado um contrato com a Rede Bandeirantes, tornando-se narradora da emissora de televis\u00e3o. Alguns dias antes da \u00a0estreia, recebeu uma liga\u00e7\u00e3o de um rep\u00f3rter de outro ve\u00edculo solicitando uma entrevista. \u201cQuando ele me ligou, come\u00e7ou a fazer uma esp\u00e9cie de quiz. Perguntou qual foi o \u00faltimo campe\u00e3o brasileiro, quem fez o \u00faltimo gol do Flamengo, sabe? Coisas para testar se de fato eu sabia de futebol, se sabia o que estava fazendo. E hoje, s\u00f3 hoje, consegui enxergar que isso foi horr\u00edvel\u201d.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">Os dados mostram que h\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o feminina na m\u00eddia esportiva, mas ainda \u00e9 um envolvimento \u201ct\u00edmido\u201d, principalmente em eventos de grande porte, mas isso n\u00e3o acontece por falta de compet\u00eancia feminina mas por aus\u00eancia de oportunidade.<\/span><span style=\"font-size: 14px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|700|||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;42px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<p><strong>#DeixaE<\/strong><strong>laTrabalhar<\/strong><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Deixa-ela-trabalhar.jpg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p><span>Jornalistas esportivas contra o ass\u00e9dio, unidas na campanha #DeixaElaTrabalhar<\/span>\u00a0Foto: <span>Reprodu\u00e7\u00e3o\/Twitter<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<\/p>\n<p><span>Pesquisa sobre ass\u00e9dio e discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero nas reda\u00e7\u00f5es, realizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) juntamente com a plataforma G\u00eanero e N\u00famero<\/span><span>, <a href=\"https:\/\/www.mulheresnojornalismo.org.br\/\">divulgou<\/a> em 2017 que 70,4% das mulheres entrevistadas admitiram j\u00e1 terem recebido cantadas que as deixaram desconfort\u00e1veis durante a pr\u00e1tica profissional. Foram ouvidas 477 mulheres e 86,4% afirmaram j\u00e1 ter passado por ao menos uma situa\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero no trabalho. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\">Esses n\u00fameros s\u00e3o reais e a rea\u00e7\u00e3o ao ass\u00e9dio promovida pelas pr\u00f3prias jornalistas foi o movimento iniciado nas redes sociais no m\u00eas de mar\u00e7o de 2018, chamado: \u201cDeixa Ela Trabalhar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\">Estimulado por cerca de 52 jornalistas esportivas, entre apresentadoras, rep\u00f3rteres, assessoras, produtoras, profissionais de diversos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o uniu for\u00e7as por uma mesma causa: lutar contra a falta de respeito, o ass\u00e9dio moral e sexual sofrido por elas dentro dos est\u00e1dios, das reda\u00e7\u00f5es e nas ruas.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\">O movimento repercutiu e foi apoiado por diversos clubes brasileiros de futebol e outros esportes, como o jud\u00f4, v\u00f4lei e basquete, trazendo o assunto \u00e0 tona, j\u00e1 que muitas vezes \u00e9 abafado ou tratado como \u201cmimimi\u201d. Al\u00e9m de denunciar, a proposta tinha como objetivo motivar e dar for\u00e7a para aquelas que seguem em sua profiss\u00e3o e as que pretendem um dia seguir.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243; text_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|700|||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#000000&#8243; text_font_size=&#8221;41px&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font_size=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<p>Como os esportes femininos s\u00e3o vistos pela m\u00eddia<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243;]<\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">As situa\u00e7\u00f5es de preconceito e ass\u00e9dio sofridos fora do campo pelas jornalistas e demais profissionais envolvidas na cobertura esportiva n\u00e3o \u00e9 muito diferente do que passam as mulheres que disputam espa\u00e7o no esporte dentro do campo ou da quadra. A percep\u00e7\u00e3o da m\u00eddia sobre as modalidades femininas tamb\u00e9m \u00e9 enviesada pelo machismo ou, no m\u00ednimo, cede aos apelos do campo historicamente dominado por homens. As competi\u00e7\u00f5es entre mulheres claramente ocupam menos espa\u00e7o e, consequentemente, despertam menos interesse da audi\u00eancia. O ano de 2019, no entanto, aponta uma mudan\u00e7a importante na cobertura do esporte mais popular do Brasil, o futebol .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14px;\">Pela primeira vez, a Copa do Mundo de futebol feminino, criada em 1991, ser\u00e1 transmitida em uma emissora de TV aberta, a Rede Globo, maior emissora do pa\u00eds. Em 2015, \u00a0o SporTv, emissora por assinatura e a TV Brasil, rede p\u00fablica, transmitiram a competi\u00e7\u00e3o, mas nunca obtiveram grande audi\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/thumbnail_daiane.jpg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Daiane Medeiros. Foto: CBF\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<\/p>\n<p><span>Acredito que tenha evolu\u00eddo muito o reconhecimento do esporte feminino no Brasil. Est\u00e1 muito mais vis\u00edvel agora\u201d, destaca Daiane Medeiros que, com apenas 21 anos, faz parte da nova gera\u00e7\u00e3o de futebol feminino da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. \u201cFoi uma das maiores conquistas que conseguimos esse ano, foi incr\u00edvel saber desse fato, \u00e9 mais uma batalha vencida, mas a luta n\u00e3o p\u00e1ra\u201d, completa.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">Mesmo com esse avan\u00e7o, infelizmente ainda h\u00e1 uma desvaloriza\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias emissoras de televis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transmiss\u00e3o de jogos femininos, \u00a0mas o assunto ainda \u00e9 pouco comentado e n\u00e3o se restringe \u00e0 TV, mas envolve o jornal impresso, web e r\u00e1dio tamb\u00e9m. Em todos os ve\u00edculos, sempre mais tempo \u00e9 dedicado a esportes masculinos.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">A mulher vem mostrando que \u00e9 capaz de conquistar seu espa\u00e7o nos esportes mesmo sem grande cobertura da m\u00eddia, o que dificulta conquistar audi\u00eancia, investimento, patroc\u00ednio e p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">Dados divulgados pelo jornal digital Nexo revelam que apenas 420 ingressos foram vendidos para a partida do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino de 2017, o que rendeu um preju\u00edzo de R$ 5.300,00 para os organizadores. No ano anterior, o Brasileir\u00e3o masculino teve m\u00e9dia de 15.293 espectadores por partida.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\">Fora do Brasil, os n\u00fameros s\u00e3o mais animadores. No Campeonato Italiano feminino deste ano, uma partida entre Juventus contra Fiorentina reuniu cerca de 39 mil torcedores na Arena Juventus, que tem capacidade para 41.507 espectadores, o que se tornou quase \u00a0o triplo do recorde anterior registrado no pa\u00eds, que era de 14 mil pessoas na semifinal da Champions feminina entre Verona e Frankfurt, em 2008. J\u00e1 na Espanha, no m\u00eas de mar\u00e7o deste ano, o est\u00e1dio Wanda Metropolitano recebeu p\u00fablico que bateu recorde mundial em uma partida entre clubes femininos de futebol no cl\u00e1ssico entre Atl\u00e9tico de Madrid e Barcelona pelo Campeonato Espanhol: 60.739 espectadores.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<span style=\"font-size: 14px;\"><\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Lorena-Gomes.jpg&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align_tablet=&#8221;center&#8221; align_last_edited=&#8221;on|desktop&#8221; _builder_version=&#8221;3.24.1&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Lorena Gomes. Foto: Jc Online<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<\/p>\n<p><span>Os n\u00fameros confirmam que o Brasil ainda segue atr\u00e1s de muitos pa\u00edses mas \u00e9 poss\u00edvel, sim, alcan\u00e7ar mais espa\u00e7o, mais reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias mulheres nos espa\u00e7os de decis\u00e3o dentro das reda\u00e7\u00f5es. Lorena Gomes, por exemplo, enquanto esteve \u00e0 frente de um programa esportivo na TV Jornal, tentou ampliar a cobertura e implantar na TV JC, \u00e1rea espec\u00edfica do canal no Youtube da emissora. \u201cEnquanto apresentava o Replay, tentava trazer assuntos relacionados ao futebol feminino. Acho que \u00e9 uma tentativa, mas era muito dif\u00edcil. Tamb\u00e9m tentei colocar na TV JC e j\u00e1 estava tudo certo pra um programa esportivo voltado s\u00f3 para mulheres, era uma coisa semanal. Eu fazia resenha feminina que eram s\u00f3 as mulheres falando sobre futebol, pra tentar puxar um pouco, trazer mais a mulher pro esporte, mas do esporte envolvendo uma mulher atleta, o lado feminino, acho que a m\u00eddia faz muito pouco e no fundo ele \u00e9 pouco valorizado, o dinheiro \u00e9 menor\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>O universo feminino vem garantindo seu espa\u00e7o dentro dos esportes e conquistando avan\u00e7os, atrav\u00e9s de muita garra, compet\u00eancia e for\u00e7a de vontade, mas muito ainda precisa ser feito para que as diferen\u00e7as sejam eliminadas, e o justo reconhecimento se torne cada vez maior, deixando de lado o machismo.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_color=&#8221;#9378a8&#8243; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; custom_padding=&#8221;30px|30px|0px|30px&#8221;]<\/p>\n<h2>Saiba mais&#8230;<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_circle_counter title=&#8221;dos jornalistas credenciados para Copa do Mundo de 2018 eram mulheres &#8221; number=&#8221;14&#8243; bar_bg_color=&#8221;#d9c495&#8243; circle_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.1)&#8221; circle_color_alpha=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_level=&#8221;h6&#8243; title_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;25px&#8221; number_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|600|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;100px&#8221; number_text_shadow_style=&#8221;preset4&#8243; number_text_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.22)&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;30px|auto|30px|auto|false|false&#8221;][\/et_pb_circle_counter][et_pb_circle_counter title=&#8221;dos jornalistas credenciados na Copa de 2014 eram mulheres &#8221; number=&#8221;10&#8243; bar_bg_color=&#8221;#d9c495&#8243; circle_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.1)&#8221; circle_color_alpha=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_level=&#8221;h6&#8243; title_font=&#8221;|600|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;25px&#8221; number_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|600|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;100px&#8221; number_text_shadow_style=&#8221;preset4&#8243; number_text_shadow_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.22)&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;30px|auto|30px|auto|false|false&#8221;][\/et_pb_circle_counter][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.4em&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_margin=&#8221;|30px||30px&#8221;]<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_code][et_pb_slider _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; body_font=&#8221;||||||||&#8221; background_color=&#8221;#6d6d6d&#8221;][et_pb_slide _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<\/p>\n<p><span>A Copa do Mundo de futebol feminino da Fran\u00e7a<\/span><span>\u00a0que estar\u00e1 acontecendo entre os dias 7 de junho e 7 de julho deste ano, ter\u00e1 um \u00e1lbum de figurinhas lan\u00e7ado pela empresa Panini. Ser\u00e1 o terceiro mundial feminino<\/span><span>\u00a0com \u00e1lbum produzido pela empresa. Os primeiros foram em 2011 e 2015.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_slide][et_pb_slide _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;]<\/p>\n<p><span>Ser\u00e3o 480 figurinhas em um livro com 56 p\u00e1ginas. As 24 equipes ter\u00e3o figurinhas de 17 jogadoras, uma do distintivo e com a equipe posada. <\/span><span>J\u00e1 os est\u00e1dios presentes nas nove cidades e campe\u00f5es das sete edi\u00e7\u00f5es anteriores tamb\u00e9m ser\u00e3o representados com cromos.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_slide][\/et_pb_slider][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.3&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/bg-topo.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Profissionais da cobertura esportiva&#8221; subhead=&#8221;Ocupam menos espa\u00e7os, sofrem ass\u00e9dio e passam por \u201ctestes de conhecimento\u201d&#8221; header_image_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/topo4-1.png&#8221; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; title_font=&#8221;Annie Use Your Telescope|||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;61px&#8221; subhead_font=&#8221;Annie Use Your Telescope||||||||&#8221; subhead_font_size=&#8221;30px&#8221; subhead_line_height=&#8221;1.2em&#8221; background_color=&#8221;#9378a8&#8243;][\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; custom_margin=&#8221;||63px|||&#8221;][et_pb_row custom_padding=&#8221;||23px|9px||&#8221; background_color_2=&#8221;#55cdd2&#8243; _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_code _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243;][\/et_pb_code][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22.7&#8243; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;] \u201cO machismo nos esportes se manifesta de v\u00e1rias formas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-118","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":706,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/118\/revisions\/706"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/machismonoesporte\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}