{"id":43,"date":"2022-05-20T15:25:51","date_gmt":"2022-05-20T18:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/?page_id=43"},"modified":"2022-06-01T23:33:49","modified_gmt":"2022-06-02T02:33:49","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#973f8b&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3.png&#8221; parallax=&#8221;on&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_fullwidth_header title=&#8221;Escritoras que marcam a literatura brasileira&#8221; content_max_width=&#8221;60%&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; title_font_size=&#8221;60px&#8221; background_enable_color=&#8221;off&#8221; module_alignment=&#8221;left&#8221; custom_padding=&#8221;12vh||12vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_fullwidth_header][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/bg-topo3d.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/closeup-shot-old-vintage-typewriter-red-desk-with-paper-side-scaled.jpg&#8221; title_text=&#8221;Closeup shot of an old vintage typewriter on a red desk with paper on the side&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Foto: Freepik<\/span><\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, caracterizado pelo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para o modernismo, tem-se um movimento in\u00e9dito: as mulheres recebem maior visibilidade na sociedade. Um ponto fundamental que introduziu essa mudan\u00e7a\u00a0 \u00a0foi, finalmente, a conquista do direito ao voto, ocorrida em 1932 &#8211; apenas h\u00e1 90 anos -, e fruto de muita luta feminina que perpassou d\u00e9cadas e gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A partir dessa evid\u00eancia, as conquistas almejadas passam a ser o acesso aos estudos superiores e mais oportunidades de trabalho. Assim, com grupos femininos liderando expressivos setores pol\u00edticos, considera-se que as mulheres puderam adquirir maior instru\u00e7\u00e3o educacional e liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cA revolu\u00e7\u00e3o, no s\u00e9culo XX, fez-se pela ascens\u00e3o das mulheres em todos os campos. Na literatura n\u00e3o foi diferente, e somente nesse s\u00e9culo as escritoras foram conquistando um espa\u00e7o maior\u201d, estabeleceu a pesquisadora e historiadora feminista Zahid\u00e9 Muzart.<\/p>\n<p>Dessa forma, as escritoras puderam ir al\u00e9m das prosas e dos poemas. E muitas delas se destacaram por romper com os estigmas comportamentais esperados para as mulheres. Dentre estas, <a href=\"http:\/\/obviousmag.org\/coisas_de_dri\/2017\/resgate-de-memoria-quem-foi-gilka-machado.html\">Gilka Machado,<\/a> que venceu um concurso liter\u00e1rio de um jornal, mas teve a obra estigmatizada por se tratar de um livro de poemas er\u00f3ticos; <a href=\"http:\/\/www.mulher500.org.br\/rosalina-coelho-lisboa-larragoiti-1900-1975\/\">Rosalina Coelho Lisboa,<\/a> que ganhou o primeiro pr\u00eamio do concurso liter\u00e1rio da Academia Brasileira de Letras; <a href=\"https:\/\/www.bemparana.com.br\/noticia\/conheca-a-historia-de-marianna-coelho-precursora-do-feminismo-no-brasil#.YlXKsMjMLIU\">Mariana Coelho,<\/a> por estudar o feminismo e escrever sobre a evolu\u00e7\u00e3o dessas conquistas femininas; e <a href=\"https:\/\/brasilianafotografica.bn.gov.br\/?tag=adalzira-bittencourt\">Adalzira Bittencourt<\/a> que organizou a Primeira exposi\u00e7\u00e3o do Livro Feminino.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/ESCRITORAS-GIF-1.gif&#8221; title_text=&#8221;ESCRITORAS GIF&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;|125px||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<span style=\"font-size: small;\">Autoras que foram fundamentais na luta feminina. Anima\u00e7\u00e3o: Maria Clara Monteiro<\/span>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]Outro grande nome da literatura brasileira foi <a href=\"https:\/\/www.academia.org.br\/academicos\/rachel-de-queiroz\/biografia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rachel de Queiroz<\/a>. Com a\u00e7\u00f5es vanguardistas, esteve envolvida na imprensa e em ambientes pol\u00edticos \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, todos esses espa\u00e7os eram privados para interesses masculinos. Seu principal romance, <a href=\"https:\/\/www.todamateria.com.br\/o-quinze\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O Quinze<\/em><\/a>, estreou em 1930 e retratou uma das piores secas da hist\u00f3ria do sert\u00e3o, al\u00e9m de fomentar debates, na sociedade brasileira, sobre a emancipa\u00e7\u00e3o feminina.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/rachel-de-queiroz.gif&#8221; title_text=&#8221;rachel de queiroz&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;|156px||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Rachel de Queiroz marca gera\u00e7\u00f5es com suas obras. Anima\u00e7\u00e3o: Maria Clara Monteiro<\/span><\/p>\n<p>Com tanto sucesso, a identidade de Queiroz foi colocada em cheque. \u201cPor ser livro de mulher e, o que na verdade causava assombro, de mulher nova. Seria realmente de mulher? N\u00e3o acreditei. Lido o volume e visto o retrato no jornal, balancei a cabe\u00e7a: N\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m com esse nome. Deve ser pseud\u00f4nimo de sujeito barbado. Depois, conheci Rachel de Queir\u00f3s, mas ficou-me durante muito tempo a ideia idiota de que ela era homem, t\u00e3o forte estava em mim o preconceito que exclu\u00eda as mulheres da literatura. Se a mo\u00e7a fizesse discursos e sonetos, muito bem. Mas escrever <em>O Quinze<\/em> n\u00e3o me parecia natural\u201d, escreveu Graciliano Ramos, em cr\u00f4nica publicada no livro <em>Linhas tortas<\/em> (1980).<\/p>\n<p>As personagens de Rachel de Queiroz esbo\u00e7am ideais feministas e revolucion\u00e1rios, expondo a repress\u00e3o da mulher e a falta de expectativas. No entanto, a escritora nunca afirmou ser feminista e, muito menos, participar do movimento. \u201cApesar de tantas personagens roubando a cena ficcional e tamb\u00e9m de sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de vida, Rachel de Queiroz nunca vai admitir a legitimidade do movimento feminista. E, ironicamente, vai caber a ela, em 1977, inaugurar a Academia Brasileira de Letras\u201d, aponta Const\u00e2ncia Lima Duarte, doutora em Teoria Liter\u00e1ria e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no artigo \u201cMulher e Escritura: Produ\u00e7\u00e3o Letrada e Emancipa\u00e7\u00e3o Feminina no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Foi a partir do pioneirismo das escritoras citadas acima que, aos poucos, as mulheres passaram a representar umas \u00e0s outras. No entanto, quantas mulheres n\u00e3o s\u00e3o retratadas pela hist\u00f3ria? Quantos nomes estiveram envolvidos nas lutas femininas e, hoje, nem conhecemos? Quantas Gilkas, Marianas, Rosalinas, Adalziras, Raqueis e tantas outras passaram despercebidas diante de nossos olhos?<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_code _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<iframe loading=\"lazy\" width=\"100%\" height=\"300\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" allow=\"autoplay\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/tracks\/1275240640&#038;color=%23ff5500&#038;auto_play=false&#038;hide_related=false&#038;show_comments=true&#038;show_user=true&#038;show_reposts=false&#038;show_teaser=true&#038;visual=true\"><\/iframe><\/p>\n<div style=\"font-size: 10px; color: #cccccc;line-break: anywhere;word-break: normal;overflow: hidden;white-space: nowrap;text-overflow: ellipsis; font-family: Interstate,Lucida Grande,Lucida Sans Unicode,Lucida Sans,Garuda,Verdana,Tahoma,sans-serif;font-weight: 100;\"><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/user43113357\" title=\"user43113357\" target=\"_blank\" style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\" rel=\"noopener\">user43113357<\/a> \u00b7 <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/user43113357\/ping-pong-com-laile-ribeiro-sobre-rache-de-queiroz\" title=\"Ping Pong com Laile Ribeiro Sobre Rache de Queiroz\" target=\"_blank\" style=\"color: #cccccc; text-decoration: none;\" rel=\"noopener\">Ping Pong com Laile Ribeiro Sobre Rache de Queiroz<\/a><\/div>\n<p>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#ededed&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Constru\u00e7\u00e3o do c\u00e2none liter\u00e1rio<\/h2>\n<p>A invisibilidade das mulheres desdobra outros aspectos, como estudou Cl\u00e1udia Maia, e percebe-se \u201co sil\u00eancio do c\u00e2non liter\u00e1rio sobre as escritoras do passado e, sobretudo, as representa\u00e7\u00f5es femininas, de g\u00eanero e da alteridade constru\u00eddas pelas pr\u00f3prias mulheres em suas escritas\u201d, como a pesquisadora aponta no artigo \u201cLiberdade escrava, liberdade feminina: abolicionismo e feminismo de J\u00falia Lopes de Almeida em <em>A Fam\u00edlia Medeiros<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A palavra \u201cc\u00e2none\u201d tem v\u00e1rios significados. Na literatura, entende-se como um conjunto de livros que s\u00e3o refer\u00eancias e\/ou medidas de uma determinada \u00e9poca, movimento ou estilo. Mas quem determina quais obras e autoras fazem parte desse c\u00e2none?<\/p>\n<p>Zahid\u00e9 Muzart, tamb\u00e9m professora, editora e fundadora da Editora Mulheres, indagou sobre essa escolha. \u201cO que resgatar? Todas as mulheres? Algumas? Quais? Como deveriam ser os crit\u00e9rios de inclus\u00e3o e quais os de exclus\u00e3o? Como encarar a quest\u00e3o do valor est\u00e9tico? Como repensar a literatura feminina de modo a que n\u00e3o fique para sempre encarcerada num gueto?\u201d, questiona no artigo \u201cA Ascens\u00e3o das Mulheres no Romance\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMuitas escritoras n\u00e3o entraram no c\u00e2none devido a um corporativismo masculino. Nos s\u00e9culos XVIII e XIX, os homens dominavam o espa\u00e7o p\u00fablico, em todas as inst\u00e2ncias de poder. Eram os jornalistas, editores, tip\u00f3grafos, governantes, eram tudo. A cr\u00edtica liter\u00e1ria era feita por homens, tamb\u00e9m. Escreviam nos jornais e falavam dos lan\u00e7amentos, das novidades. Ent\u00e3o, na hora de fazer um dicion\u00e1rio biobibliogr\u00e1fico, de reeditar um livro, de escolher algu\u00e9m para entrar numa antologia, eles escolhiam entre eles. Ignoravam as mulheres e a produ\u00e7\u00e3o feminina. Elas ficaram na sombra. Foram apagadas. Eu falo do memoric\u00eddio que \u00e9 esse conceito de apagamento, de assassinato da mem\u00f3ria. Parece que as mulheres nunca existiram e que a literatura brasileira at\u00e9 1930 foi s\u00f3 de homem. Mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Basta pesquisar um pouco que voc\u00ea vai ver centenas de escritoras atuando\u201d, assegura Const\u00e2ncia Lima Duarte.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cNo c\u00e2none, n\u00e3o encontramos reconhecimento de tantas mulheres, quantas realmente s\u00e3o as que escreveram e se aventuraram nesse mundo liter\u00e1rio\u201d, observa Zuleide Duarte, doutora em Letras, professora universit\u00e1ria, escritora e cr\u00edtica liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Entretanto, mesmo com essas dificuldades, algumas autoras foram disruptivas e, at\u00e9 os dias atuais, s\u00e3o lembradas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<h2>Escritoras al\u00e9m do tempo<\/h2>\n<p>\u201cSou uma mulher que escreve porque, para mim, escrever \u00e9 como respirar, fa\u00e7o para sobreviver\u201d, exp\u00f4s Clarice Lispector, no livro <em>Encontros<\/em> (2004). Esse sentimento comum \u00e9 encontrado nas obras de outras mulheres que, da mesma forma de Lispector, escreveram para viver.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Escritoras-que-marcam-a-literatura-brasileira-6.png&#8221; title_text=&#8221;Escritoras que marcam a literatura brasileira (6)&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;|138px||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;1px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Escritoras que conquistaram espa\u00e7o no universo liter\u00e1rio. Arte: Maria Clara Monteiro<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/literatura\/pagu.htm\">Patr\u00edcia Galv\u00e3o<\/a>, a Pagu, <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.uol.com.br\/noticias\/reportagem\/historia-clarice-lispector-a-morte-da-escritora.phtml\">Clarice Lispector<\/a>, <a href=\"https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/literatura\/vida-obra-cecilia-meireles.htm\">Cec\u00edlia Meireles<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.academia.org.br\/academicos\/lygia-fagundes-telles\/biografia\">Lygia Fagundes Telles<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.academia.org.br\/academicos\/rachel-de-queiroz\/biografia\">Rachel de Queiroz<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.ebiografia.com\/cora_coralina\/\">Cora Coralina<\/a>, <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Cultura\/noticia\/2019\/03\/quem-foi-carolina-maria-de-jesus-que-completaria-105-anos-em-marco.html\">Carolina Maria de Jesus<\/a>\u2026 S\u00e3o algumas das autoras que integram a literatura can\u00f4nica brasileira.<\/p>\n<p>No entanto, considerando o per\u00edodo hist\u00f3rico, e os relatos de escritos femininos anteriores, entende-se que outras autoras existiram e n\u00e3o entraram no c\u00e2none, pelas raz\u00f5es explicadas acima.<\/p>\n<p>Os nomes, hoje conhecidos, fomentam e fortalecem novos debates sobre presen\u00e7a. Escrever, falar e discutir sobre as autoras tamb\u00e9m \u00e9, de alguma forma, reescrever a nossa pr\u00f3pria narrativa.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_3,1_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_code _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"560\" data-original-width=\"1080\" data-original-height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.thinglink.com\/card\/1575632084926464003\" type=\"text\/html\" frameborder=\"0\" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen scrolling=\"no\"><\/iframe><script async src=\"\/\/cdn.thinglink.me\/jse\/responsive.js\"><\/script>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; 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Foto: Arquivo Nacional<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_2_font=&#8221;Elaine||||||||&#8221; header_2_font_size=&#8221;50px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Ainda que considerada o marco do movimento modernista brasileiro, a hist\u00f3ria relembra que, antes mesmo dessa semana, o modernismo j\u00e1 estava em curso no Brasil. A bandeira da vanguarda j\u00e1 era levantada por diversos artistas, inclusive por mulheres, que quase n\u00e3o s\u00e3o citadas nesse famoso encontro, mas lutaram, igualmente, por rupturas, como foi o caso das pintoras <a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/artes\/anita-malfatti.htm\">Anita Malfatti<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.escritoriodearte.com\/artista\/regina-graz\">Regina Graz<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.guiadasartes.com.br\/zina-aita\/obras-e-biografia\">Zina Aita<\/a>, e da pianista <a href=\"https:\/\/radios.ebc.com.br\/musica-e-musicos-do-brasil\/2018\/11\/conheca-trajetoria-artistica-de-guiomar-novaes-no-musica-e\">Guiomar Novaes<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a das mulheres n\u00e3o foi expressiva. O movimento de 22 foi, muito mais, uma propaganda do que um dirigir de caminhos. Essa necessidade de visibilizar a escrita das mulheres tem sido uma luta constante\u201d, pontua Zuleide Duarte.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o fator regionalismo ganhou destaque no debate. Afinal, as express\u00f5es art\u00edsticas pernambucanas, por exemplo, n\u00e3o eram consideradas arte, uma vez que os par\u00e2metros estavam baseados na produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Sudeste? \u201cO modernismo aconteceu em diversos momentos e em diversos estados. Em cada lugar, esse pensamento e ideias chegaram de um jeito\u201d, exp\u00f5e Duarte.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ou seja, n\u00e3o significa dizer que o Brasil aderiu apenas a um movimento e estipulou como padr\u00e3o a ser seguido. A representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica desenvolve para al\u00e9m dos modernismos em curso no pa\u00eds, conquistas de legitima\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os e narrativas.\u00a0 A era p\u00f3s-moderna levanta quest\u00f5es sociais como essenciais, e na arte n\u00e3o seria diferente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As inten\u00e7\u00f5es que nortearam a Semana de 22 est\u00e3o sendo discutidas, cada vez mais e de forma constante. Mesmo considerando a ousadia dos tr\u00eas dias, o objetivo de mostrar um Brasil mais real e que se reconhecesse na pr\u00f3pria cultura n\u00e3o teve tanta ades\u00e3o. Mas, por qu\u00ea? Podemos considerar a Semana de Arte Moderna um verdadeiro marco para a arte e, principalmente, para a literatura brasileira?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMeia d\u00fazia de intelectuais paulistas se reuniram para comemorar o centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil. Os ares modernistas, a renova\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, j\u00e1 estavam pintando na cabe\u00e7a dos mais ligados nas novidades da Europa, da Fran\u00e7a e da Inglaterra. Claro que a Semana teve uma personalidade importante, mas existiam v\u00e1rias escritoras naquele tempo que n\u00e3o entraram nesse evento, nem as paulistas foram convidadas para a festa\u201d, comenta Const\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dessa forma, n\u00e3o significa que todas as regi\u00f5es e artistas brasileiros aderiram ao movimento somente a partir de 22. Cada qual teve &#8211; e tem &#8211; o seu momento de revolucionar a arte, a cultura e a literatura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quatro mulheres estiveram presentes no evento. E de quais delas ouvimos falar quando o assunto \u00e9 a Semana de 22? Os seus feitos anunciadores ficaram escondidos numa prateleira liter\u00e1ria que ningu\u00e9m acessava. Mas est\u00e1 na hora de revolucionar essa biblioteca e preencher os espa\u00e7os vazios pelas palavras das mulheres.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; locked=&#8221;off&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.17.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<strong>LEIA MAIS:<\/strong> <a href=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/as-escritoras-brasileiras-do-seculo-xix\/\">As escritoras brasileiras do s\u00e9culo XIX<\/a> | <a href=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/literatura-feminina\/imprensa-feminina-do-seculo-xix-atuou-na-emancipacao-das-mulheres\/\">Imprensa Feminina do s\u00e9culo XIX<\/a>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Freepik No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, caracterizado pelo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para o modernismo, tem-se um movimento in\u00e9dito: as mulheres recebem maior visibilidade na sociedade. 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