{"id":494,"date":"2021-05-17T00:46:43","date_gmt":"2021-05-17T03:46:43","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/?page_id=494"},"modified":"2021-06-05T16:17:50","modified_gmt":"2021-06-05T19:17:50","slug":"vivencia-pessoal","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/vivencia-pessoal\/","title":{"rendered":"Viv\u00eancia pessoal"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#eb7e89&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/semicirculo-topo-esq.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_blend=&#8221;screen&#8221; custom_padding=&#8221;100px||100px||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||false|false&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; header_font_size=&#8221;60px&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; header_font_size_tablet=&#8221;&#8221; header_font_size_phone=&#8221;48px&#8221; header_font_size_last_edited=&#8221;on|tablet&#8221; custom_padding=&#8221;||4px|||&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h1>Cresci em uma aventura<\/h1>\n<p>Por Raissa Ara\u00fajo Moura<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#eb7e89&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#f9d269&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/pontos-azuis.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;center_right&#8221; custom_padding=&#8221;200px||0px||false|false&#8221; top_divider_style=&#8221;waves&#8221; background_last_edited=&#8221;on|tablet&#8221; background_enable_image_tablet=&#8221;off&#8221; background_enable_image_phone=&#8221;off&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;2_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_3_font=&#8221;Acme||||||||&#8221; header_3_font_size=&#8221;20px&#8221;]<\/p>\n<p>Ser crian\u00e7a nos anos 2000 era quase sin\u00f4nimo de n\u00e3o ter acesso \u00e0 internet para se divertir e nem celulares ao nosso dispor. Brinc\u00e1vamos com outras crian\u00e7as nas ruas, nos pr\u00e9dios e jog\u00e1vamos jogos de tabuleiros, algumas vezes jogos de CD no computador. E ser crian\u00e7a, quando se \u00e9 adulto, aparenta ser bobeira, afinal, os compromissos n\u00e3o parecem ter finalidades e nem consequ\u00eancias. Mas, qual crian\u00e7a nunca achou que aqueles atos eram os que mudariam suas vidas?<\/p>\n<p>Desde que eu era beb\u00ea, a partir de 1999, todo ver\u00e3o eu passava em uma casa de praia, l\u00e1 em Itapuama, no litoral sul de Pernambuco. Meu primeiro anivers\u00e1rio eu passei l\u00e1. As fotos me fazem lembrar a minha boneca da M\u00f4nica, que eu adorava, que ganhei de presente e abri no ch\u00e3o, rodeada de bal\u00f5es em comemora\u00e7\u00e3o ao meu dia. Lembro que passei muitos momentos l\u00e1: f\u00e9rias, o meu anivers\u00e1rio e o da minha irm\u00e3, carnavais\u2026 eram sempre bons momentos. Na verdade, nem sempre.<\/p>\n<p>Uma das nossas idas \u00e0 casa de praia virou um pesadelo para os meus pais. N\u00e3o por mim, longe disso. Eu era um beb\u00ea que n\u00e3o tinha nem consci\u00eancia de nada, mas por causa da minha bab\u00e1. De repente, sem ningu\u00e9m ver, ela desapareceu. Todos procuravam por ela e ningu\u00e9m sabia do paradeiro. Pior ainda, ela desapareceu comigo! Um quase sequestro marcou meus primeiros tempos de vida. Ela passou a manh\u00e3 e tarde inteira fora, todos da fam\u00edlia e vizinhos desesperados, pensando o pior e ela tinha ido encontrar com o namorado. Pelo sossego dos meus pais, comigo estava tudo bem.<\/p>\n<p>As minhas grandes mem\u00f3rias (lembradas ou que foram contadas) na praia come\u00e7am a\u00ed. Todas as que v\u00eam a seguir t\u00eam um lugar especial no meu cora\u00e7\u00e3o, que treme como um terremoto sempre que lembro delas. Ainda hoje suspeito que seja a favorita dela, mainha me conta que eu acordava de manh\u00e3zinha e a primeira coisa que eu pedia era \u201cazu\u201d. Eu estava pedindo caju, do cajueiro que tinha em frente \u00e0 casa que alug\u00e1vamos, que, na minha vis\u00e3o, era enorme, grande como um baob\u00e1. Meus pijamas eram cheios de n\u00f3doa, porque eu comia como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3, igual uma formiga quando v\u00ea um doce, direto do p\u00e9. \u00c0 medida que fui crescendo, passei a ter outros compromissos, obviamente sem deixar esse de lado, que carrego at\u00e9 hoje comigo.<\/p>\n<p>Passei a brincar com minha irm\u00e3 de lavar o carro de painho. Hoje em dia o que a gente mais queria era que esse tempo voltasse, s\u00f3 pra lavar de novo, era bom demais. Claro que a gente tamb\u00e9m aproveitava pra tomar um banho de mangueira, que mais parecia de cachoeira, porque \u00e9ramos pequenas.<\/p>\n<p>Mas, sem d\u00favida, o dia que mais me marcou, nessa casa, foi aquele em que fiquei presa no quarto. Eu dormia com a minha irm\u00e3, no quarto de cima, e a porta bateu. Quanto ela bateu, o trinco emperrou e n\u00e3o abriu mais. Eu, desesperada como se algu\u00e9m tivesse morrido, chorava, pedindo ajuda aos meus pais, que tamb\u00e9m desesperados pediram ajuda a um caseiro da vizinhan\u00e7a. Quando o caseiro chegou, colocou uma escada na janela e come\u00e7ou a falar comigo. Eu, em um instante, fiquei boa. Ria, gargalhava, cantava que \u201cestava na aventura\u201d.<\/p>\n<p>Talvez tudo que eu quisesse era aten\u00e7\u00e3o. Eu consegui, e como consegui! Todos pediam para eu ficar calma que tudo daria certo, eu somente dizia que aquele era o melhor dia da minha vida. Sem d\u00favidas, aquele dia me marcou de um jeito que eu lembro como se fosse hoje: eu pulando na cama, dizendo que estava na aventura e gargalhando e todos nervosos. Eu n\u00e3o mudaria nada.<\/p>\n<p>Revivendo a hist\u00f3ria, agora atrav\u00e9s de fotos:<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#f9d269&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#e0c25e&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/cogumelos.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;bottom_right&#8221; custom_padding=&#8221;100px||||false|false&#8221; top_divider_style=&#8221;curve&#8221; top_divider_height=&#8221;50px&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_enable_color=&#8221;off&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;1600px&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||false|false&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_code _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221;]<script type='text\/javascript'>FWDRMGUtils.onReady(function(){new FWDRMG({mainFolderPath:'https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/plugins\/fwdrmg\/content',useDeepLinking:true,displayType:'responsive',rightClickContextMenu:'disabled',useVectorIcons:false,autoScale:true,parentId:'fwdrmgDiv0',instanceName:'rmg0',galleryId:'fwdrmgPlaylistGaleria',randomizeGalleries:false,showAllGalleries:false,buttonsAlignment:'in',maxWidth:1600,maxHeight:750,minHeight:501,zIndex:999,startAtGallery:0,startAtItem:0,mediaLazyLoading:true,useDrag:true,showSlideShowButton:true,showSlideShowAnimation:true,slideShowAutoPlay:true,slideShowAutoStop:false,slideShowDelay:6,slideShowBkColor:'#2e2e2e',slideShowFillColor:'#ffffff',useKeyboard:true,useDoubleClick:true,showMenuButton:true,allGalleriesLabel:'All galleries',menuBackgroundColor:'#ffffff',showFullscreenButton:true,showZoomButton:true,showCounter:true,showNextAndPrevBtns:true,hideButtonsOnDrag:true,maxZoom:1,buttonsHideDelay:5,defaultItemWidth:1527,defaultItemHeight:859,itemOffsetHeightButtonsTop:47,spaceBetweenBtns:8,buttonsOffsetIn:10,buttonsOffsetOut:10,itemBorderSize:0,itemBackgroundColor:'#212121',itemBorderColor:'#ffffff',preloaderBkColor:'#2e2e2e',preloaderFillColor:'#ffffff',backgroundColor:'rgb(224, 194, 94)',shareButtons:['facebook','twitter','linkedin','tumblr','pinterest','reddit','buffer','digg','blogger'],shareText:'Share on',sharedURL:'deeplink',shareMainBackgroundColor:'rgba(0, 0, 0, 0.4)',shareBackgroundColor:'#ffffff',showThumbnails:true,showThumbnailsIcon:true,thumbnailsHeight:80,thumbnailsOverlayColor:'rgba(0, 0, 0, 0.4)',thumbnailsBorderSize:2,thumbnailsBorderColor:'#ffffff',spaceBetweenThumbnailsAndItem:10,spaceBetweenThumbnails:5,caption:true,captionPosition:'bottomout',showCaptionOnSmallScreens:false,animateCaption:false,captionAnimationType:'motion',useVideo:true,fillEntireScreenWithPoster:true,volume:1,videoAutoPlay:false,nextVideoAutoPlay:false,videoAutoPlayText:'Click to unmute',showLogo:false,logoPath:'',logoLink:'',showControllerWhenVideoIsStopped:false,showDefaultControllerForVimeo:true,showScrubberWhenControllerIsHidden:true,showRewindButton:true,showVolumeButton:true,showTime:true,timeColor:'#b9b9b9',showChromecastButton:true,showPlaybackRateButton:true,showQualityButton:true,showFullScreenButton:true,showScrubberToolTipLabel:true,youtubeQualityButtonNormalColor:'#b9b9b9',youtubeQualityButtonSelectedColor:'#ffffff',scrubbersToolTipLabelBackgroundColor:'#ffffff',scrubbersToolTipLabelFontColor:'#5a5a5a',audioVisualizerLinesColor:'#570ab8',audioVisualizerCircleColor:'#b9b9b9',thumbnailsPreviewWidth:196,thumbnailsPreviewBackgroundColor:'#414141',thumbnailsPreviewLabelBackgroundColor:'#414141',thumbnailsPreviewLabelFontColor:'#cccccc',skipToVideoText:'You can skip to video in:',skipToVideoButtonText:'Skip Ad'});});<\/script><div id='fwdrmgDiv0'><\/div><div id='fwdrmgPlaylistGaleria' style='display: none;'><ul data-category-name='Infancia'><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1-RAISSA.jpeg'><div>Al\u00e9m de caju, eu era f\u00e3 de manga! V\u00ea como eu comia com vontade!<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/2-RAISSA.jpeg'><div>Al\u00e9m de caju, eu era f\u00e3 de manga! V\u00ea como eu comia com vontade!<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/4-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/4-RAISSA.jpeg'><div>Eu e a M\u00f4nica que ganhei de presente<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/3-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/3-RAISSA.jpeg'><div>Eu no meio dos bal\u00f5es. Olha a felicidade!<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/5-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/5-RAISSA.jpeg'><div>Esse boneco roxo era um fantoche que gritava quando a gente apertava a boca dele, com a m\u00e3o por dentro. Era um sucesso. Eu e minha irm\u00e3 am\u00e1vamos!<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/7-RAISSA.jpeg'><div>Pronta para aproveitar o banho de mar.<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/6-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/6-RAISSA.jpeg'><div>Aqui parece que eu n\u00e3o estava gostando muito da fantasia, mas acho que era s\u00f3 a claridade! Sempre amei o Carnaval!<\/div><\/li><li data-src='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8-RAISSA.jpeg' data-thumb='https:\/\/unicap.jotabosco.com.br\/alunos6\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/8-RAISSA.jpeg'><div>Mais um ano de folia!<\/div><\/li><\/ul><\/div>[\/et_pb_code][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#e0c25e&#8221; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#592669&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/cogumelos-69&#215;300.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;bottom_left&#8221; custom_padding=&#8221;100px||||false|false&#8221; top_divider_style=&#8221;waves&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;||70px||false|false&#8221; animation_style=&#8221;slide&#8221; animation_direction=&#8221;top&#8221; locked=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.6.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<h3>Meu reino por uma guloseima!<\/h3>\n<p>Por Raissa Ara\u00fajo Moura<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cada comida nos marca de uma maneira, seja criando uma mem\u00f3ria ruim, como queijo derretido, para mim, quanto criando mem\u00f3rias incr\u00edveis, como past\u00e9is, salgadinhos e carne mo\u00edda na bolacha. Bem, um universo de outras del\u00edcias tamb\u00e9m. Quando crian\u00e7a, eu costumava provar muitas comidas, aprovando a maioria e sempre pedindo mais. Os v\u00e1rios tipos eram liberados, tinha de fruta a biscoitos. Mas as mais queridas, que nunca esqueci, eram as que meus av\u00f3s faziam, com muito carinho, amor e tempero, para me recepcionar nas suas casas.<\/p>\n<p>S\u00e3o duas pessoas de fam\u00edlia diferentes, mas que talvez, olhando em retrospectiva hoje, tenham uma semelhan\u00e7a muito grande em rela\u00e7\u00e3o a mim: meus av\u00f3s, que me conquistaram ainda mais\u2026 pelo est\u00f4mago. Meu av\u00f4 materno, quando eu era crian\u00e7a, costumava fazer uma carne mo\u00edda divina, como nunca comi na vida. Algo realmente de outro mundo. Era uma carne com molho, e ele dizia para a gente colocar por cima de uma bolacha <em>cream cracker<\/em>. Parecia que eu estava flutuando. O gosto nunca esqueci e j\u00e1 tentei explicar para repetirem a receita, embora saiba que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel copi\u00e1-la. A carne era molhadinha, com um gosto \u00fanico, de tomate, temperos e amor. Ah, o gosto do amor.<\/p>\n<p>O amor tamb\u00e9m estava presente na casa na Iputinga. A minha av\u00f3 paterna costumava preparar comidas incr\u00edveis sempre que ela sabia que teria a visita das netas: salgadinho, canudinho, pastel e, nas datas festivas, del\u00edcia de abacaxi. Lembro dos pasteizinhos de carne que ela fazia e escondia l\u00e1 no arm\u00e1rio para ningu\u00e9m pegar. Quando eu e minha irm\u00e3 cheg\u00e1vamos, ela abria a porta do para\u00edso para n\u00f3s duas. Era crocante, doce e salgado, especial. Eu voltaria a comer carne s\u00f3 para poder ter, pela \u00faltima vez, o pastelzinho preparado por ela. Confesso que j\u00e1 tentei copiar o salgadinho que ela fazia, mas isso \u00e9 imposs\u00edvel! Era assado no ponto certo, com farinha, manteiga e queijo que transformavam aquela bolinha em um meteoro que explodia na boca e derretia sem esfor\u00e7o algum.<\/p>\n<p>Dizem que av\u00f3s t\u00eam receitas especiais. Eu posso afirmar. Vov\u00f3 fazia tamb\u00e9m uma del\u00edcia de abacaxi espl\u00eandida, que n\u00e3o sei se um dia provarei igual. Talvez ela nem seja t\u00e3o diferente das outras del\u00edcias, mas saber que eu iria comer de sobremesa a del\u00edcia de abacaxi de vov\u00f3 me animava para almo\u00e7ar. Recentemente, descobri uma sorveteria que tem um sorvete de del\u00edcia que lembra muito a sobremesa que ela fazia. Posso dizer que foi uma chama dentro do meu cora\u00e7\u00e3o, que se esquentou e acalmou com a nova descoberta afetiva. Ter um peda\u00e7o dos meus av\u00f3s sempre vivo em mim me motiva a nunca esquecer dos gostos, formas e sensa\u00e7\u00f5es que o amor em forma de comida me proporcionaram. Espero um dia sentir esses gostos de novo. Vai ter tempero de saudade.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.6.6&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1-RAISSA-scaled.jpg&#8221; title_text=&#8221;1 RAISSA&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_line_height=&#8221;1.3em&#8221; custom_margin=&#8221;5px||||false|false&#8221;]Comendo a sobremesa que tanto esperava. Note que estou bem perto da tigela, pronta para repetir.[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#eb7e89&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/semicirculo-topo-esq.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;top_left&#8221; background_blend=&#8221;screen&#8221; custom_padding=&#8221;100px||100px||false|false&#8221; locked=&#8221;off&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; module_alignment=&#8221;center&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px||false|false&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px||false|false&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; header_font_size=&#8221;60px&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; header_font_size_tablet=&#8221;&#8221; header_font_size_phone=&#8221;48px&#8221; header_font_size_last_edited=&#8221;on|tablet&#8221; custom_padding=&#8221;||4px|||&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;] Cresci em uma aventura Por Raissa Ara\u00fajo Moura [\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; prev_background_color=&#8221;#eb7e89&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;#f9d269&#8243; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/pontos-azuis.png&#8221; background_size=&#8221;initial&#8221; background_position=&#8221;center_right&#8221; custom_padding=&#8221;200px||0px||false|false&#8221; top_divider_style=&#8221;waves&#8221; background_last_edited=&#8221;on|tablet&#8221; background_enable_image_tablet=&#8221;off&#8221; background_enable_image_phone=&#8221;off&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;2_3,1_3&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.4&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/494"}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=494"}],"version-history":[{"count":29,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":935,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/494\/revisions\/935"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/infancia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}