{"id":260,"date":"2021-11-27T22:25:28","date_gmt":"2021-11-28T01:25:28","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/?post_type=project&#038;p=260"},"modified":"2021-11-30T20:42:43","modified_gmt":"2021-11-30T23:42:43","slug":"renata-pinheiro","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/renata-pinheiro\/","title":{"rendered":"Renata Pinheiro"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/renata-topo.jpg&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;5vh||5vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; title_font_size=&#8221;24px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221;][\/et_pb_post_title][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;40px&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; width=&#8221;70%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; text_font=&#8221;|700|||||||&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]\u201c UM AMADURECIMENTO DE QUEM EU SOU E DO LUGAR QUE EU OCUPO, INCLUSIVE COMO MULHER, COMO PERNAMBUCANA, NO MUNDO E NO CINEMA\u201d[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p><strong><em>Como foi o come\u00e7o da sua carreira? O cinema sempre foi uma vontade na sua vida?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; O cinema surgiu atrav\u00e9s das artes pl\u00e1sticas, porque eu era estudante de artes visuais na UFPE e fui contemplada com uma bolsa para uma universidade da Inglaterra, per\u00edodo em que comecei a fazer videoarte, era segunda metade dos anos 1990. Comecei a fazer videoarte e fazia parte das minhas exposi\u00e7\u00f5es, das instala\u00e7\u00f5es etc., at\u00e9 tinha um amigo muito pr\u00f3ximo na \u00e9poca, artista pl\u00e1stico, ele dizia que o que eu fazia de videoarte parecia mais com o cinema, porque tinha uma narrativa por tr\u00e1s, mais do que uma coisa mais abstrata, que \u00e9 a arte contempor\u00e2nea. A cidade era um contexto diferente naquele momento, convivia muito com cineastas, meu irm\u00e3o foi produtor do <em>Baile Perfumado<\/em>, aluguei o meu ateli\u00ea para efeitos especiais que fizeram pro <em>Baile Perfumado<\/em>, ent\u00e3o era j\u00e1 muito pr\u00f3xima ali e naturalmente fui migrando para dire\u00e7\u00e3o de arte, n\u00e3o sabia como era muito bem dire\u00e7\u00e3o de arte, n\u00e3o tinha essa experi\u00eancia profissional. Mas acho que eu entrei num mundo mais profissional do cinema, no <em>Texas Hotel<\/em>, de Cl\u00e1udio Assis, que tinha equipe de Walter Carvalho, um renomado fot\u00f3grafo e tal e um equipamento gigante, fui entender melhor o que era a hierarquia do cinema e como era que funcionava tudo ali dentro. Mas a minha cria\u00e7\u00e3o mesmo, a minha cria\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s minhas obras cinematogr\u00e1ficas, elas v\u00eam muito desse referencial que tenho de artes visuais mesmo, foi assim que eu entrei. E tamb\u00e9m gra\u00e7as a uma retomada do cinema brasileiro, naquele per\u00edodo ali, que o <em>Baile Perfumado<\/em> simboliza muito essa retomada do cinema brasileiro, que naquela \u00e9poca tinha sido extinto, por pol\u00edticas p\u00fablicas, eu estava nesse lugar que estava acontecendo, que estava come\u00e7ando a acontecer. Mas no cinema mesmo,\u00a0 [o primeiro] que eu filmei foi o <em>Superbarroco<\/em>, em 2008, a\u00ed entrou em Cannes em 2009, o primeiro curta, ent\u00e3o foi bem legal pra mim, foi um bom come\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Nesse come\u00e7o de carreira voc\u00ea sentiu alguma barreira ou limitador por ser mulher?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; Convivia com o machismo diariamente nessas equipes, com <em>brincadeirinhas <\/em>depreciativas. Mas tenho uma personalidade que conseguia me impor bem fortemente ali naquele mundo, n\u00e3o dava muita brecha n\u00e3o, n\u00e3o me deixava abater por essas brincadeirinhas, essa de falar como se fosse assim \u201cessa menina\u201d ou \u201chaha olha como \u00e9 engra\u00e7ado o jeito que ela trabalha\u201d ou \u201colha aquilo ou aquilo outro\u201d, \u00e9 uma tentativa de tentar achar que voc\u00ea est\u00e1 ali e \u00e9 menor dentro daquela estrutura, entende? Mas a\u00ed a gente vai levando, estava ali entendendo como um trabalho muito meu, me apoderei do trabalho, n\u00e3o estava me sentindo trabalhando para outras pessoas, sempre me apoderei muito e a\u00ed fazia daquilo parte da minha obra. Ent\u00e3o voc\u00ea passa por cima, mas \u00e9 um mundo bem dif\u00edcil. Agora eu acho que melhora um pouco, acho que as mulheres est\u00e3o ocupando cargos que normalmente n\u00e3o eram muito ocupados pelas mulheres em equipe; ent\u00e3o, naquela \u00e9poca era bem mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Diante dos seus quase 15 anos de carreira, o que voc\u00ea considera a maior dificuldade da profiss\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; Olha, fa\u00e7o cinema autoral e \u00e9 considerado assim: existem dois mundos de cinema no Brasil, um mundo que \u00e9 do cinema autoral e um mundo que \u00e9 do cinema comercial. E as pessoas n\u00e3o veem as obras um do outro, falo por mim mesmo, tem muito filme que fez sucesso no Brasil de bilheteria, que n\u00e3o conhe\u00e7o. Mas o que \u00e9 que acontece? A gente cai agora num momento que a Ancine est\u00e1 sendo desmontada e, como fa\u00e7o cinema independente e tenho uma produtora, que \u00e9 exatamente para poder fazer o cinema que acredito, a gente agora cai numa realidade muito dura, porque de onde \u00e9 que vem o dinheiro agora? Dos <em>streamings<\/em> e dessas companhias muito grandes que n\u00e3o sentem tanta confian\u00e7a em dar verbas para pequenas produtoras e, de alguma forma, n\u00e3o t\u00e3o preparadas para apoiar um cinema mais autoral, uma vez que eles realmente visam audi\u00eancia, p\u00fablico, quantidade de p\u00fablico. Particularmente, estou sendo muito requisitada, est\u00e3o me abrindo muitas portas depois do Carro Rei, e tamb\u00e9m do conjunto de obras que j\u00e1 tenho. Neste momento estou recebendo muitos convites para dirigir s\u00e9ries, estou aqui no Rio [de Janeiro] dirigindo uma s\u00e9rie, ent\u00e3o me sinto num momento de privil\u00e9gio, porque est\u00e1 rolando trabalho para mim, mas n\u00e3o \u00e9 exatamente aquela obra autoral por enquanto, sabe? A maior dificuldade \u00e9 conseguir convencer os financiadores para voc\u00ea produzir sua obra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>N\u00e3o tem como falar com voc\u00ea hoje sem falar de <\/em>Carro Rei<em>, n\u00e9? (risos) Como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o desse filme? Voc\u00ea imaginava a repercuss\u00e3o que teve?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; N\u00e3o sabia como \u00e9 que ia ser, n\u00e9? <em>Carro Rei<\/em> nasce de uma ideia bem ousada, que \u00e9 dos carros dominarem as cidades e falarem, ousada no sentido de voc\u00ea fazer <em>live action <\/em>disso com a pouca grana do cinema autoral, porque isso n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil pra Hollywood, na verdade, mas em se tratando de cinema autoral, \u00e9 ousadia. Ent\u00e3o, o primeiro passo \u00e9: como conseguir recurso para esse filme. J\u00e1 foi uma longa estrada, um filme que nasce em 2014 (acredito) que vai se realizar em 2019, a filmagem. <em>Carro Rei<\/em> \u00e9 um filme que trata de quest\u00f5es bem profundas, amplas e universais, mas tem um gosto bem nordestino e um humor bem nordestino. N\u00e3o sabia muito bem como ia ser a repercuss\u00e3o, mas fico pensando que as pessoas est\u00e3o um pouco cansadas da f\u00f3rmula feita, pronta, e por isso n\u00e3o entendo muito o mercado, porque ao mesmo tempo que eles querem coisas decodificadas, iguais. O <em>Carro Rei<\/em> est\u00e1 fora da curva, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, como no mundo e todos os textos falam disso, um filme muito original e d\u00e1 uma vontade nas pessoas de escreverem sobre ele, a gente nem sabe contabilizar quantas cr\u00edticas j\u00e1 sa\u00edram sobre o filme, as pessoas gostam e querem escrever sobre a obra. Est\u00e1 circulando em festivais internacionais, hoje mesmo eu tenho uma entrevista pra um festival important\u00edssimo nos Estados Unidos, vai ser distribu\u00eddo nos Estados Unidos e a gente ganhou Gramado, n\u00e9? E o <em>Fantasy<\/em> (<em>Festival Internacional de Cinema Fant\u00e1stico<\/em>) tamb\u00e9m, brasileiro, inclusive a maior honra ter recebido o pr\u00eamio do p\u00fablico. Sempre fiquei um pouco frustrada com os meus filmes, porque, claro, a gente faz e quer mais, quer mais aceita\u00e7\u00e3o, quer mais cr\u00edticas positivas, quer mais isso e aquilo outro, e eu desconfio que \u00e9 uma nordestina, ent\u00e3o n\u00e3o circula muito, agora tenho circulado mais, tamb\u00e9m n\u00e3o tenho tantos amigos, porque tem isso: dizem que quem tem muitos amigos n\u00e3o faz filme ruim. O <em>Amor, Pl\u00e1stico e Barulho<\/em>, por exemplo, \u00e9 um filme que at\u00e9 hoje \u00e9 muito visto, at\u00e9 hoje \u00e9 convidado para mostras, a gente ganhou tr\u00eas pr\u00eamios e eu vou dizer uma coisa: queria mais (risos). Mas a gente vai levando, ent\u00e3o acho que estava acostumada a ficar ali na terceira coloca\u00e7\u00e3o da coisa e ele \u00e9 fruto meio disso, de um amadurecimento meu e de um amadurecimento de quem eu sou e do lugar que eu ocupo, inclusive como mulher, como pernambucana, no mundo e no cinema brasileiro e no cinema mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Voc\u00ea comentou sobre <\/em>Amor, Pl\u00e1stico e Barulho<em> e uma coisa que eu queria te perguntar sobre ele tem muito a ver com pertencimento. Foi intencional colocar Pernambuco ali ou acabou sendo uma consequ\u00eancia?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; O <em>Amor, Pl\u00e1stico e Barulho<\/em> \u00e9 um filme que nasce dessa minha paix\u00e3o pela m\u00fasica brega, feita em Pernambuco e no Par\u00e1. Comecei a frequentar esses lugares e conversar com as artistas, teve uma conversa que eu tive com as artistas num show em Fortaleza que a\u00ed foi definitivo: \u201ceu quero realmente fazer um filme sobre essas mulheres\u201d. Mas o momento mais feliz para mim, emocionante, foi mostrar esse filme no cineclube da Penitenci\u00e1ria do Bom Pastor, que \u00e9 feminina. As mulheres l\u00e1 \u2013 \u00e9 um lugar muito prec\u00e1rio, sujo, foda cara \u2013 gritavam \u201cali, eu j\u00e1 fui ali\u201d, \u201colha n\u00e3o sei o qu\u00ea\u201d, elas estavam sem ver a cidade h\u00e1 muito tempo, foi emocionante como elas se identificaram com o filme. E eu olhava para elas e pensava: quantas dessas mulheres aqui \u2013 tudo bem elas s\u00e3o fora da lei \u2013, o quanto que elas s\u00e3o hero\u00ednas dessa vida foda, o quanto que admiro essas mulheres ali na plateia, assistindo aquele filme e se identificando, foi realmente emocionante. E outra coisa que eu descobri depois de fazer o filme foi que, apesar de n\u00e3o ser a primeira gera\u00e7\u00e3o de cineastas pernambucanas, fui a primeira mulher a fazer um longa metragem de fic\u00e7\u00e3o. Isso foi bem surpreendente para mim e tamb\u00e9m, de alguma forma, coloca esse filme em algum lugar de um marco, porque ele \u00e9 um filme sobre mulheres, ele \u00e9 um filme feminista no momento que a gente tamb\u00e9m n\u00e3o estava discutindo tanto o feminismo, como sou mulher, naturalmente, era o meu lugar de fala tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Em entrevista para a revista <\/em>Continente<em>, Matheus Nachtergaele falou que um dos defeitos de que o cinema pernambucano pode ser acusado \u00e9 de um leve machismo, mas deu a entender que voc\u00ea tem o jogo de cintura ideal para driblar isso, como funciona na pr\u00e1tica?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; Olha, j\u00e1 estou meio cascuda, ent\u00e3o me protejo, n\u00e9? Gosto de participar de concursos p\u00fablicos onde a gente saiba que tem mulheres ali julgando o seu projeto, isso \u00e9 super importante. E n\u00e3o s\u00f3 como mulher, que tenha tamb\u00e9m uma representatividade de ra\u00e7as, de etnias, de g\u00eanero tamb\u00e9m, j\u00e1 h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o p\u00fablica interessante em rela\u00e7\u00e3o a isso. Ent\u00e3o j\u00e1 sinto que se eu n\u00e3o ganhar n\u00e3o tem problema, porque a coisa est\u00e1 armada de uma maneira mais justa, independente dessa quest\u00e3o de ser mulher. N\u00e3o \u00e9 que as mulheres t\u00eam que ganhar tudo, mas \u00e9 que quem est\u00e1 no julgamento analisando tem que ter a representatividade da mulher l\u00e1 dentro, mesmo que o melhor projeto seja do homem, sei que eu fui julgada por mulheres que t\u00eam o mesmo lugar de fala meu, ent\u00e3o eu sinto que est\u00e1 sendo feita alguma justi\u00e7a social e art\u00edstica ali dentro. E acho que [as cineastas mulheres] est\u00e3o botando para quebrar, tem muita coisa boa experimental, essa coisa da coragem da gente de querer buscar o nosso caminho, tenho visto muita coisa legal, tem muita coisa pra acontecer ainda que vai quebrar os paradigmas tamb\u00e9m, muito positivo mesmo este momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Outro ponto crucial nesses dois \u00faltimos anos foi a pandemia, como foi trabalhar nessas condi\u00e7\u00f5es?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Pinheiro<\/strong> &#8211; Bem dif\u00edcil, comecei a montar e tive que parar por meses, porque n\u00e3o dava pra ficar recebendo a montagem de longe. Conseguimos nos unir novamente com todo o cuidado, com o meu montador, e precisei ainda filmar tr\u00eas di\u00e1rias em Caruaru [para o filme <em>Carro Rei<\/em>]. A gente fez e foi bem caro, porque a gente realmente seguiu todas as normas sanit\u00e1rias poss\u00edveis, mas era bem importante para gente fechar a montagem. Essas tr\u00eas di\u00e1rias, a gente conseguiu fazer gra\u00e7as \u00e0 equipe t\u00e3o maravilhosa, eu, S\u00e9rgio Oliveira e Roberta Garcia tamb\u00e9m, mais uma rede de apoio de profissionais incr\u00edveis, pernambucanos, com quem a gente trabalha, como Dedete Parente. Tem tanta gente que \u00e9 a nossa for\u00e7a, est\u00e1 tudo l\u00e1 nos cr\u00e9ditos do filme; todo mundo que a gente ama demais e esse filme foi realmente um prazer para todo mundo. A gente conseguiu, uma equipe bem pequenininha, ficamos todos num lugar s\u00f3, numa fazenda separada da cidade, foi um exerc\u00edcio muito legal criativo, porque numa fazenda consegui fazer diversos lugares, a casa virou hospital, o jardim dessa fazenda virou o p\u00e1tio da universidade, a gente fez tanta coisa num lugar s\u00f3 que \u00e9 incr\u00edvel, quando a gente tem poucos recursos, a gente tamb\u00e9m d\u00e1 conta, a gente usa toda a nossa capacidade criativa para conseguir resolver quest\u00f5es ali com muito pouco. Ent\u00e3o a pandemia serviu para gente entender que \u00e9 poss\u00edvel fazer com o que a gente tiver na m\u00e3o, mas foi tudo mais complicadinho pra gente conseguir, foi muito estressante, eu at\u00e9 adoeci, era essa tens\u00e3o de estar passando por um processo que eu desconhecia de finaliza\u00e7\u00e3o, sem estar sobre o controle presencial de tudo.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22background_color%22%93}&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;|600|||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; custom_margin=&#8221;30px|30px|40px|30px|false|true&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>A recifense Renata Pinheiro, formada em Artes Pl\u00e1sticas pela UFPE, \u00e9 uma das propriet\u00e1rias da produtora Aroma Filmes e tem o t\u00edtulo de primeira cineasta pernambucana a realizar um longa-metragem de fic\u00e7\u00e3o. Antes de atuar como diretora, sua habilidade com as artes pl\u00e1sticas se revelou em trabalhos como diretora de arte em filmes como <em>Tatuagem <\/em>e <em>Febre do Rato<\/em>. Renata j\u00e1 soma diversos pr\u00eamios, inclusive, o mais recente, de melhor filme no Festival de Gramado, com <em>Carro Rei<\/em>. Al\u00e9m deste, ela tamb\u00e9m dirigiu <em>Amor, Pl\u00e1stico e Barulho<\/em>, <em>SuperBarroco <\/em>e <em>A\u00e7\u00facar<\/em>. Em setembro de 2021, conversamos atrav\u00e9s do Google Meet, sobre o cinema pernambucano, suas cria\u00e7\u00f5es, o machismo no audiovisual e os desafios de produzir um trabalho em plena pandemia.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/fotonoticia_20141117094345_420.jpg&#8221; title_text=&#8221;Renata Pinhero&#8221; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_padding=&#8221;|10px|||false|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: NovoCine<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;2560px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][et_pb_post_nav _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221;][\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c UM AMADURECIMENTO DE QUEM EU SOU E DO LUGAR QUE EU OCUPO, INCLUSIVE COMO MULHER, COMO PERNAMBUCANA, NO MUNDO E NO CINEMA\u201dComo foi o come\u00e7o da sua carreira? 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