{"id":816,"date":"2020-07-08T16:49:42","date_gmt":"2020-07-08T19:49:42","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/?p=816"},"modified":"2020-08-03T16:15:59","modified_gmt":"2020-08-03T19:15:59","slug":"entrevista-com-anny-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/entrevista-com-anny-stone\/","title":{"rendered":"Entrevista com Anny Stone"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/annyelarocha.wordpress.com\/\">Anny Stone<\/a> come\u00e7ou sua carreira no cinema como estagi\u00e1ria de produ\u00e7\u00e3o e migrou para outros departamentos, principalmente na \u00e1rea de dire\u00e7\u00e3o. Para Anny, fazer cinema \u00e9 contar hist\u00f3rias pessoais, seja em forma ficcional ou documental. \u201cFazer cinema no Brasil e, em especial, em Pernambuco, \u00e9 fazer um cinema perif\u00e9rico, de resist\u00eancia, de insist\u00eancia em uma forma de arte coletiva e, infelizmente, muitas vezes inferiorizada pelo p\u00fablico\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O primeiro contato da pernambucana com o cinema foi em 2008, quando foi estagi\u00e1ria de produ\u00e7\u00e3o de um curta-metragem. Em 2011, trabalhou como<em> video assist<\/em> no filme Tatuagem, de Hilton Lacerda. Essa fun\u00e7\u00e3o permitia que acompanhasse os trabalhos do diretor de fotografia, Ivo Lopes, e de Lacerda, j\u00e1 que cuidava do monitor que o diretor utilizava para assistir as grava\u00e7\u00f5es. Em 2013, Anny fez um interc\u00e2mbio pelo Ci\u00eancias Sem Fronteiras para estudar cinema na New York University (NYU).<\/p>\n<p>Em 2015, ap\u00f3s concluir o curso de Cinema, a cineasta teve o roteiro de Geronimo, curta-metragem que dirigiu a partir do roteiro do seu pai, Sidney Rocha, aprovado na categoria Ary Severo do edital Funcultura Audiovisual. Ela compartilhou que, no in\u00edcio, o roteiro se passava na Patag\u00f4nia e pretendia ter Ricardo Dar\u00edn como protagonista. No produto final, Geronimo foi interpretado por Sebasti\u00e3o Formiga, ator paraibano, e as filmagens ocorreram no Vale do Catimbau. A narrativa \u00e9 em torno da caminhada dif\u00edcil do personagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HPcIYGMb9dI\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<div id=\"attachment_817\" style=\"width: 404px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-817\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-817 \" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/geronimo_pr\u00eamios.png\" alt=\"\" width=\"394\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/geronimo_pr\u00eamios.png 671w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/geronimo_pr\u00eamios-300x248.png 300w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/geronimo_pr\u00eamios-600x496.png 600w\" sizes=\"(max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><p id=\"caption-attachment-817\" class=\"wp-caption-text\">Pr\u00eamios do curta-metragem Geronimo. Imagem: Infogram<\/p><\/div>\n<p>Anny adiciona que \u201ca melhor parte \u00e9 poder acompanhar as express\u00f5es nos rostos das pessoas, conferir que todos os momentos pensados para fazer o p\u00fablico suspender a respira\u00e7\u00e3o realmente alcan\u00e7aram esse prop\u00f3sito, ouvir os coment\u00e1rios e debater a obra depois da sess\u00e3o. Os pr\u00eamios s\u00e3o bons tamb\u00e9m porque reafirmam que o cinema feito por mulheres \u00e9 incr\u00edvel, sens\u00edvel e tem tudo para brilhar sempre\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, Anny atua nas fun\u00e7\u00f5es de 1\u00aa e 2\u00aa assistente de dire\u00e7\u00e3o, que cuidam da ponte entre a dire\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o do filme. Seus trabalhos mais recentes foram o longa de Hilton Lacerda, O Fim de Festa, e a pr\u00f3xima s\u00e9rie dele que se chama \u201cCh\u00e3o de Estrelas\u201d. Ela j\u00e1 trabalhou com outros diretores, como L\u00e9o Falc\u00e3o, Eduardo Morot\u00f3, Adelina Pontual, L\u00edrio Ferreira, Let\u00edcia Sim\u00f5es e Renata Pinheiro.<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\"><strong>DICAS DE ANNY<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Para divulgar os trabalhos das mulheres do audiovisual, Anny Stone indicou para o p\u00fablico feminino alguns filmes que ela participou na produ\u00e7\u00e3o e comentou sobre eles:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Casa, document\u00e1rio da diretora Let\u00edcia Sim\u00f5es. \u201cTudo que ela faz \u00e9 poesia, mas tenho um carinho especial por esse porque trabalhei no filme. Ele trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, do amor e dos conflitos que atravessam as gera\u00e7\u00f5es, de tantas coisas que aprendemos e n\u00e3o queremos repetir, mas que a gen\u00e9tica insiste em semear. \u00c9 um filme feito por Let\u00edcia ao longo de cerca de cinco anos, registrando momentos, conversas e\u00a0 cartas trocadas entre ela, a m\u00e3e e a av\u00f3\u201d.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fantasia de \u00cdndio, de Manuela Andrade. \u201c\u00c9 outro mergulho em mem\u00f3rias e descobertas pessoais sobre a ascend\u00eancia ind\u00edgena da diretora. O filme questiona o imagin\u00e1rio urbano sobre os \u00edndios atuais e busca desconstru\u00ed-lo a partir uma perspectiva ind\u00edgena de mundo, possibilitada tamb\u00e9m atrav\u00e9s de entrevistas com \u00edndios da etnia Xucuru, residentes perto de Pesqueira, cidade do interior de Pernambuco\u201d.\u00a0<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Amor, Pl\u00e1stico e Barulho, de Renata Pinheiro. \u201cO filme aborda o universo do brega no Recife, focando na rivalidade entre as personagens interpretadas por Maeve Jinkings e Nash Laila. Ele traz a inventividade e o tom l\u00fadico inerentes de Renata Pinheiro, com m\u00fasica, cores, dan\u00e7a e onirismo. Al\u00e9m de diretora e roteirista, Renata tamb\u00e9m tem uma longa carreira como diretora de arte e \u00e9 vision\u00e1ria em transformar sonhos em cenas\u201d.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>A cineasta relembra como foi uma experi\u00eancia enriquecedora e um grande aprendizado trabalhar com essas diretoras: \u201cAcho muito interessante que o trabalho de Renata circule n\u00e3o s\u00f3 pelo Brasil, mas pela Am\u00e9rica Latina, com parcerias com nossos hermanos argentinos. Let\u00edcia Sim\u00f5es \u00e9 amiga e inspira\u00e7\u00e3o para mim, super competente, sens\u00edvel, atenta, poeta. Me identifico muito com o trabalho dela, mas tamb\u00e9m com ela mesma. Manuela Andrade \u00e9 outra que guardo no cora\u00e7\u00e3o e que admiro tanto pessoal como profissionalmente\u201d.<\/p>\n<p>Para finalizar, o conselho que Anny d\u00e1 para as mulheres que querem trabalhar no cinema \u00e9 \u201cn\u00e3o tenham medo de tentar. \u00c9 necess\u00e1rio ter persist\u00eancia, pois o mercado de trabalho de cinema no Brasil hoje sofre v\u00e1rios retrocessos. Ent\u00e3o, para fazer cinema, \u00e9 necess\u00e1rio estar ciente disso e ainda assim querer criar. Saber que n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil, mas que valer\u00e1 a pena. E, por \u00faltimo, mas talvez o mais importante, sempre preste aten\u00e7\u00e3o nas pessoas. Seja para se atentar \u00e0s hist\u00f3rias de cada um ou manter a harmonia com as equipes, tendo em vista que o cinema ser\u00e1 sempre um trabalho coletivo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anny Stone \u00e9 formada em Jornalismo pela Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco e Cinema pela Universidade Federal de Pernambuco. Ela trabalha com audiovisual h\u00e1 12 anos.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[20],"tags":[221,219,220,222],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=816"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":836,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/816\/revisions\/836"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/media\/823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/killerqueens\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}