{"id":257,"date":"2021-11-27T22:24:55","date_gmt":"2021-11-28T01:24:55","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/?post_type=project&#038;p=257"},"modified":"2021-11-28T00:18:12","modified_gmt":"2021-11-28T03:18:12","slug":"nara-normande","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/nara-normande\/","title":{"rendered":"Nara Normande"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/nara-topo.jpg&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; title_text=&#8221;nara-topo&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;5vh||5vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; title_font_size=&#8221;24px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][\/et_pb_post_title][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;40px&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; width=&#8221;70%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; text_font=&#8221;|700|||||||&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>\u201cFAZ PARTE, SIM, DO MEU TRABALHO ME POSICIONAR POLITICAMENTE, N\u00c3O TEM COMO DISSOCIAR MINHA FIGURA CINEASTA DA POL\u00cdTICA\u201d<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p><strong><em>Como o cinema surgiu na sua vida? Voc\u00ea sempre soube que queria seguir essa \u00e1rea?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Eu tinha em casa uma influ\u00eancia do meu pai, ele \u00e9 cin\u00e9filo e assistia muita coisa. Ent\u00e3o j\u00e1 tinha acesso a alguns filmes em casa, que j\u00e1 me interessavam e comecei a pesquisar. Da\u00ed surgiu um interesse por anima\u00e7\u00e3o, especificamente, e comecei a fazer coisinhas em v\u00eddeo e anima\u00e7\u00e3o, na pr\u00f3pria escola mesmo e a\u00ed fui caminhando naturalmente pra o cinema. Cursei Jornalismo e dentro dele comecei a puxar j\u00e1 pro cinema, meu TCC foi um pouco a\u00ed e, quando tinha a oportunidade, fazia trabalhos com v\u00eddeo. Foi assim que resolvi escrever meu primeiro filme, um pouco na doidera, no primeiro edital do Funcultura. Como eu n\u00e3o tinha curr\u00edculo, fiquei assim \u201ccomo \u00e9 que eu vou passar?\u201d Comecei a chamar um monte de gente, que eu conheci porque eu frequentei cinema e essa \u00e1rea cultural do Recife. E montei uma equipe bem experiente pro filme e consegui aprovar. E foi isso, aprovei <em>O dia estrelado<\/em> e comecei a aprender fazendo. Falo que meu primeiro filme foi muito a minha faculdade, foi um processo lento de aprendizagem mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Voc\u00ea j\u00e1 sentiu alguma dificuldade por ser mulher no meio do audiovisual?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Pois \u00e9, tive. Na real, n\u00e3o tinham muitas mulheres fazendo na \u00e9poca e n\u00e3o tinha essa consci\u00eancia que eu era uma mulher e diretora, a gente demorou a ter essa consci\u00eancia das diferen\u00e7as e das dificuldades. Acho que essa consci\u00eancia veio quando se come\u00e7ou a discutir mais isso, acho que foi em 2015, talvez, que come\u00e7ou a se falar mais. E a\u00ed eu j\u00e1 tinha lan\u00e7ado o <em>Sem Cora\u00e7\u00e3o<\/em>, at\u00e9 na filmagem, em 2013, eu n\u00e3o tinha tanta consci\u00eancia assim do meu papel como diretora, e algumas dificuldades que eu enfrentava com isso. Uma das coisas que \u00e9 mais comum \u00e9 a inseguran\u00e7a, a gente sempre acha \u201cser\u00e1 que eu sei?\u201d, &#8220;ser\u00e1 que eu t\u00f4 fazendo certo?\u201d, \u201cser\u00e1 que \u00e9 legal?\u201d, sabe? E acho que em v\u00e1rios caras n\u00e3o tem tanto isso, v\u00e1rios primeiros diretores n\u00e3o sentem tanto isso, pelo que eu pude perceber, a inseguran\u00e7a das mulheres \u00e9 muito maior. E tamb\u00e9m no <em>set<\/em>, por exemplo: quando eu fiz o <em>Sem Cora\u00e7\u00e3o<\/em>, codirigi com o Ti\u00e3o e tive uma dificuldade ali de algumas pessoas da equipe, homens, irem buscar o Ti\u00e3o, principalmente, porque ele era o homem. E a\u00ed a gente conversou entre si, o Ti\u00e3o j\u00e1 tinha consci\u00eancia de que isso poderia acontecer, porque ele j\u00e1 tinha um pouco mais de experi\u00eancia e combinamos que quando algumas pessoas da equipe viessem s\u00f3 pra ele perguntar, ele iria esperar a minha resposta. Foi a\u00ed que comecei a falar e me impor mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Por falar no <\/em><\/strong><strong>Sem Cora\u00e7\u00e3o<em>, como foi o processo de criar o inc\u00f4modo presente na cena onde os meninos revezavam para ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com a personagem principal?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; \u00c9, ele fala de uma hist\u00f3ria que eu ouvi e me incomodou muito na \u00e9poca, \u00e9 baseada em fatos reais. A <em>Sem Cora\u00e7\u00e3o<\/em> existiu na praia em que eu nasci e vivi. A hist\u00f3ria da piscina acontecia mesmo, descobri depois \u2013 j\u00e1 que era muito jovem \u2013 e fui descobrindo aos poucos e isso me causou um certo inc\u00f4modo e v\u00e1rios questionamentos\u00a0 sobre como \u00e9 que a nossa sociedade \u00e9 formada. Que tipo de machismo \u00e9 esse? Ao mesmo tempo que tinha esse contrato de uma vontade de se aceitar, dela, e de tentar se incluir dentro da sociedade, ela sente inc\u00f4modo, mas talvez nem sempre ela desgoste, n\u00e3o \u00e9 uma cena de estupro que ela representa ali. Ent\u00e3o tem todos esses contrastes que s\u00e3o nuances mesmo, \u00e9 muito complexo e a gente tentou trabalhar no filme isso, esse sentimento que tive, que trazia j\u00e1 da inf\u00e2ncia. \u00c9 uma cena incomoda, s\u00e3o crian\u00e7as que est\u00e3o se descobrindo e se explorando ali, j\u00e1 reproduzindo um sistema. A gente teve muito cuidado em fazer isso, a gente teve muita conversa com as crian\u00e7as, teve psic\u00f3logo envolvido. E s\u00e3o coisas que acontecem realmente, a gente viajou bastante com o filme e v\u00e1rias pessoas falaram \u201ctem uma Sem Cora\u00e7\u00e3o no meu pa\u00eds\u201d. E \u00e9 isso, levantar essa quest\u00e3o: Que sociedade \u00e9 essa?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Em <\/em><\/strong><strong>Guaxuma<em>, deu para notar que o filme \u00e9 bem pessoal. Como foi usar a anima\u00e7\u00e3o para colocar tanta emo\u00e7\u00e3o no enredo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; A hist\u00f3ria em si j\u00e1 tem bastante emo\u00e7\u00e3o, por envolver uma amiga minha, uma perda. Tudo isso, com uma rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de mem\u00f3ria com a praia, j\u00e1 carrega uma emo\u00e7\u00e3o. Pra mim, a melhor forma de fazer isso era atrav\u00e9s dos bonecos, atrav\u00e9s dessa poesia, dessas met\u00e1foras, dessas coisas do mar, da areia, do vento e a\u00ed escolhi a areia como forma de representar, pela praia, pela coisa do tempo, al\u00e9m das t\u00e9cnicas que tamb\u00e9m que me ajudaram a criar certas emo\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, por exemplo, a parte que \u00e9 em <em>stop motion<\/em> na praia, uma cena que \u00e9 do abra\u00e7o que a gente v\u00ea fisicamente ali mesmo na praia, essa cena tinha que ser assim, porque eu acho que \u00e9 muito f\u00edsico, a gente est\u00e1 l\u00e1, s\u00f3 que a gente est\u00e1 com bonecos, e a gente v\u00ea o tempo passando e achei que funcionaria junto com a emo\u00e7\u00e3o que eu queria trazer. Quando falo que houve um acidente, que \u00e9 cena mais abstrata de sons, de areia colorida, eu trago uma mem\u00f3ria que eu filmei mesmo com a c\u00e2mera, que \u00e9 com a qualidade baixa, mas que \u00e9 uma mem\u00f3ria que eu queria inserir ali e trazer essa emo\u00e7\u00e3o do tipo do documental. Ent\u00e3o foi tudo muito estudado, muito pensado, \u00e9 dif\u00edcil saber se vai funcionar, porque eram t\u00e9cnicas muito distintas e at\u00e9 o \u00faltimo momento eu n\u00e3o sabia, \u00e9 um risco tamb\u00e9m, acho que \u00e9 importante sair dessa zona de conforto e tentar buscar o que a gente acha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Existe uma marca \u201cNara Normande\u201d, algo que a gente pode encontrar em todos os seus filmes?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; A partir do <em>Sem Cora\u00e7\u00e3o<\/em> comecei a entender um pouco esse lugar que eu queria, tenho esse cuidado de trabalhar bem a atmosfera dos meus filmes e eu sou muito detalhista tamb\u00e9m, tematicamente eu acho que a minha inf\u00e2ncia tem sido muito forte nos meus filmes. <em>Guaxuma<\/em> foi muito autobiogr\u00e1fico e entender que tipo de cinema que eu quero contar e\u00a0 que tipo de hist\u00f3ria que eu quero contar, \u00e9 o que est\u00e1 muito pr\u00f3ximo a mim e ao que vivi, ao que consigo sentir, ao que tenho mais propriedade pra falar. Outra coisa \u00e9 que gosto de experimentar, gosto de desafios diferentes, por mais que os filmes sejam muito diferentes entre si, acho que isso tamb\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica, mas acho que tem essa sensibilidade tem\u00e1tica, essa sensibilidade nos pequenos detalhes de cada frame. Tem uma poesia que gosto de trazer, atrav\u00e9s das met\u00e1foras e que vejo essa constru\u00e7\u00e3o que estou fazendo, mas eu ainda estou descobrindo que jeito \u00e9 esse, \u00e9 uma descoberta, n\u00e3o tem uma resposta certa pra essa pergunta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Para voc\u00ea, qual a import\u00e2ncia de festivais como o <\/em><\/strong><strong>Animage<em> para a cria\u00e7\u00e3o de cinema de anima\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Quando eu comecei a fazer o <em>Animage<\/em>, eu j\u00e1 como curadora, ia atr\u00e1s dos filmes, fazia uma pesquisa imensa e isso me ajudou muito na minha forma\u00e7\u00e3o. Dentro do cinema de anima\u00e7\u00e3o, quando voc\u00ea tem acesso \u00e0s linguagens, voc\u00ea abre um leque de possibilidades para o cinema em geral, porque s\u00e3o muitas formas de contar. E a\u00ed se eu te contar antes disso [do Animage], por exemplo, antes de ter qualquer festival de anima\u00e7\u00e3o l\u00e1 no Recife, em 2005\/2006, fui algumas vezes pro <em>Anima Mundi<\/em> e a\u00ed fui come\u00e7ando a ter mais interesse por anima\u00e7\u00e3o, comecei a encontrar tamb\u00e9m alguns animadores que j\u00e1 trabalhavam, e ver os filmes. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 essencial ter lugares que voc\u00ea possa se alimentar, formar o p\u00fablico, discutir, com um festival \u00e9 tudo mais acess\u00edvel. Ainda bem que o <em>Animage<\/em> est\u00e1 resistindo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>A gente escuta muito sobre a falta de investimento no cinema brasileiro, voc\u00ea enxerga esse como o maior desafio da profiss\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Sim, porque a gente teve um grande investimento no cinema com os outros governos, e o governo de Pernambuco tamb\u00e9m \u00e9 uma grande forma\u00e7\u00e3o, sem esse apoio n\u00e3o existiria essa efervesc\u00eancia. A quest\u00e3o \u00e9 que isso reduziu pela metade h\u00e1 alguns anos, em que voc\u00ea conseguia 1 milh\u00e3o e meio pra fazer um longa de baixo or\u00e7amento, hoje em dia voc\u00ea consegue 700 mil, voc\u00ea precisa complementar com outras coisas. Mas o que sempre aprendi foi ir atr\u00e1s. Claro que n\u00e3o \u00e9 todo mundo que vai atr\u00e1s e consegue, n\u00e3o \u00e9 isso, mas o <em>Guaxuma<\/em> eu sabia que a gente n\u00e3o ia conseguir filmar s\u00f3 com a grana do Funcultura e fui atr\u00e1s de coprodu\u00e7\u00e3o francesa, pra fazer o filme do jeito que ele merecia ser feito, com todo o cuidado, paci\u00eancia. Ent\u00e3o, \u00e9 [a maior dificuldade] para quem est\u00e1 come\u00e7ando, mas depois voc\u00ea consegue entrar, aprende os formatos dos editais, aprende a escrever, aprende a se defender, a vender o seu peixe. Hoje, o mais dif\u00edcil \u00e9 voc\u00ea ter essa persist\u00eancia e acreditar que voc\u00ea vai fazer, \u00e0s vezes \u00e9 tudo muito espa\u00e7ado, voc\u00ea escreve uma ideia e n\u00e3o sabe se vai rolar, se vai virar filme e \u00e9 um processo muito lento. Ent\u00e3o a persist\u00eancia que voc\u00ea tem que ter pra fazer um filme do jeito que ele merece ser feito \u00e9 uma das coisas mais importantes e uma das coisas que mais tem que cultivar, dentro dos cineastas, porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil manter e levar muito \u201cn\u00e3o\u201d. \u00c9 isso, ter persist\u00eancia e n\u00e3o desistir, acho que junto com isso de grana, \u00e9 uma das coisas mais importantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Vejo que voc\u00ea exp\u00f5e bastante seus pensamentos pol\u00edticos, principalmente atrav\u00e9s das redes sociais, como voc\u00ea enxerga, dentro da sua profiss\u00e3o, esse posicionamento?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; \u00c9 essencial, \u00e9 algo que o governo de esquerda vai ajudar mais, em todos os sentidos da cultura, do que o governo de direita. Mas \u00e9 \u00f3bvio que a gente n\u00e3o pensa s\u00f3 na gente que est\u00e1 fazendo cinema, falando sobre quest\u00f5es sociais tamb\u00e9m, tudo que a gente faz est\u00e1 envolvido nisso. Acho que as pessoas que n\u00e3o se posicionam \u2013 e venho me posicionando h\u00e1 muito tempo \u2013, que ficaram caladas em festivais super importantes, ficaram em cima do muro, como elas devem se arrepender hoje, porque afetou diretamente o bolso delas. Essas pessoas \u00e0s vezes s\u00f3 pensam nisso: \u201cn\u00e3o, vou isento, porque depois n\u00e3o vou conseguir tal patroc\u00ednio&#8221;, e agora voc\u00ea n\u00e3o consegue nada? Ent\u00e3o \u00e9 muito complicado essas pessoas que ficam caladas, acho que faz parte, sim, do meu trabalho me posicionar politicamente, n\u00e3o tem como dissociar minha figura cineasta da pol\u00edtica, a gente respira pol\u00edtica e n\u00e3o teria como, quem n\u00e3o fala \u00e9 complicado ou vive outra realidade mesmo e n\u00e3o faz quest\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>A pandemia foi algo que pegou todo mundo de surpresa. Como ela afetou o seu trabalho?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Pois \u00e9, felizmente a gente est\u00e1 num processo de roteiro do longa h\u00e1 um tempo j\u00e1, ent\u00e3o a gente conseguiu uma certa verba pra isso com a nossa produtora e isso me deixou um pouco mais tranquila. Na verdade, quando a gente n\u00e3o est\u00e1 filmando, a gente est\u00e1 escrevendo, esse \u00e9 o trabalho, a gente escreve muito mais do que a gente filma. Ent\u00e3o n\u00e3o mudou muito, no meu estilo do que faria, estava escrevendo antes da pandemia. S\u00f3 que, ao mesmo tempo, ia num caf\u00e9 escrever ou sa\u00eda; ficar em casa foi dif\u00edcil, principalmente por conta das condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que a gente est\u00e1 vivendo e, por causa de toda essa noia, a parte criativa que a gente tem que estar super bem pra criar, foi muito afetada. No come\u00e7o, foi muito dif\u00edcil me concentrar, n\u00e3o sa\u00eda muita coisa. E a\u00ed tamb\u00e9m pra complementar a renda, fa\u00e7o as vezes anima\u00e7\u00e3o que me chamam, como uma anima\u00e7\u00e3o pro Museu do Rio, mas n\u00e3o publicidade, eu n\u00e3o trabalho com publicidade. Mas acho que, principalmente, afetou a criatividade, naqueles seis primeiros meses que a gente estava com muito medo. Outra coisa \u00e9 que a gente ia filmar o nosso longa em setembro do ano passado, teve que adiar e s\u00f3 vai filmar em mar\u00e7o do ano que vem, um temp\u00e3o adiando as filmagens. Mas acho que \u00e9 isso, assim, a gente teve que se adaptar, pra pandemia, pra tudo, n\u00e9?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Acho que voc\u00ea tem acompanhado a crescente da afirma\u00e7\u00e3o feminina no espa\u00e7o do audiovisual, principalmente nas gera\u00e7\u00f5es mais novas, como voc\u00ea v\u00ea isso?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Acho que \u00e9 incr\u00edvel,. Acho que \u00e9 unir for\u00e7as e a gente est\u00e1 a\u00ed batalhando pra tudo que a gente n\u00e3o teve. Existe um est\u00edmulo quando essas mulheres se unem e fazem, essa for\u00e7a de \u201cvamo botar\u201d, \u201cvamo fazer\u201d, \u201cvai ter que ter\u201d, a gente tem que ser igual, nunca menos. S\u00e3o coisas que antigamente a gente nunca pensava tanto, e \u00e9 super essencial, n\u00e3o s\u00f3 mulheres, mas tamb\u00e9m diversidade racial, n\u00e3o adianta ser s\u00f3 um monte de mulher branca, tem que pensar tudo, esse feminismo em conjunto, isso ajuda nas produ\u00e7\u00f5es, a se conscientizar, isso ajuda inclusive a incentivar mulheres a fazer, conhe\u00e7o v\u00e1rias amigas que n\u00e3o se achavam capazes de dirigir e tinham ideias boas, que ficavam em fun\u00e7\u00f5es mais de produ\u00e7\u00e3o e que est\u00e3o arriscando. Isso \u00e9 essencial e a gente tem que continuar lutando, porque est\u00e1 s\u00f3 no come\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Qual \u00e9 a sua vis\u00e3o sobre o cinema pernambucano dos pr\u00f3ximos anos?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Nara Normande<\/strong> &#8211; Olha, acho que o cinema tem uma galera que sempre esteve a\u00ed, que sempre ganhou os editais, o que \u00e9 legal, que eles continuem fazendo, mas \u00e9 legal tamb\u00e9m que tenham novas pessoas fazendo e est\u00e1 vindo essa gera\u00e7\u00e3o de pessoas que t\u00e3o fazendo as primeiras coisas e que tem potencial pra fazer e vai dar essa renovada. V\u00e3o ter mais mulheres e etnias diferentes, isso \u00e9 muito massa, quero ver o que essas pessoas t\u00eam pra falar, de estilo e tudo. Agora, deu uma reduzida dr\u00e1stica no or\u00e7amento, ent\u00e3o acho que vai ter muito cinema de guerrilha, porque ele reflete uma realidade, o cinema n\u00e3o \u00e9 uma arte t\u00e3o imediata, como o texto, como o jornalismo, a gente vai ver refletido isso que a gente est\u00e1 vivendo s\u00f3 daqui a um tempo. Isso \u00e9 muito interessante, porque tem um tempo de reflex\u00e3o, tem o tempo de fazer o filme e voc\u00ea vai adaptando o roteiro, vai amadurecendo e \u00e9 um tempo de reflex\u00e3o mesmo que voc\u00ea viveu e isso \u00e9 interessante, dentro do cinema.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22background_color%22%93}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;|600|||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; custom_margin=&#8221;30px|30px|40px|30px|false|true&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Nascida em Guaxuma, cidade de Alagoas, em 1986, Nara Normande veio quando crian\u00e7a para o Recife e se considera pernambucana de cora\u00e7\u00e3o. Formada em jornalismo pela UNICAP, \u00e9 no cinema que ela se realiza profissionalmente. No setor, conquistou at\u00e9 aqui mais de 100 pr\u00eamios, sendo dois como melhor diretora no <em>Festival de Bras\u00edlia<\/em>, junto a alguns importantes recebidos na <em>Quinzena dos Realizadores<\/em>, no <em>Festival de Cannes<\/em>, no <em>SXSW (South by Southwest)<\/em>, e aqueles realizados em Guadalajara (M\u00e9xico), Ottawa (Canad\u00e1) e em Gramado, no Sul do Brasil. Dona de um cinema muito biogr\u00e1fico, assinou filmes como Guaxuma (2018), Sem Cora\u00e7\u00e3o (2014) e Dia Estrelado (2011). Conversamos remotamente, atrav\u00e9s do Google Meet, em setembro de 2021, sobre a carreira de cineasta, seus filmes, feminismo e posicionamentos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/nara2.jpg&#8221; title_text=&#8221;nara2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_padding=&#8221;|10px|||false|false&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;2560px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_post_nav _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFAZ PARTE, SIM, DO MEU TRABALHO ME POSICIONAR POLITICAMENTE, N\u00c3O TEM COMO DISSOCIAR MINHA FIGURA CINEASTA DA POL\u00cdTICA\u201dComo o cinema surgiu na sua vida? 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