{"id":501,"date":"2022-05-26T11:44:27","date_gmt":"2022-05-26T14:44:27","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/?page_id=501"},"modified":"2022-06-01T23:39:25","modified_gmt":"2022-06-02T02:39:25","slug":"mercado","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/mercado\/","title":{"rendered":"Mercado"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#973f8b&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Iniciativas Independentes&#8221; subhead=&#8221;Mulheres que fomentam o mercado editorial feminista&#8221; content_max_width=&#8221;60%&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; title_font_size=&#8221;60px&#8221; background_enable_color=&#8221;off&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221; custom_padding=&#8221;12vh||12vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3d.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/books.png&#8221; title_text=&#8221;books&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Foto: Freepik<\/span><\/p>\n<p>Mulheres leem mulheres. Cada vez mais, os projetos editoriais feministas est\u00e3o ganhando espa\u00e7o no mercado liter\u00e1rio brasileiro. Essa iniciativa tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de editoras e pesquisadoras que produzem estudos relacionados ao tema.<\/p>\n<p>Segundo uma<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2021\/06\/lugar-de-mulher-e-a-livraria-veja-como-elas-tem-mudado-o-mercado-dos-livros-e-editoras.shtml\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2021\/06\/lugar-de-mulher-e-a-livraria-veja-como-elas-tem-mudado-o-mercado-dos-livros-e-editoras.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mat\u00e9ria publicada pela Folha de S. Paulo<\/a>, entre os anos de 1965 e 1979, no pa\u00eds, cerca de 20% dos livros publicados pelas grandes editoras eram de autoria feminina. De acordo com estudos da professora Regina Dalcastagn\u00e8, entre 1990 e 2014, os livros assinados por mulheres superaram 30% dos lan\u00e7amentos. Atualmente, apesar de n\u00e3o ter atingido a equidade liter\u00e1ria, o n\u00famero das publica\u00e7\u00f5es chega a quase 45%, segundo a plataforma Clube de Autores.<\/p>\n<p>\u201cDesde os anos 90, foram produzidas mudan\u00e7as, na Am\u00e9rica Latina, de novas configura\u00e7\u00f5es dos espa\u00e7os sociais e culturais, visando a consolida\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es feministas, principalmente, na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de autoria feminina, que muitos chamam de escrita feminina ou literatura escrita por mulheres\u201d, desenvolve Maria Generosa Ferreira Souto, no livro Vozes do G\u00eanero: Autoria e representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cansadas de ser minorias nas publica\u00e7\u00f5es, mesmo com obras de qualidade, as mulheres assumiram uma postura protagonista, objetivando alcan\u00e7ar maior visibilidade na literatura, na escrita e em todos os \u00e2mbitos sociopol\u00edticos.<\/p>\n<p>\u201cNumerosos experimentos demonstram que a sociedade continua a estimular, priorizar e valorizar muito mais o homem que a mulher, e n\u00f3s, sem perceber, tomamos parte desse mesmo desd\u00e9m discriminat\u00f3rio\u201d, escreve a jornalista Rosa Monteiro, no livro N\u00f3s, Mulheres: Grandes Vidas Femininas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/gif-dados-livros-mercado-editorial-1.gif&#8221; title_text=&#8221;gif-dados-livros-mercado-editorial-1&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Venda de livros cresceu durante a pandemia da Covid-19. Anima\u00e7\u00e3o: Maria Clara Monteiro<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#ededed&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>O que \u00e9 uma editora feminista?<\/h2>\n<p>No livro<span>\u00a0<\/span><em>Imprensa Feminina e Feminista no Brasil: S\u00e9culo XIX<\/em>,<em><span>\u00a0<\/span><\/em>de Const\u00e2ncia Lima Duarte, doutora em Teoria Liter\u00e1ria, percebe-se que, desde meados do s\u00e9culo XIX, \u00e9 observ\u00e1vel a exist\u00eancia, ainda que pequena, de editoras feministas. \u201cQuando as primeiras mulheres tiveram acesso ao letramento, imediatamente se apoderaram da leitura, que por sua vez as levou \u00e0 escrita e \u00e0 cr\u00edtica\u201d, certifica a pesquisadora.<\/p>\n<p>Atualmente, iniciativas feministas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o raras e resistem para permanecer no espa\u00e7o conquistado. Um exemplo disso \u00e9 a<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/editoraluas.com.br\/\">Editora Luas<\/a>, que se reconhece como um \u201cProjeto Editorial Feminista\u201d.<\/p>\n<p>Para Cec\u00edlia Castro, fundadora e diretora editorial da<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/editoraluas\/\">Luas<\/a>, ser uma editora feminista \u00e9 alinhar as publica\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias aos princ\u00edpios \u00e9ticos e pol\u00edticos do\u00a0 movimento: \u201c\u00c9 ser uma editora que se preocupa com a amplia\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es em prol das mudan\u00e7as que as mulheres v\u00eam pensando, discutindo e criando, como a quest\u00e3o do ecofeminismo, da diversidade e do pr\u00f3prio contexto das mulheres. \u00c9 ter uma perspectiva que \u00e9 decolonial, interseccional, antirracista. E tem uma preocupa\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de mais um livro: quer fomentar debates e publica\u00e7\u00f5es sobre mulheres que se consideram, que s\u00e3o e pesquisam feministas\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ao comparar essa concep\u00e7\u00e3o com a de editoras que n\u00e3o declaram um vi\u00e9s identit\u00e1rio ou ideol\u00f3gico, percebe-se o diferencial das editoras feministas. \u201cT\u00eam editoras que foram criadas por mulheres e que publicam homens e mulheres. E que, mesmo tendo esse discurso de tentar uma equidade, n\u00e3o necessariamente publicam textos feministas e revolucion\u00e1rios, no sentido de criticar a forma de pensar as hegemonias\u201d, sustenta Castro.\u00a0<\/p>\n<p>A ideia do projeto da Editora Luas \u00e9 antiga, mas apenas no final de 2019 foi poss\u00edvel tirar o sonho do papel. Formada em Letras, Cec\u00edlia sempre esteve imersa no universo liter\u00e1rio. E desde os tempos universit\u00e1rios sentia falta da representatividade feminina. A vinda do projeto<span>\u00a0<\/span><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/leiamulheres.com.br\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/leiamulheres.com.br\/\" target=\"_blank\">Leia Mulheres<\/a><span>\u00a0<\/span>para o Brasil, em 2015, despertou os questionamentos que j\u00e1 estavam presentes em sua viv\u00eancia. Assim, unindo a insatisfa\u00e7\u00e3o pessoal e as causas sociais do feminismo, foi poss\u00edvel o surgimento da editora.<\/p>\n<p>O primeiro exemplar publicado homenageou o seu lugar de origem, Belo Horizonte (MG), e resgatou a poesia mineira. O livro foi<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/loja.editoraluas.com.br\/pd-6ea3b9-livro-todas-as-primaveras-em-mim.html\"><em>Todas as Primaveras em Mim<\/em><\/a>, da musicista e poeta Deh Mussulini.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA perspectiva da Luas \u00e9<span>\u00a0<\/span><em>por<span>\u00a0<\/span><\/em>e<span>\u00a0<\/span><em>para<span>\u00a0<\/span><\/em>as mulheres. \u00c9 o nosso interesse e inten\u00e7\u00e3o. O \u00e2mago da editora \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o do livro estar vinculada a uma quest\u00e3o pol\u00edtica e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da visibilidade e da express\u00e3o das mulheres. Por isso trabalhamos com tr\u00eas eixos: a literatura contempor\u00e2nea, a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o e teoria feminista e a cole\u00e7\u00e3o precursoras\u201d, declara a fundadora.<\/p>\n<p>Esse \u00faltimo eixo destaca-se por relembrar os escritos vanguardistas de autoras brasileiras.<span>\u00a0<\/span><em>\u201c<\/em>\u00c9 um resgate de obras de autoras do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX. A refer\u00eancia vem da<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/ojs\/index.php\/letronica\/article\/view\/34581\">Editora Mulheres<\/a>, da Zahid\u00e9 Muzart. \u00c9 um trabalho que todas as editoras deveriam fazer, por uma quest\u00e3o hist\u00f3rica e \u00e9tica. Se n\u00e3o for n\u00f3s, mulheres, isso n\u00e3o acontecer\u00e1. Como feminista, me considero respons\u00e1vel por possibilitar que esse livro chegue \u00e0s m\u00e3os das leitoras<em>\u201d<\/em>, pontuou Castro.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Cecilia-1-1-scaled-e1653617725938.jpg&#8221; title_text=&#8221;Cecilia-1-1&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;80%&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; width=&#8221;80%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Cec\u00edlia Castro planejou a Editora Luas para valorizar as vozes femininas. Foto: Arquivo pessoal<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o conta com um volume da obra da precursora, acompanhada de notas e estudos atualizados de pesquisadoras contempor\u00e2neas, que explica o momento hist\u00f3rico pelo qual a autora passava. O primeiro livro publicado foi o de<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/editoraluas.com.br\/portfolio\/ensaios-colecao-precursoras\/\">ensaios de N\u00edsia Floresta<\/a><span>\u00a0<\/span>com anota\u00e7\u00f5es da pesquisadora e professora Const\u00e2ncia Lima Duarte.<\/p>\n<p>O segundo volume da cole\u00e7\u00e3o foi<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/editoraluas.com.br\/portfolio\/virgindade-inutil-e-anti-higienica-colecao-precursoras\/\"><em>Virgindade In\u00fatil e Anti-Higi\u00eanica<\/em><\/a>, de Ercilia Nogueira Cobra. Na obra, foram publicados um ensaio e uma novela da autora, escritos entre os anos de 1924 e 1927. As notas atualizadas foram feitas pela pesquisadora Imaculada Nascimento.\u00a0<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo lan\u00e7amento ser\u00e1<span>\u00a0<\/span><em>A mulher \u00e9 uma degenerada<\/em>, de Maria Lacerda de Moura, autora que criticou, com veem\u00eancia, a moral sexual da \u00e9poca em que viveu. Como v\u00e1rias escritoras, sua obra ficou esquecida com o passar dos anos, e ganhar\u00e1 uma nova edi\u00e7\u00e3o pela editora.\u00a0<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo de atua\u00e7\u00e3o no mercado, a Editora Luas publicou 11 livros, nos tr\u00eas eixos mencionados. Para conferir o cat\u00e1logo completo, clique<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/editoraluas.com.br\/catalogo\/\">aqui<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/nisia-floresta-2.jpg&#8221; title_text=&#8221;nisia-floresta-2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;80%&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; width=&#8221;80%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<span style=\"font-size: small;\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Editora Luas<\/span>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Editora Claraboia<\/h2>\n<p>\u201cEditora de escritoras mulheres.\u201d \u00c9 dessa maneira que a <a href=\"https:\/\/www.editoraclaraboia.com.br\/\">Claraboia<\/a><span>\u00a0<\/span>ocupa o mercado editorial, e existe desde 2019, de forma independente.<\/p>\n<p>Tain\u00e3 Bispo, jornalista, editora e fundadora da Claraboia, conta que, quando se formou em Jornalismo, percebeu que havia poucas reportagens sobre o ramo editorial. J\u00e1 que trabalhava na \u00e1rea de reda\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, decidiu seguir por esse vi\u00e9s de escrita. \u201cComecei a entrevistar e fazer mat\u00e9rias sobre editores das grandes casas editoriais, os agentes liter\u00e1rios, as pessoas das livrarias\u201d, diz.<\/p>\n<p>Nesses encontros, surgiu a possibilidade de ser editora liter\u00e1ria; e sem pensar duas vezes, migrou de carreira. \u201cNesse percurso, eu contratava autores, fiz feiras internacionais. Tive a oportunidade de ir para Frankfurt e para Londres. Tive o privil\u00e9gio de editar autores muito legais. Fui muito feliz e me encontrei nesse lugar de edi\u00e7\u00e3o\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Ainda assim, Tain\u00e3 queria direcionar-se para outras possibilidades. \u201cTinha muita press\u00e3o para fazer faturamento e eu n\u00e3o queria trabalhar desse jeito. Eu abri o CNPJ da Claraboia em 2013, mas tinha muito medo de come\u00e7ar. Vivi muito tempo dentro de editoras, sabia como o mercado funcionava e que n\u00e3o seria f\u00e1cil e r\u00e1pido\u201d, exp\u00f5e.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2018, viralizou na Internet a imagem de duas m\u00e3os se encontrando, com a seguinte frase: \u201cNingu\u00e9m solta a m\u00e3o de ningu\u00e9m\u201d. Foi nessa ocasi\u00e3o que Tain\u00e3 se deu conta de que seria o momento ideal para seguir com a Claraboia. \u201cEra o momento ideal de lan\u00e7ar a editora, mas, tamb\u00e9m, de ter um posicionamento pol\u00edtico. E tive a ideia de organizar um livro com essa frase. Entrei em contato com a ilustradora e lan\u00e7amos a obra\u201d, conta.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/livro.webp&#8221; title_text=&#8221;livro&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;1px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<span style=\"font-size: small;\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Editora Claraboia<\/span><\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o resultou no livro\u00a0<a href=\"https:\/\/www.editoraclaraboia.com.br\/product-page\/ningu%C3%A9m-solta-a-m%C3%A3o-de-ningu%C3%A9m\"><em>Ningu\u00e9m solta a m\u00e3o de ningu\u00e9m: Manifesto afetivo de resist\u00eancia e pelas liberdades.<\/em><\/a>Tain\u00e3 organizou o lan\u00e7amento e convidou outras pessoas para integrar a publica\u00e7\u00e3o. \u201cS\u00e3o 24 artistas, escritores, jornalistas, profissionais liberais e ativistas que colaboraram em um livro sobre o sentimento individual e coletivo em determinado\u00a0 momento da hist\u00f3ria brasileira \u2014 o ano de 2018. N\u00e3o foram definidas regras preliminares; o texto poderia ser em forma de prosa, poesia, cr\u00f4nica, ilustra\u00e7\u00e3o ou mesmo uma m\u00fasica\u201d, explica.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA gente quer se reconhecer nas prateleiras das livrarias, ler o que a gente \u00e9. A Claraboia tem essa ideia de olhar para as janelas da diversidade, das identidades e subjetividades m\u00faltiplas, para que a gente possa se reconhecer dignos\u201d<span style=\"font-weight: 400;\">, afirma Tain\u00e3 Bispo<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/taina-claraboia-2b-1.webp&#8221; title_text=&#8221;taina-claraboia-2b-1&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;80%&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; width=&#8221;80%&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<span style=\"font-size: small;\">Tain\u00e3 Bispo idealizou em 2013 a Editora Claraboia<br \/>\nFoto: Arquivo pessoal\/Reprodu\u00e7\u00e3o Claraboia<\/span>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#cccccc&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3d.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Dificuldades financeiras<br \/>\n<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/diversao-e-arte\/2021\/09\/4950801-mercado-editorial-respira-e-apresenta-crescimento-durante-pandemia.html\">A pandemia alavancou vendas liter\u00e1rias em alguns setores<\/a>, o que significou um aumento de quase 50% na venda de livros no primeiro semestre de 2021, dado divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (Snel).<\/p>\n<p>No entanto, projetos independentes lutam para sobreviver em meio aos desafios do mercado e \u00e0s crises social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica que atravessam o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A sa\u00edda para continuar com as publica\u00e7\u00f5es na Editora Luas tem sido negocia\u00e7\u00f5es com as autoras e participa\u00e7\u00f5es em editais liter\u00e1rios. \u201cA ideia \u00e9 abrir espa\u00e7o, mas s\u00e3o muitos desafios. A nossa tiragem \u00e9 pequena. Eu vivencio alguns conflitos, porque a editora precisa de uma sustenta\u00e7\u00e3o dentro do contexto mercadol\u00f3gico e, muitas vezes, preciso fazer pr\u00e1ticas que eu considero antifeministas, porque s\u00e3o capitalistas. S\u00e3o dois anos que eu trabalho com dedica\u00e7\u00e3o exclusiva \u00e0 editora, e ela n\u00e3o consegue me sustentar, ent\u00e3o, tenho que fazer<span>\u00a0<\/span><em>freela<span>\u00a0<\/span><\/em>para outras editoras. Mas a gente est\u00e1 tentando fazer com que as nossas vozes sejam lidas, principalmente por n\u00f3s\u201d, sustenta Cec\u00edlia.<strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A diretora n\u00e3o romantiza as adversidades e sustenta que, com muito custo, o sonho resiste. \u201cEu me vejo cada vez mais comprometida com a pr\u00e1tica feminista. Eu vivo sempre a editora, n\u00e3o tem como separar\u201d, assegura Castro.<\/p>\n<p>Tendo em vista o conhecimento editorial e liter\u00e1rio, Tain\u00e3 buscou outras alternativas para garantir o sustento da Claraboia: criou o<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.editoraclaraboia.com.br\/claracast\">Claracast<\/a>,<span>\u00a0<\/span><em>podcast<span>\u00a0<\/span><\/em>que trata de assuntos liter\u00e1rios, de uma forma descontra\u00edda e informal, e que fechou a primeira temporada com sete epis\u00f3dios sobre a escrita criativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, formou o Paraquedas, outro selo editorial que publica obras assistidas.\u00a0 \u201cEu recebo os autores, mas eles pagam para serem publicados. \u00c9 um bra\u00e7o que permite que a editora continue existindo e que eu possa publicar, na Claraboia, os livros em que eu acredito e que s\u00e3o importantes para mim. \u00c9 muito trabalho e investimento pessoal; ao mesmo tempo em que \u00e9 uma cren\u00e7a, uma esperan\u00e7a de que a gente possa transformar e melhorar esse pa\u00eds\u201d, atesta a fundadora.[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#ededed&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3b.png&#8221; background_size=&#8221;contain&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Quem determina quem \u00e9 escritora?<\/h2>\n<p><span>Tatiana Lazzarotto, jornalista e mestranda de Estudos Culturais pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), escreve desde crian\u00e7a. No entanto, por motivos pessoais e sociais, nunca acreditou que poderia ser considerada uma escritora. \u201cComo muitas mulheres, a gente n\u00e3o se acha capaz, digna de ser catalogada. Eu achava que era um sonho muito distante, porque, infelizmente, a minha forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, desde a escola, \u00e9 muito baseada em homens. Ent\u00e3o, a gente teve como modelo homens escritores, principalmente os brancos, cisg\u00eanero, h\u00e9tero, de eixos geogr\u00e1ficos e classes sociais privilegiadas. Era isso que nos chegava, e afetava as escolhas curriculares\u201d, aponta.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Copia-de-Tati_livro-13-scaled.jpg&#8221; title_text=&#8221;Copia-de-Tati_livro-13&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Tatiana Lazzarotto pesquisa grupos de escritas femininos. Foto: Cami Onuki\/Arquivo pessoal[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ao ingressar no curso de Jornalismo, teve outras experi\u00eancias que envolviam a tem\u00e1tica. Em um dos trabalhos universit\u00e1rios, criou um blog, o que lhe possibilitou o in\u00edcio da carreira liter\u00e1ria. \u201cVeio uma produ\u00e7\u00e3o intensa e genu\u00edna, porque eu realmente gostava de escrever, e o p\u00fablico come\u00e7ou a surgir. Eles me liam e era rec\u00edproco. Foi muito importante para a minha trajet\u00f3ria. O blog se tornou um reposit\u00f3rio dos meus textos\u201d, conta Lazzarotto.<\/p>\n<p>Em 2018, ap\u00f3s longos anos no mundo corporativo, decidiu retornar \u00e0 universidade para desenvolver o mestrado. Foi nesse mesmo per\u00edodo que ela entendeu, tamb\u00e9m, que escrever era o que lhe fazia feliz. \u201cConheci o<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/clubedaescrita\/\">Clube da Escrita para Mulheres<\/a><span>\u00a0<\/span>e comecei a participar das reuni\u00f5es. Era muito \u00fanico, porque elas se encontravam para escrever. E eu entendi que elas estavam desafiando algumas quest\u00f5es, como o mercado editorial, por fazerem dos encontros um lugar seguro. Na minha pesquisa de mestrado, escolhi estudar sobre esse clube, para falar sobre mulheres que escrevem. E a\u00ed entendi que n\u00e3o era apenas a pesquisadora, era tamb\u00e9m eu, como escritora. O clube me ajudou a me assumir como escritora, porque a primeira coisa que eu ouvi foi: \u2018se voc\u00ea escreve, voc\u00ea \u00e9 escritora\u2019\u201d, relembra.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/livro2.webp&#8221; title_text=&#8221;livro2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Livro organizado por Tain\u00e3 Bispo e Tatiana Lazzarotto. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Editora Claraboia[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>A partir desse ponto, sua vida mudou. Enquanto se dedicava ao projeto de pesquisa do mestrado, conheceu Tain\u00e3 Bispo, que na \u00e9poca j\u00e1 havia fundado a Editora Claraboia. Os interesses em comum as uniram e, hoje, s\u00e3o grandes amigas. Ainda fruto desse encontro, surgiu o convite para organiza\u00e7\u00e3o do livro<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.editoraclaraboia.com.br\/product-page\/cartasdeumapandemia\"><em>Cartas de uma Pandemia<\/em><\/a><span>\u00a0<\/span>(2021), que documenta hist\u00f3rias de mulheres sobre os sentimentos que presenciaram durante a pandemia da Covid-19. \u201cS\u00e3o m\u00e3es, professoras, imigrantes, profissionais da sa\u00fade, escritoras, estudantes e uma crian\u00e7a que relatam como encontraram for\u00e7as para criar o pr\u00f3prio manual de sobreviv\u00eancia. Como enfrentar medos e desesperan\u00e7as para insistir numa terra arrasada? As cartas da obra s\u00e3o testemunhos corajosos de quem acredita na escrita\u00a0 \u2014 e no compartilhamento \u2014 como forma de resist\u00eancia\u201d, explica a sinopse.<\/p>\n<p>Em 2021, Tatiana Lazzarotto venceu o edital do Programa de A\u00e7\u00e3o Cultural de S\u00e3o Paulo (ProAC) de obras de fic\u00e7\u00e3o, com o livro<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.editoraclaraboia.com.br\/product-page\/quando-as-arvores-morrem\"><em>Quando as \u00e1rvores morrem<\/em><\/a>. A conquista resultou no lan\u00e7amento e publica\u00e7\u00e3o da obra pela Editora Claraboia. \u201c\u00c9 uma hist\u00f3ria sobre um pai, uma filha e uma \u00e1rvore. Um deles est\u00e1 morto. Os outros dois ter\u00e3o de sobreviver. Narrado em primeira pessoa, o romance apresenta a hist\u00f3ria de uma mulher que perde o pai de forma repentina. Ela retorna a Prov\u00edncia \u2013 cidade fict\u00edcia \u2013 para atender aos desejos deixados por ele: recuperar a casa da fam\u00edlia e garantir que a velha \u00e1rvore do quintal, j\u00e1 condenada, n\u00e3o seja derrubada\u201d, traz a sinopse.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/livro3.webp&#8221; title_text=&#8221;livro3&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Livro que estreou Tatiana Lazzarotto como escritora na Editora Claraboia. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Editora Claraboia[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente quer ser lida. Como mulher, a gente merece, luta e trabalha para ser lida cada vez mais. Publicar, no Brasil, em uma editora independente e ser mulher \u00e9 um ato de coragem. Mas \u00e9 muito bonito voc\u00ea chegar nesse lugar\u201d, afirma Tatiana Lazzarotto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/tati-2.jpg&#8221; title_text=&#8221;tati-2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><em>Quando as \u00e1rvores morrem<\/em><span>\u00a0\u00e9 o lan\u00e7amento da Claraboia. <\/span><span>Foto: Diangela Menegazzi\/Arquivo pessoal<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span>\u201cO livro \u00e9 uma ferramenta fundamental e poderosa. Ent\u00e3o, a gente ter mulheres escrevendo suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e sendo lidas por outras mulheres \u00e9 muito importante, subversivo, resistente e revolucion\u00e1rio, porque, antes, n\u00e3o pod\u00edamos fazer isso. Isso atravessa a gente\u201d, comenta Tain\u00e3 Bispo.<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e feminista<\/h2>\n<p>Incentivada pelos ensinamentos e sensibilidade de seu pai, a inf\u00e2ncia em Pelotas (RS), da escritora, educadora, artivista e ecovegana Patr\u00edcia Lessa se firmou na educa\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria e feminista.<\/p>\n<p>Ao ingressar na universidade, explorou o lado art\u00edstico de sua escrita, mas sem deixar de lado a veia militante.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/patricia-lessa.jpeg&#8221; title_text=&#8221;patricia-lessa&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Patr\u00edcia Lessa em feiras liter\u00e1rias representando a Editora Luas. Foto: Arquivo pessoal[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ela participou de colet\u00e2neas feministas e escreveu sobre o universo acad\u00eamico. Em 2021, decidiu se aventurar em mais um g\u00eanero: a literatura infantil. Procurou por editoras que tivessem os prop\u00f3sitos alinhados aos seus e encontrou a Editora Luas, e lan\u00e7ou, por meio dela,<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/loja.editoraluas.com.br\/pd-8a199a-o-resgate-do-touro-vermelho-patricia-lessa.html\"><em>O resgate do Touro Vermelho<\/em><\/a><em>. \u201c<\/em>Eu queria uma editora que n\u00e3o focasse muito no lado comercial, mas priorizasse o ativismo, que era meu desejo com o livro<em>\u201d,<\/em><strong><em><span>\u00a0<\/span><\/em><\/strong>afirma a escritora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do livro infantil, Lessa publicou, tamb\u00e9m, sua tese de doutorado<span>\u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/editoraluas.com.br\/portfolio\/chanacomchana-e-outras-narrativas-lesbianas-em-pindorama\/\"><em>Chanacomchana e outras narrativas lesbianas em Pindorama<\/em><\/a>, que aborda o tema do lesbianismo no Brasil. \u201cDas muitas contribui\u00e7\u00f5es deste livro, destaca-se o rompimento dos sil\u00eancios sobre as lesbianas, tornando-as vis\u00edveis, bem como a inscri\u00e7\u00e3o do ativismo lesbiano na hist\u00f3ria dos movimentos feministas no Brasil e nos registros acad\u00eamicos, com a pretens\u00e3o de detectar as redes de sentido que comp\u00f5em a exist\u00eancia lesbiana, suas estrat\u00e9gias e pr\u00e1ticas de visibilidade, por interm\u00e9dio da media\u00e7\u00e3o dos discursos impressos\u201d, aponta.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando as mulheres resolvem abrir editoras, nos fortalecem. Isso nos cria coragem em saber que temos pessoas que v\u00e3o nos apoiar. Mulheres est\u00e3o protagonizando uma nova hist\u00f3ria e possibilitando que meninas saiam dessa escravid\u00e3o imposta pelo Estado. Por isso eu escrevo\u201d, opina Patr\u00edcia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px||10vh||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Com o desejo de expandir essa filosofia de vida, Patr\u00edcia Lessa idealizou e fundou o projeto de extens\u00e3o \u201cProdu\u00e7\u00e3o editorial feminista: teorias, t\u00e9cnicas e m\u00e9todos na cria\u00e7\u00e3o de livros escritos por mulheres\u201d, que une a produ\u00e7\u00e3o editorial e de conte\u00fado, a revis\u00e3o e o projeto gr\u00e1fico da editora. Apesar de estar vinculada \u00e0 Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), participam, tamb\u00e9m, mulheres de outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA gente faz um encontro por m\u00eas. Indicamos um texto de uma te\u00f3rica feminista, discutimos e partimos para os afazeres da editora\u201d, elucida Cec\u00edlia. Atualmente, sete alunas est\u00e3o envolvidas no prop\u00f3sito. Uma delas \u00e9 Andr\u00e9a da Concei\u00e7\u00e3o, historiadora e mestranda em Hist\u00f3ria Pol\u00edtica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Sua tese foca na mulher e no feminismo libert\u00e1rio, o que fez com que a pr\u00f3pria Patr\u00edcia a convidasse para compor o projeto.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEu achei bastante interessante, porque \u00e9 uma editora idealizada, escrita e pensada por mulheres, e que compreende a pot\u00eancia feminina e a necessidade de buscar a legitimidade da mulher como intelectual\u201d, aponta Andr\u00e9a.<\/p>\n<p>Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 dialogar com o espa\u00e7o acad\u00eamico e construir possibilidades de di\u00e1logos com outras institui\u00e7\u00f5es. \u201cEu apresento a Editora Luas nos congressos, fa\u00e7o avalia\u00e7\u00e3o dos originais e media\u00e7\u00e3o de mesas\u201d<em>,<span>\u00a0<\/span><\/em>confirma a mestranda. A maior conquista do grupo, at\u00e9 ent\u00e3o, foi a apresenta\u00e7\u00e3o de trabalho no I Simp\u00f3sio Internacional de Cr\u00edtica Feminista e Autoria Feminina, que aconteceu em dezembro de 2021, e contou com diversas an\u00e1lises da cultura, da mem\u00f3ria e da identidade das mulheres.<\/p>\n<p>Mesmo estudando feminismo h\u00e1 um tempo, Andr\u00e9a destaca a import\u00e2ncia do projeto para a sua vida. \u201cVoc\u00ea vai se deparando com mundos al\u00e9m daqueles que voc\u00ea sabe. O processo de aprendizagem \u00e9 bastante rico. Exploramos as constantes lutas femininas e o processo de buscar sua pr\u00f3pria legitimidade e de se construir como sujeito\u201d, define.<\/p>\n<p>A possibilidade das mulheres escreverem e publicarem seus livros ocupa um espa\u00e7o significativo e resistente na hist\u00f3ria feminina. Hoje, pode-se olhar os cat\u00e1logos liter\u00e1rios e se reconhecer nas obras. Inspiradas nas palavras lidas, \u00e9 poss\u00edvel, ainda, visualizar um novo presente e futuro com representatividade, lideran\u00e7a e revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/WhatsApp-Image-2022-05-10-at-15.13.10.jpeg&#8221; title_text=&#8221;WhatsApp-Image-2022-05-10-at-15.13.10&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Patr\u00edcia Lessa, com o livro <em>Chana com chana<\/em>, resultado de sua tese de doutorado. Foto: Arquivo pessoal<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Freepik Mulheres leem mulheres. Cada vez mais, os projetos editoriais feministas est\u00e3o ganhando espa\u00e7o no mercado liter\u00e1rio brasileiro. Essa iniciativa tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de editoras e pesquisadoras que produzem estudos relacionados ao tema. Segundo uma\u00a0mat\u00e9ria publicada pela Folha de S. 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