{"id":660,"date":"2022-05-27T19:17:18","date_gmt":"2022-05-27T22:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/?page_id=660"},"modified":"2022-06-06T14:54:01","modified_gmt":"2022-06-06T17:54:01","slug":"sobre","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/sobre\/","title":{"rendered":"Sobre"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#973f8b&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Sobre&#8221; content_max_width=&#8221;60%&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; title_font_size=&#8221;60px&#8221; background_enable_color=&#8221;off&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221; custom_padding=&#8221;12vh||12vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; module_id=&#8221;sobre&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#ededed&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Desde quando a mem\u00f3ria me alcan\u00e7a, tive contato com os livros. Ainda crian\u00e7a, lembro de passar horas na biblioteca p\u00fablica da minha cidade, Bom Conselho, no interior de Pernambuco. Naquele tempo, tudo era mais dif\u00edcil, inclusive o acesso aos livros. Mas, aos poucos, fui colecionando t\u00edtulos, com o apoio de meus pais.\u00a0<\/p>\n<p>Migrando de g\u00eaneros de acordo com a idade, percebi algumas aus\u00eancias, e tomei como refer\u00eancias os nomes masculinos. No entanto, o desejo de retomar a nossa pr\u00f3pria narrativa no cen\u00e1rio brasileiro e no universo liter\u00e1rio falou mais alto.<\/p>\n<p>Quando cheguei ao Ensino M\u00e9dio, reparei que n\u00e3o havia lido nenhuma escritora feminina para o vestibular. Olhei para a minha estante e vi um apanhado de autores homens \u2013 cada qual com a sua import\u00e2ncia, \u00e9 claro; mas esse sentimento de sumi\u00e7o da literatura feminina permaneceu inquietante em mim.<\/p>\n<p>At\u00e9 onde posso perceber, no Brasil ainda s\u00e3o poucos os estudos que se debru\u00e7am sobre essa tem\u00e1tica, o que ocasiona a perda de mem\u00f3rias de importantes vozes. Por isso, resgatar essas hist\u00f3rias reafirma a minha, a nossa presen\u00e7a, de alguma maneira.<\/p>\n<p>Este Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso em formato de website surgiu a partir dessas mem\u00f3rias, desses desconfortos e do desejo de colaborar, de alguma forma, para a visibilidade das mulheres, em especial, das mulheres escritoras.\u00a0<\/p>\n<p><b><\/b><\/p>\n<p><b>E por que apenas mulheres?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o ao seu livro <em>N\u00f3s, mulheres<\/em>, a escritora espanhola Rosa Montero responde a pergunta acima: \u201cJustamente por essa sensa\u00e7\u00e3o, de abrir as \u00e1guas quietas e extrair l\u00e1 de baixo um monte de surpreendentes criaturas abissais. Al\u00e9m disso, ao ler biografias e di\u00e1rios de mulheres, descobrimos perspectivas sociais inimagin\u00e1veis, como se a vida real, a vida de cada dia, tivesse seguido outros roteiros que n\u00e3o os da vida oficial. Portanto, meu intento foi uma vis\u00e3o pr\u00f3pria daquela esp\u00e9cie de olhar t\u00e3o especial com que \u00e0s vezes (numa noite antes de dormir, num entardecer enquanto dirigimos de volta para casa) precisamos vislumbrar, por um instante, a subst\u00e2ncia mesma do viver, o cora\u00e7\u00e3o do caos\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Dessa forma, fui atr\u00e1s de reconstruir essa hist\u00f3ria, trazendo as escritoras brasileiras como protagonistas dos per\u00edodos vivenciados; unindo, ao mesmo tempo, a minha experi\u00eancia como leitora e os aprendizados do curso de Jornalismo.\u00a0<\/p>\n<p>Foi uma emocionante aventura de reconhecimento da minha ancestralidade e das rupturas feitas para que pud\u00e9ssemos avan\u00e7ar nesse campo. Espero, em um futuro pr\u00f3ximo, que as estantes fiquem abarrotadas de t\u00edtulos femininos, que transmitem potencialidade, reconhecimento e revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_team_member name=&#8221;Maria Clara Monteiro&#8221; position=&#8221;Jornalista&#8221; image_url=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/maria-clara2.jpg&#8221; linkedin_url=&#8221;https:\/\/www.linkedin.com\/in\/maria-clara-monteiro-058351233\/&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_font_size=&#8221;41px&#8221; body_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; facebook_url=&#8221;https:\/\/www.instagram.com\/maismariaqueclara\/&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_team_member][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde quando a mem\u00f3ria me alcan\u00e7a, tive contato com os livros. 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