Tempo de viver

Saído do subúrbio de Salvador, Marcelo Ramos se tornou um dos maiores atacantes da década de 90. Em conversa por telefone com a Febre, ele falou sobre as dificuldades que sua família enfrentou, seu início no futebol, o peso de substituir o Fenômeno Ronaldo e muitos outros temas.

Dizem que a gratidão é um sentimento essencial para a felicidade. Um gesto de empatia e humildade, que ajuda a reconhecer o valor das pequenas coisas – das grandes, também – e é demonstrável de inúmeras maneiras. Marcelo Ramos provavelmente conhece quase todas. Conversar com o ex-atacante de Bahia, Cruzeiro, Corinthians e Santa Cruz é ver a expressão do orgulho de um homem realizado, que entrou na história das camisas que vestiu e tem consciência plena disso. Que mantém a certeza de que tudo foi possível graças ao seu talento, mas também à confiança dos que lhe deram oportunidade.

Toda essa gratidão que Marcelo sente é muito fácil de explicar. “Tenho essa consciência de que estou entre os maiores atacantes da década de 90”, crava. Não é falta de humildade: foram 128 gols com a camisa do Tricolor baiano, do qual ele se tornou o 6º maior artilheiro em todos os tempos, e 162 gols pela Raposa mineira, que o colocam como 5º maior goleador da história do clube. Um currículo invejável, com quase 500 tentos marcados em toda a carreira. Muitos decisivos, como os que fizeram dele o “carrasco dos Ba-Vis”, ou os que deram ao Cruzeiro o título da Copa do Brasil de 1996 sobre o Palmeiras. Quase todos, arrebatadores, que serviram para colocar o centroavante no coração de três das maiores torcidas do país.

O tamanho dos feitos do ex-atacante é proporcional ao dos desafios que ele teve que enfrentar para chegar onde chegou. Primeiro, por sair de uma família humilde, com quem ele vivia na ladeira de São Roque, em Vasco da Gama, região central de Salvador. Eram quatro irmãos e apenas um provedor. “Minha mãe era dona de casa e meu pai sempre trabalhou e nunca deixou faltar nada dentro de casa, mas sempre vivemos com muita dificuldade. Eu e meus irmãos todos estudamos”, lembra.

 

A matéria completa com Marcelo Ramos e todo o conteúdo de “Marcados pela bola”, a primeira edição da Revista Febre, estão disponíveis para download aqui.

 

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