O UNDERGROUND QUE CURTIMOS, MAS NÃO CONHECEMOS

É difícil a compreensão do gênero underground para os que se intitulam como não adeptos. Consumimos tudo o que a mídia nos expõe e caracterizamos os nossos gostos a partir dessa comercialização. Sabemos bem identificar os estilos das “top parade” das rádios. Até o que não curtimos, passamos a aceitar como boa música, devido à insistência da sua divulgação. Já o que não possui apelo comercial, passa despercebido. Ouvimos o rock underground, cantamos suas músicas, vamos a shows, mas ao sermos perguntados se ouvimos este gênero, a primeira resposta que vamos obtiver é o “não”.

Este gênero vai além de um estilo musical, ele agrega vários tipos de sonoridades do rock, que atrai a todos os públicos. A diferença na sua distinção parte do seu principio: a música underground não possui nenhum recurso comercial. Desde o seu surgimento, ela conquistou um grande público, sem obtiver nenhum apelo nos veículos de comunicação e publicidade de massa. São incorporadas as bandas iniciantes, todos os gêneros de música e  toda a concepção de criação.

teles

José Teles

 

Segundo José Teles, jornalista e crítico de música, as novas bandas se inspiram muito nos grupos udigrudis (forma aportuguesada do underground) no anos 60 e 70, mas sem manter o espírito da época, que era ir na contramão do mainstream. “Com muita liberdade na criação, mas liberdade relativa, em muitos casos, já que uma Janis joplin, por exemplo, era contratada de uma grande gravadora. Aqui no Recife, o movimento foi bem mais livre, porque não havia a obrigação de vender. Os discos eram independentes, e os caras gravavam o que vinha à cabeça, geralmente de cabeça feita.”, explicou o jornalista.

 

Para ele, havia a  subversão estética na produção e muito mais radicalidade do que os tropicalistas na época, por exemplo, que na sua concepção não eram underground em nada. Utilizavam recursos midiáticos e possuíam programas de TV.  Teles acrescenta que foi isto que tornou o estilo tão importante, “Isto é que torna este (quase) movimento importante, talvez o mais importante do país na época. Em plena ditadura, jovens músicos criavam música lisérgica, livre, criativa, que passava na censura, porque os censores certamente não tinham a menor ideia do que fosse Satwa, ou Paêbiru, e nem acreditavam que um bando de malucos daqueles pertencesse a grupos subversivos”.

 

O underground não precisou de artifícios para agradar as pessoas e atraí-las. O seu próprio som alcançou milhares de adeptos. O gênero não precisa ir atrás do público, o público vai atrás do gênero. E a partir desse principio, o próprio comércio musical também passou a ir atrás do estilo. Porém, essa busca para comercializar só é feita quando a banda alcança o sucesso. E como o underground por si próprio possui a sua linha de chegar até o público, a abertura para os espaços comerciais  e oportunidades são muito fechadas.

É preciso fazer muito por si e mesmo quando alcançado o público fiel, fica a critério da iniciativa das gravadores, produtores e empresários musicais. Os profissionais do comércio musical entendem que não é preciso investir nessas bandas para que as pessoas passem a consumi-la, elas já consomem sem ao menos ter divulgação.

O publico está presente nas casas de shows e bares underground, compram CDs amadores sem, no entanto, ter divulgação. Assim, o próprio consumidor underground dita a prática do comércio. E as bandas por sua vez precisam chegar a algo mais profissional para sobrevivência e ascensão.

 

A GENERALIDADE DO SOM UNDERGROUND

A música underground é mais que um gênero musical, ela é aplicada a vários temos, às bandas de rock iniciantes, às bandas que não fazem parte do “mainstream musical”, como a diversos movimentos da música, que possuindo vários estilos distintos fazem parte da mesma categoria: o underground.

Dentro desse universo fazem parte mais de 20 categorias: o Heavy Metal, Punk Rock, Hard Rock, Progressive Rock, Thrash Metal, Gothic Rock, Doom Metal, Death Metal, Black Metal, Pagan Metal, Viking Metal, Folk Metal, Dark Metal, Ambient, Nwobhm, Classic Rock, Hardcore, Metalcore, Psychoabilly, Indie Rock, Grunge. Conheça alguns deles!

 

HEAVY METAL| Estilo de som grosso e maciço. Apresenta um altas distorções amplificadas, prolongados solos de guitarra e acentuações intencionais. A morte e o sexo são temas muito abordados nas letras do estilo. Sub-gêneros do Heavy Metal: Glam Metal, Thrash Metal, Death metal, Black Metal.

 

IRON MAIDEN|

METALLICA|

 

PUNK ROCK| As música do estilo não passam de três acordes, em sua maioria. Possuem um gênero mais simples com sons rápidos e ruidosos. Ideais políticos e problemas sociais são os principais temas abordados. Sub-gêneros do Punk Rock: Hardcore, New Wave, Pop Punk, Streetpunk, Anarco Punk, Raw Punk, Pós-Punk, Skate Punk, Grunge, Crust Punk, Cow Punk, Folk Punk, Horror Punk, Psychobilly, Ska Punk.

CHARLIE BROWN JR.|

RAMONES|

 

HARDCORE| O sub-gênero é caracterizado por levar o som do punk rock a um nível mais extremo. As canções são ainda mais rápidas, com acordes mais básicos e mais extremos.

SHEIK TOSADO|

DEVOTOS DO ÓDIO|

RAIMUNDOS|

 

NEW WAVE| É o sub-gênero mais suave do punk rock e o estilo mais comercial. Trata de temas mais bobos e alegres.

IRA!|

KID ABELHA|

A-HA|

 

POP PUNK| A sonoridade deste sub-gênero do punk rock é marcada pela batida mais leve do que a original, contrabaixo com arranjo independente e guitarras em harmonia, com direito a solos curtos. É um gênero muito polêmico e trouxe o ressurgimento do punk rock nos anos 90.

GREEN DAY|

DEAD FISH|

 

HARD ROCK | O gênero tem suas origens no rock de garagem e no psicodélico. Contém sonoridade mais pesada do que o rock convencional. Sua música é composta pela bateria, baixo e guitarra, podendo ter arranjos de piano ou teclado.

LOBÃO|

CACHORRO GRANDE|

 

THRASH METAL| É um sub-gênero do Heavy Metal. Seu som é muito agressivo. A bateria é utilizada de forma rápida e os solos de guitarra são imprescindíveis. A morte é um tema muito presente nas composições.

SEPULTURA|

RATOS DE PORÃO|

 

 

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