{"id":18333,"date":"2022-06-03T16:13:12","date_gmt":"2022-06-03T19:13:12","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/?p=18333"},"modified":"2022-06-07T20:48:39","modified_gmt":"2022-06-07T23:48:39","slug":"conquistas-historicas-os-torneios-que-marcaram-o-futebol-de-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/conquistas-historicas-os-torneios-que-marcaram-o-futebol-de-mulheres\/","title":{"rendered":"CONQUISTAS HIST\u00d3RICAS:<br>OS TORNEIOS QUE MARCARAM O FUTEBOL DE MULHERES"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"665\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18334\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image5.jpg 900w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image5-480x355.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw\" \/><figcaption>Sele\u00e7\u00e3o brasileira no torneio experimental da \u00c1sia, em 1988. Acervo Museu do Futebol | Cole\u00e7\u00e3o Cole\u00e7\u00e3o Rosilane Motta (Fanta)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1988, o primeiro campeonato mundial de futebol feminino foi anunciado pela Fifa. Ao contr\u00e1rio do que o notici\u00e1rio e o pr\u00f3prio presidente da Federa\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Havelange, vinham divulgando, a competi\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter experimental aconteceu na China, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de 12 pa\u00edses: Brasil, Estados Unidos, Canad\u00e1, Costa do Marfim, Austr\u00e1lia, Jap\u00e3o, Tail\u00e2ndia, Tchecoslov\u00e1quia, Noruega, Su\u00e9cia, Holanda e China.&nbsp; O torneio foi um teste para a realiza\u00e7\u00e3o de um futuro Campeonato Mundial, e ocorreu na China durante os dias 1\u00ba e 12 de junho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As jogadoras escolhidas para representar a sele\u00e7\u00e3o brasileira atuavam, principalmente, nos times do Radar (RJ) e do Juventus (SP). O&nbsp; populismo e a qualidade do Radar permitiram que o time participasse de competi\u00e7\u00f5es em tr\u00eas continentes, atuando contra as sele\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos, Argentina, It\u00e1lia, China, Alemanha, Espanha, M\u00e9xico e Portugal, por exemplo, totalizando 44 partidas internacionais, com 39 vit\u00f3rias, dois empates e apenas tr\u00eas derrotas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com os resultados obtidos pelo time carioca, o Brasil chegava na competi\u00e7\u00e3o com boa posi\u00e7\u00e3o entre as favoritas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui tamb\u00e9m faz-se necess\u00e1rio destacar que a sele\u00e7\u00e3o brasileira disputava com equipes que obtinham renda e investimentos nos seus respectivos pa\u00edses. Era o caso dos Estados Unidos, que, de acordo com o <em>Diario de Pernambuco<\/em>, recebiam na \u00e9poca o equivalente a 900 mil cruzeiros de renda mensal, e da sele\u00e7\u00e3o italiana, com cerca de 50 mil cruzeiros, al\u00e9m de uma extensa comiss\u00e3o t\u00e9cnica e apoio para prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica das atletas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"602\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18335\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image2.jpg 900w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image2-480x321.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw\" \/><figcaption>Jogadoras convocadas para o Primeiro Torneio Internacional de Futebol Feminino treinam no Rio de Janeiro<br>Acervo Museu do Futebol | Cole\u00e7\u00e3o M\u00e1rcia Hon\u00f3rio<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na contram\u00e3o do desenvolvimento da categoria em par\u00e2metros internacionais, as jogadoras brasileiras pouco receberam apoio da CBF durante a participa\u00e7\u00e3o na competi\u00e7\u00e3o. As esportistas n\u00e3o receberam sequer um uniforme espec\u00edfico, e disputaram o campeonato com a sobra das roupas da equipe masculina. Mesmo com o escasso apoio, a sele\u00e7\u00e3o brasileira conquistou o bronze nos p\u00eanaltis, vencendo as anfitri\u00e3s chinesas. As italianas venceram o Mundial na disputa com a sele\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a escala\u00e7\u00e3o das jogadoras para o torneio:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/museudofutebol.org.br\/crfb\/acervo\/700468\/\">https:\/\/museudofutebol.org.br\/crfb\/acervo\/700468\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Foi preciso esperar 61 anos depois da primeira Copa do Mundo de Futebol ser estreada pelos homens para que as mulheres pudessem participar da competi\u00e7\u00e3o. Enquanto o mundial masculino foi reconhecido oficialmente pela Fifa em 1930, a modalidade feminina s\u00f3 conseguiu que o torneio fosse realizado pelas mulheres em 1991.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o primeiro torneio mundial de car\u00e1ter experimental ser conclu\u00eddo na China naquele 1988, a <a href=\"https:\/\/dibradoras.com.br\/2019\/04\/18\/1a-copa-feminina-teve-alimentacao-a-base-de-chocolate-e-impressionou-pele\/\">Copa do Mundo tamb\u00e9m foi realizada no pa\u00eds <\/a>e contou com a participa\u00e7\u00e3o de 12 pa\u00edses, sendo o Brasil o \u00fanico representante da Am\u00e9rica do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira <a href=\"https:\/\/museudofutebol.org.br\/crfb\/instituicoes\/617183\/\">aqui<\/a> a escala\u00e7\u00e3o do time brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio dos outros pa\u00edses que disputavam a competi\u00e7\u00e3o, o investimento no futebol feminino brasileiro ainda era insuficiente. Para a Copa, a sele\u00e7\u00e3o brasileira teve apenas um m\u00eas de prepara\u00e7\u00e3o e caiu no grupo com sele\u00e7\u00f5es desenvolvidas como<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=458908548482995\"> Estados Unidos<\/a> e Su\u00e9cia. A estreia n\u00e3o foi empolgante, mas o time conseguiu a vit\u00f3ria por 1&#215;0 contra o Jap\u00e3o.&nbsp; O gol de Elane foi o primeiro da competi\u00e7\u00e3o. Em seguida, o Brasil encarou os Estados Unidos, perdendo por 5&#215;0, e as suecas, que tamb\u00e9m derrotaram a sele\u00e7\u00e3o canarinha por 2&#215;0. Com os resultados, o Brasil n\u00e3o avan\u00e7ou para a segunda fase.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, a sele\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos conquistou o torneio em uma partida disputada contra a Noruega. O placar foi de 2&#215;1, em um jogo assistido por cerca de 63 mil pessoas, no Tianhe Stadium, em Guangzhou. As estadunidenses carregaram o t\u00edtulo de primeira sele\u00e7\u00e3o a vencer\u00a0 uma Copa do Mundo de Futebol Feminino.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Olimp\u00edadas<\/h4>\n\n\n\n<p>O futebol faz parte do programa ol\u00edmpico desde 1900, quando o evento foi realizado na Fran\u00e7a. Contudo, a modalidade permitia apenas a disputa entre homens. A mudan\u00e7a aconteceu ap\u00f3s uma reuni\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol (Fifa) no principado de M\u00f4naco, em 1993, quando foi decidido pela inclus\u00e3o do futebol feminino na disputa a partir da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, que aconteceria em 1996, na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos. Quando a participa\u00e7\u00e3o do futebol de mulheres nos Jogos Ol\u00edmpicos foi anunciada, duas edi\u00e7\u00f5es da Copa do Mundo j\u00e1 haviam acontecido, nos anos de 1991 e 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, oito pa\u00edses participaram da competi\u00e7\u00e3o, que foram divididos em dois grupos formados por quatro equipes cada. No E estavam a China (sede da primeira Copa do Mundo Fifa em 1991), Estados Unidos (campe\u00e3o mundial em 1991), Su\u00e9cia e Dinamarca. J\u00e1 o Brasil estava no grupo F, com Alemanha (vice-campe\u00e3 mundial em 1995), Noruega (campe\u00e3 mundial em 1995) e Jap\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O time do Brasil tinha como forma\u00e7\u00e3o da equipe-base naqueles jogos: a capit\u00e3<a href=\"https:\/\/www.fifa.com\/fifaplus\/pt\/watch\/movie\/etZv7xlSREidTumkoQa4Q?autoplay=true\"> Sissi<\/a>, Meg; Nen\u00ea, T\u00e2nia Maranh\u00e3o, Elane e Fanta; M\u00e1rcia Taffarel e Formiga; Pretinha, Roseli e K\u00e1tia Cilene. Suzy, Marisa, Didi, Nildinha, Leda Maria, Marileia dos Santos (que tinha o apelido de Michael Jackson) e S\u00f4nia completavam o elenco do treinador Z\u00e9 Duarte.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de investimento e prepara\u00e7\u00e3o refletiu no desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 1995, quando a sele\u00e7\u00e3o ocupou a 9\u00aa coloca\u00e7\u00e3o com vit\u00f3ria sobre a Su\u00e9cia por 1&#215;0, e seguidas derrotas para o Jap\u00e3o e para a Alemanha. Contudo, a equipe ol\u00edmpica contava com modifica\u00e7\u00f5es na comiss\u00e3o t\u00e9cnica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro jogo da competi\u00e7\u00e3o, o Brasil ficou no empate com as norueguesas, placar de 2&#215;2. J\u00e1 na segunda partida, as canarinhas venceram o Jap\u00e3o por 2&#215;0. Com os resultados, a sele\u00e7\u00e3o brasileira estava classificada para as semifinais. A disputa aconteceu contra as chinesas, que levaram a melhor. Em seguida, o confronto foi novamente com a sele\u00e7\u00e3o da Noruega. A sele\u00e7\u00e3o europeia levou a melhor, vencendo o Brasil por 2&#215;0. A sele\u00e7\u00e3o brasileira foi eliminada dos Jogos Ol\u00edmpicos de Atlanta, ficando em quarto lugar.\u00a0Conhe\u00e7a outras curiosidades sobre a primeira participa\u00e7\u00e3o do futebol feminino nos Jogos clicando<a href=\"https:\/\/olympics.com\/pt\/noticias\/os-25-anos-da-primeira-selecao-brasileira-feminina-de-futebol-em-jogos-olimpicos\"> aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Medalha do Brasil na Copa do Mundo Fifa<\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p>A terceira edi\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo de Futebol Feminino aconteceu em 1999, nos Estados Unidos. A competi\u00e7\u00e3o contava com a participa\u00e7\u00e3o de 16 pa\u00edses \u2013 quatro a mais que as \u00faltimas duas competi\u00e7\u00f5es \u2013, entre eles, o Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O time brasileiro contava com a<a href=\"https:\/\/museudofutebol.org.br\/crfb\/instituicoes\/617308\/\"> escala\u00e7\u00e3o <\/a>de Maravilha, Nen\u00ea, T\u00e2nia Maranh\u00e3o, Juliana Cabral, Cidinha Maycon, Formiga, K\u00e1tia Cilene, Sissi, Suzana, Andreia, Fanta, Grazielle, Marisa, Raque, Pretinha, Priscila, Deva e Val\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A sele\u00e7\u00e3o canarinha foi sorteada para o grupo da It\u00e1lia, Alemanha e M\u00e9xico, e se classificou na primeira coloca\u00e7\u00e3o com sete pontos: duas vit\u00f3rias e um empate contra a Alemanha, uma das equipes mais fortes da Copa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Com o empate, a sele\u00e7\u00e3o brasileira avan\u00e7ou para as quartas de final, na qual enfrentou a Nig\u00e9ria em uma partida hist\u00f3rica. O jogo estava empatado, com um placar de 3&#215;3. A reviravolta aconteceu na prorroga\u00e7\u00e3o,<a href=\"https:\/\/www.fifa.com\/fifaplus\/pt\/watch\/4SrO6I5W3LLtXD7V3oUH8f\"> quando Sissi acertou um chute de falta<\/a> e deu a vit\u00f3ria para o Brasil. O gol da Imperatriz \u00e9 considerado at\u00e9 hoje um dos momentos mais emblem\u00e1ticos desde a cria\u00e7\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"367\" height=\"640\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18336\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image4.jpg 367w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image4-172x300.jpg 172w\" sizes=\"auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><figcaption>Sissi, Pretinha e K\u00e1tia Cilene, comemoram um gol durante a Copa do Mundo de 1999, nos Estados Unidos | Foto: Cole\u00e7\u00e3o Leda Maria\/Museu do Futebol<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>A vit\u00f3ria levou a sele\u00e7\u00e3o brasileira para as semifinais, onde o time enfrentou os Estados Unidos. A equipe nacional perdeu para as estadunidenses por um placar de 2&#215;0. A disputa pela terceira coloca\u00e7\u00e3o ficou entre Brasil e\u00a0 Noruega. A partida terminou empatada em 0x0, levando a decis\u00e3o para os p\u00eanaltis. A sele\u00e7\u00e3o brasileira venceu as europeias por 4&#215;3 e conquistou o bronze, primeira medalha do Brasil na Copa do Mundo Feminina.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"644\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18337\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image6.jpg 900w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image6-480x343.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 900px, 100vw\" \/><figcaption>Sele\u00e7\u00e3o brasileira comemora a conquista da medalha de bronze. Foto: Acervo Rosilane Motta\/Arquivo Museu do Futebol<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Posteriormente, os Estados Unidos venceram o campeonato, sediado no pa\u00eds. A conquista tamb\u00e9m foi decidida nos p\u00eanaltis contra as chinesas, com um placar de 4&#215;3 para as norte-americanas. Uma das fotos mais memor\u00e1veis da competi\u00e7\u00e3o tem como protagonista a atacante Brandi Chastain, camisa 6 da sele\u00e7\u00e3o vitoriosa. A jogadora, ap\u00f3s acertar a cobran\u00e7a decisiva, tirou a camisa e caiu no gramado, envolta \u00e0 emo\u00e7\u00e3o do momento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"426\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18338\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image8.jpg 640w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image8-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 640px, 100vw\" \/><figcaption>Brandi Chastain, dos EUA, comemora p\u00eanalti que resultou na conquista da Copa do Mundo de 1999<br>Foto: Robert Beck | Sports Illustrated | Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2004 | Jogos de Atenas<\/h4>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o dos jogos ol\u00edmpicos de Atenas, em 2004, foi o evento esportivo que reuniu aquela que seria a sele\u00e7\u00e3o feminina mais vitoriosa do Brasil. O time contava com grandes nomes do esporte nacional como Pretinha, Marta, Formiga e Cristiane (que se tornaria, posteriormente, a maior artilheira do futebol feminino na hist\u00f3ria dos Jogos Ol\u00edmpicos).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma goleada por 7&#215;0 sobre as gregas e uma goleada por 5&#215;0 nas mexicanas, as guerreiras do Brasil chegavam \u00e0s semifinais e, ap\u00f3s a vit\u00f3ria contra a Su\u00e9cia, j\u00e1 tinham uma medalha garantida. A final foi disputada com uma sele\u00e7\u00e3o conhecida das brasileiras: os Estados Unidos, que levou o ouro.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2009 | Primeira edi\u00e7\u00e3o da Libertadores Feminina<\/h4>\n\n\n\n<p>Com o sucesso na Copa do Brasil, o time feminino do Santos, composto -entre tantas estrelas- por Marta e Cristiane, venceu a competi\u00e7\u00e3o e conquistou a torcida. A vit\u00f3ria pressionou a Conmebol para realizar a Libertadores da Am\u00e9rica que, na ordem do futebol masculino, seria o pr\u00f3ximo campeonato a ser disputado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2009, a Conmebol realizou a primeira edi\u00e7\u00e3o da Libertadores Feminina. A competi\u00e7\u00e3o contou com dez times, uma de cada pa\u00eds membro da liga. A equipe que representou o Brasil foi o Santos, que tinha um time constitu\u00eddo por estrelas da modalidade, incluindo as jogadoras Marta e Cristiane, que tamb\u00e9m j\u00e1 defendiam a sele\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>As Sereias da Vila chegaram \u00e0 final da competi\u00e7\u00e3o, que foi disputada na Vila Belmiro, contra a Universidad Aut\u00f3noma, do Paraguai. As brasileiras bateram o time paraguaio por 9&#215;0 e tornaram-se as primeiras campe\u00e3s da Libertadores Feminina. Cristiane foi a artilheira da competi\u00e7\u00e3o, com 15 gols marcados e Marta, naquele ano, foi considerada pela quarta vez a melhor jogadora do mundo, ao lado de Messi.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00eaxito da equipe e o sucesso na parceria entre as jogadoras levou o p\u00fablico de 14.186 pessoas ao est\u00e1dio Vila Belmiro. Apesar de todas as conquistas, o Santos anunciou o fim da equipe feminina em 2011. O time s\u00f3 voltou a investir na modalidade quatro anos depois.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"955\" height=\"637\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18339\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image7.jpg 955w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image7-480x320.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 955px, 100vw\" \/><figcaption>Sereias da Vila vencem a Universidad Aut\u00f3noma e conquistam a primeira edi\u00e7\u00e3o da Libertadores Feminina<br>Foto: RICARDO SAIBUN\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2014 | Cria\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o permanente<\/h4>\n\n\n\n<p>Em 2014, durante a Copa do Mundo masculina no Brasil, a CBF anunciou a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wovyK0c76UY\">cria\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o permanente de futebol feminino<\/a>, onde uma \u00fanica equipe permaneceria em treinamento ininterrupto focando no Mundial de 2015, no Canad\u00e1; Jogos Pan Americanos, em Toronto 2015, e Jogos Ol\u00edmpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O programa funciona como um clube, onde as jogadoras trabalham com contratos e sal\u00e1rios pagos pela Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s da sele\u00e7\u00e3o permanente, as atletas convocadas <a href=\"https:\/\/www.cbf.com.br\/cbf-tv\/conheca-a-selecao-feminina-permanente\">recebem um treinamento de forma cont\u00ednua na Granja Comary e nos Centro de Treinamento de Itu. <\/a>No caso das jogadoras que atuam nos clubes do exterior, elas continuam sendo convocadas e fazem parte do time sempre que disponibilizadas. Cerca de 26 mulheres treinaram juntas desde final de janeiro de 2015 sob o comando do t\u00e9cnico Vad\u00e3o. O trabalho e o investimento na sele\u00e7\u00e3o feminina resultou na vit\u00f3ria dos Jogos Pan Americanos de 2015.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"527\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18340\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image1.jpg 768w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image1-480x329.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 768px, 100vw\" \/><figcaption>Primeira equipe da sele\u00e7\u00e3o brasileira feminina ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o permanente | Foto: Conmebol\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2019 | Copa do Mundo Feminina da Fran\u00e7a<\/h4>\n\n\n\n<p>Este texto n\u00e3o poderia ser encerrado sem falar dela: a <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/mundial-francia-2019-futbol-femenino\/\">Copa do Mundo Feminina de 2019<\/a>, realizada na Fran\u00e7a. O campeonato foi, sem d\u00favidas, a virada de chave para um novo rumo da categoria em escala mundial, que foi marcado por campanhas e protestos das jogadoras por igualdade de g\u00eanero, de investimento e de premia\u00e7\u00e3o no esporte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo do in\u00edcio da competi\u00e7\u00e3o, a Copa j\u00e1 garantiu a maior visibilidade da hist\u00f3ria do torneio feminino. O recorde de ingressos vendidos foi batido ainda em abril (ao todo mais de um milh\u00e3o de ingressos vendidos). As entradas para a final, semifinais e a partida de estreia da equipe francesa se esgotaram em menos de 48 horas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Copa do Mundo Feminina de 2019 foi a primeira edi\u00e7\u00e3o do campeonato que contou com a transmiss\u00e3o de todos os jogos do Brasil em TV aberta, <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/futebol\/copa-do-mundo-feminina\/noticia\/fifa-divulga-audiencia-da-copa-do-mundo-feminina-e-diz-que-mais-de-1-bi-de-pessoas-assistiu-ao-torneio.ghtml\">pela rede Globo,<\/a> maior emissora do pa\u00eds. Antes as transmiss\u00f5es das partidas pela Globo aconteciam atrav\u00e9s do canal fechado Sportv. A Band tamb\u00e9m reproduziu os jogos na TV aberta e na Band Sports. E, antes mesmo de concluir o texto, j\u00e1 vou dar um spoiler: esta foi a edi\u00e7\u00e3o mais vista da hist\u00f3ria do campeonato, com mais de <a href=\"https:\/\/digitalhub.fifa.com\/m\/5fd80f719fbff8e4\/original\/rvgxekduqpeo1ptbgcng-pdf.pdf\">1 bilh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es<\/a>. Inclusive, quatro jogos da sele\u00e7\u00e3o brasileira estiveram entre as oito partidas mais assistidas da competi\u00e7\u00e3o. Com o alcance divulgado pela FIFA, a discuss\u00e3o de que \u201cningu\u00e9m quer ver mulher jogando futebol\u201d pode, finalmente, ser encerrada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o trouxe grande aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico no mundo todo, como o evento, de fato, se prop\u00f5e a fazer, e foi palco para diversas manifesta\u00e7\u00f5es entre as participantes. As jogadoras fortaleceram o movimento pela igualdade de g\u00eanero, que resultou em um posicionamento por parte dos patrocinadores diante das mudan\u00e7as, e anunciassem novos projetos voltados para o futebol feminino. A Nike, patrocinadora da sele\u00e7\u00e3o brasileira, desenhou pela primeira vez um uniforme exclusivo para a equipe e estampou o selo \u201cMulheres Guerreiras do Brasil\u201d. Al\u00e9m da nova roupagem, a empresa de materiais esportivos divulgou <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kq8-Ct-Sw9M\">a nova propaganda voltada para o evento,<\/a> que mostrava que as meninas que sonham em jogar futebol n\u00e3o devem mudar o seu sonho. A vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos tamb\u00e9m resultou em uma nova propaganda da marca, voltada <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZVvRjiSoX7Y\">para o empoderamento das mulheres no futebol<\/a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Adidas decidiu igualar o valor das premia\u00e7\u00f5es concedidas aos times masculinos que a empresa patrocina. Em maio, a Guaran\u00e1 Antarctica -patrocinadora hist\u00f3rica da sele\u00e7\u00e3o brasileira- convocou outras marcas, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8wsDd_MqXwM\">atrav\u00e9s da campanha \u201c\u00c9 coisa nossa\u201d<\/a>, a investirem no futebol feminino. Outras marcas como Gol, Nescau e O Botic\u00e1rio tamb\u00e9m decidiram apoiar o <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/06\/07\/deportes\/1559859959_673773.html\">movimento<\/a> e passaram a contratar jogadoras para os comerciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da repercuss\u00e3o e de muitas campanhas feitas, seja pelo marketing das empresas, seja pela cobran\u00e7a do p\u00fablico e das atletas, um ponto importante n\u00e3o mudou: a diferen\u00e7a da premia\u00e7\u00e3o paga pela FIFA \u00e0 sele\u00e7\u00e3o vencedora do torneio masculino em compara\u00e7\u00e3o ao feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Copa do Mundo masculina, realizada na R\u00fassia em 2018, a equipe francesa -vencedora da edi\u00e7\u00e3o- recebeu 38 milh\u00f5es de d\u00f3lares como premia\u00e7\u00e3o. O repasse total da FIFA para as 32 equipes participantes foi de US$ 400 milh\u00f5es. J\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o feminina da competi\u00e7\u00e3o, a FIFA designou apenas US$ 30 milh\u00f5es, que foi dividido entre 24 sele\u00e7\u00f5es. Sendo assim,<a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/esporte\/futebol\/colunas\/marcel-rizzo\/2020\/09\/03\/cbf-iguala-diaria-e-premiacao-mas-em-copas-mulheres-ainda-ganharao-menos.htm\"> o valor total da competi\u00e7\u00e3o pago pela Federa\u00e7\u00e3o foi menor do que o pr\u00eamio da sele\u00e7\u00e3o francesa.<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A luta pela equidade salarial na modalidade fez com que o futebol de mulheres enfrentasse um novo momento na sua hist\u00f3ria. A norueguesa Ada Hegerberg, vencedora da Bola de Ouro na \u00e9poca do torneio, iniciou os protestos e comunicou que n\u00e3o iria participar do mundial. A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s a jogadora afirmar que n\u00e3o iria participar da Copa do Mundo se as condi\u00e7\u00f5es fornecidas pelo pa\u00eds \u00e0 categoria n\u00e3o mudassem e fossem equivalentes \u00e0 estrutura dada ao futebol masculino. Ela se referia n\u00e3o s\u00f3 aos pagamentos igualit\u00e1rios, mas \u00e0 infraestrutura dos clubes, como os alojamentos, por exemplo. Ap\u00f3s o protesto, a federa\u00e7\u00e3o norueguesa de futebol e o sindicato de jogadores<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/05\/05\/deportes\/1557076659_525520.html\"> anunciaram um acordo de pagamentos iguais entre homens e mulheres.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O coro de Ada foi entoado pela rainha Marta <a href=\"https:\/\/twitter.com\/dibradoras\/status\/1271859033281114112\">-que utilizou uma chuteira preta e sem patroc\u00ednios<\/a> em apoio \u00e0 campanha Go Equal, que luta pela igualdade de g\u00eanero- por toda uma sele\u00e7\u00e3o:<a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/graphics\/2019\/sports\/soccer\/usa-women-world-cup-history\/\"> a dos Estados Unidos<\/a>. Durante toda a competi\u00e7\u00e3o, as jogadoras da equipe cobraram das federa\u00e7\u00f5es a igualdade entre as categorias. Megan Rapinoe, ativista dentro e fora dos campos, tornou-se uma das <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/01\/deportes\/1562009052_678507.html#?rel=listaapoyo\">principais representantes na luta pelos direitos das atletas do pa\u00eds.<\/a> Inclusive, Rapinoe foi uma das atletas (entre elas Hope Solo e <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/06\/06\/deportes\/1559830139_243935.html#?rel=listaapoyo\">Alex Morgan<\/a>) que coordenou o processo movido pelas jogadoras contra a federa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds por discrimina\u00e7\u00e3o entre as categorias masculina e feminina. No dia 22 de fevereiro de 2022, a Federa\u00e7\u00e3o Americana de Futebol (US Soccer) anunciou a determina\u00e7\u00e3o do pagamento igualit\u00e1rio para a sele\u00e7\u00e3o feminina e masculina, al\u00e9m do que seria considerado uma <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/esporte\/colunas\/lei-em-campo\/2022\/02\/23\/em-decisao-historica-futebol-dos-eua-iguala-pagamento-a-homens-e-mulheres.htm\">retrata\u00e7\u00e3o -no valor de US$ 24 milh\u00f5es- pelos anos de desigualdade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pr\u00f3pria Copa do Mundo de 2019, Megan rebateu as cr\u00edticas feitas pelo ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reclamou dos protestos da jogadora durante o hino do pa\u00eds. Trump afirmou que era \u201cinapropriado\u201d e que a jogadora deveria \u201cganhar antes da falar\u201d. O resultado foi mais que certeiro: a sele\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos venceu a Copa do Mundo Feminina da Fran\u00e7a e concretizou o t\u00edtulo de<a href=\"https:\/\/www.campeonatobrasileiro.com.br\/noticia\/maiores-vencedoras-da-copa-do-mundo-de-futebol-feminino\"> sele\u00e7\u00e3o com mais vit\u00f3rias em um mundial de mulheres. <\/a>A for\u00e7a do ativismo das norte-americanas foi t\u00e3o forte que na cerim\u00f4nia de encerramento do torneio, quando a equipe se preparava para receber o t\u00edtulo de campe\u00e3 mundial, a multid\u00e3o que assistiu \u00e0 partida entoou, em uma s\u00f3 voz, duas palavras que n\u00e3o sa\u00edram da mente de cada participante daquela edi\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/08\/deportes\/1562571348_259519.html\">\u201c<em>Equal Pay<\/em>\u201d (sal\u00e1rios iguais). <em>\u00a0<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As sementes plantadas na Copa do Mundo Feminina da Fran\u00e7a trouxeram frutos durante e ap\u00f3s a competi\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o protesto hist\u00f3rico de Marta, a CBF anunciou, em 2020, que os atletas da sele\u00e7\u00e3o masculina e feminina\u00a0 <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/esportes\/2020-09-03\/cbf-anuncia-igualdade-de-pagamento-de-diarias-para-as-selecoes-de-marta-e-neymar.html\">receber\u00e3o o mesmo valor em di\u00e1rias e premia\u00e7\u00f5es<\/a>. Contudo, infelizmente, o valor repassado nas premia\u00e7\u00f5es da<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/esportes\/2020-09-03\/selecao-comeca-a-reparar-descaso-historico-com-futebol-feminino.html\"> Copa do Mundo seguem desiguais. <\/a>Apesar da discrep\u00e2ncia persistir fora dos gramados, \u00e9 ineg\u00e1vel as conquistas de cada uma dessas mulheres citadas e de tantas outras que n\u00e3o foram mencionadas. A luta pelo futebol feminino seguir\u00e1 e far\u00e1 parte de cada um de n\u00f3s que ama o futebol. <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/um-ano-apos-a-copa-do-mundo-da-franca\/#:~:text=Com%20recordes%20de%20p%C3%BAblicos%20e,Resultado%3A%201%20bilh%C3%A3o%20de%20telespectadores.\">As mudan\u00e7as seguem lentas<\/a>, mas essenciais para que o amor pelo esporte sobreviva em cada menina, que sonha em ser atleta, e em cada mulher, que sonha em ver a igualdade de g\u00eanero em todos os espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"538\" src=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image3-1024x538.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18341\" srcset=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image3-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image3-980x515.jpg 980w, https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/image3-480x252.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption>Sele\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos comemora vit\u00f3ria da Copa do Mundo da Fran\u00e7a, em 2019 | Foto: Francisco Seco \/ Associated Press<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1988, o primeiro campeonato mundial de futebol feminino foi anunciado pela Fifa. Ao contr\u00e1rio do que o notici\u00e1rio e o pr\u00f3prio presidente da Federa\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Havelange, vinham divulgando, a competi\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter experimental aconteceu na China, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de 12 pa\u00edses: Brasil, Estados Unidos, Canad\u00e1, Costa do Marfim, Austr\u00e1lia, Jap\u00e3o, Tail\u00e2ndia, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18340,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"off","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-18333","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18333"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18367,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18333\/revisions\/18367"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/futebol-feminino\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}