{"id":254,"date":"2021-11-27T22:24:19","date_gmt":"2021-11-28T01:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/?post_type=project&#038;p=254"},"modified":"2021-11-28T00:22:38","modified_gmt":"2021-11-28T03:22:38","slug":"luci-alcantara","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/","title":{"rendered":"Luci Alc\u00e2ntara"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci-topo.jpg&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; title_text=&#8221;luci-topo&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;5vh||5vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; title_font_size=&#8221;24px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][\/et_pb_post_title][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;|700|||||||&#8221; text_font_size=&#8221;40px&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; width=&#8221;70%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]\u201cA GENTE TEM QUE OLHAR PARA O OUTRO, ESSA \u00c9 A MINHA MARCA, QUERO SER CONHECIDA POR ISSO\u201d[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p><strong><em>Como o cinema surgiu na sua vida?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara &#8211;<\/strong> O cinema, como arte, surgiu porque tenho a sorte de ter nascido por \u00faltimo depois de cinco homens.Quando nasci o mais velho j\u00e1 era um rapaz, e meu pai sempre me tratou igual, minha m\u00e3e tamb\u00e9m, tinha os mesmos direitos e os mesmos deveres. Era uma casa de pessoas de direita, ent\u00e3o nasci num mundo de livros, enciclop\u00e9dias na \u00e9poca, mas o cinema apareceu porque o meu pai disse \u201cleve a menina pro cinema\u201d. A\u00ed pronto, os primos mais velhos come\u00e7aram a me levar, me lembro que o primeiro\u00a0 filme foi <em>Robson Cruso\u00e9<\/em> e a\u00ed come\u00e7ou essa hist\u00f3ria de viver no cinema, para mim sempre foi uma coisa natural. N\u00e3o queria ser jornalista, como j\u00e1 fazia teatro, fui fazer Artes C\u00eanicas, diferentemente da minha gera\u00e7\u00e3o, sou a \u00fanica formada em teatro, o resto \u00e9 jornalista, praticamente 98%, mas curiosamente, Daniele Romani, diz que sou a cineasta mais jornalista do mundo, porque gosto muito de jornal, ainda assino, amo, mas jamais seria jornalista. Comecei indo trabalhar na ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica l\u00e1 no Rio de Janeiro, como atriz e como assistente de figurino, meu primeiro trabalho fui atr\u00e1s e o diretor de arte adorou, era de \u00e9poca o filme, contava a hist\u00f3ria de Euclides da Cunha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Como foi entrar nesse ramo, teve alguma dificuldade no in\u00edcio por ser mulher?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara &#8211; <\/strong>N\u00e3o tive problema por ser mulher, tive problema por ser nordestina, eu sofri muito <em>bullying<\/em>. Hoje Pernambuco est\u00e1 na moda, mas me fudi, a minha sorte \u00e9 que meu intelecto \u00e9 muito superior ao dessas pessoas e conseguia arrasar com eles nesse sentido. Nesse primeiro filme, por exemplo, o diretor pediu para que eu pensasse no figurino de uma cena, ent\u00e3o fui para casa, estudei, fui no centro comercial e comprei peda\u00e7os de tecido, desenhei os figurinos, a\u00ed cheguei no <em>set<\/em> toda animada e ele fez \u201cO que \u00e9 isso? Adorei, voc\u00ea vai ser minha primeira assistente\u201d, e a\u00ed quase que me assassinam, chorava de tanto fora que levava dos outros, mangavam de mim, era horr\u00edvel, tem uma que odeio at\u00e9 hoje, me dei bem com quem trabalha bem, com quem faz cinema para se amostrar, n\u00e3o. Eu estava cansada em mesa de bar de ouvir \u201cen en, aprendeu onde? Na terrinha foi?\u201d e eu respondia \u201cL\u00e1 no quintal da minha m\u00e3e, ela d\u00e1 aula de cinema para gente ignorante, voc\u00ea t\u00e1 afim?\u201d (risos). Galguei, fui assistente de figurino, depois assistente de dire\u00e7\u00e3o de arte, diretora de produ\u00e7\u00e3o, diretora de plat\u00f4, assistente de dire\u00e7\u00e3o, at\u00e9 realizadora. Mas fui muito julgada: porque n\u00e3o dava bola para os homens, eu era l\u00e9sbica; porque n\u00e3o fumava maconha, eu era burguesa; porque era branca, eu era racista. Hoje estou muito debochada, desde que fiz 60 anos estou cada vez mais debochada, n\u00e3o levo recado para casa. T\u00f4 uma chata! E n\u00e3o quero nem saber, quem n\u00e3o gosto s\u00f3 trato de neg\u00f3cios. Mas a sororidade \u00e9 agora na sua gera\u00e7\u00e3o, na minha n\u00e3o tinha sororidade nenhuma, era inveja, uma \u00e9poca de mulheres poderosas que agiam como macho e s\u00f3 gostavam de macho, sofri muito sozinha, mas agora n\u00e3o sofro mais, n\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Qual o principal desafio da profiss\u00e3o pra voc\u00ea?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara &#8211; <\/strong>O desafio maior da profiss\u00e3o, na \u00e9poca, era ter que trabalhar com gente que nunca estudou. E, aqui, tive muitos problemas, porque como nunca fiz muito amiguinho, nunca gostei de fazer muita amizade no trabalho, e eles [<em>os profissionais do audiovisual<\/em>] s\u00e3o todos assim, grudados, todos os diretores s\u00e3o casados com produtoras, por exemplo, eu n\u00e3o. Coisas de amizade, aqui \u00e9 brodagem, o nome brodagem \u00e9 perfeito pro Recife. Por exemplo, o Cl\u00e1udio Assis, todo mundo sabe disso, queria porque queria que eu fizesse o <em>Amarelo <\/em>[<em>Manga<\/em>], porque conhe\u00e7o ele desde novinha, sabe? N\u00e3o suporto ele e, como n\u00e3o quis, ele disse a todo mundo que eu era uma cretina, uma filha da puta, perdi um monte de trabalho por conta dele, n\u00e3o foi 1 ou 2, foram muitos. Na \u00e9poca do <em>Baile Perfumado<\/em>, eles queriam que eu fosse a diretora de produ\u00e7\u00e3o e disse \u201cn\u00e3o vou, porque eu odeio o diretor de fotografia que tentou me estuprar\u201d, alguns se chatearam, mas a maioria entendeu. Eu era a melhor produtora, todo mundo queria, ent\u00e3o decidi dirigir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Todos falam sobre a falta de investimento na \u00e1rea e acho que com voc\u00ea n\u00e3o foi diferente, essa foi sua maior dificuldade para produzir <\/em><\/strong><strong>O Melhor Document\u00e1rio do Mundo<em>?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><strong> &#8211;<\/strong> A falta de investimento \u00e9 a pior coisa do mundo, mas tenho sorte de estar num Estado que j\u00e1 deu muito dinheiro para essa \u00e1rea, desde o governo de Eduardo [<em>Campos<\/em>].<em> O Melhor Document\u00e1rio do Mundo<\/em> vou dizer logo a voc\u00ea, o primeiro peda\u00e7o ganhei, fui a \u00fanica pessoa que passou nos primeiros neg\u00f3cios desse Funcultura e do edital municipal, passei com dois projetos, o<em> Gera\u00e7\u00e3o 65<\/em>, e passei no municipal com <em>O Melhor Document\u00e1rio do Mundo<\/em>, isso j\u00e1 faz mais de 10 anos, e a\u00ed consegui come\u00e7ar com muita dificuldade, capengando, porque era um inferno, renderizar era um inferno, a montagem era um inferno; ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o pode trabalhar criativamente com uma porra dessa. Hoje em dia n\u00e3o, cada vez estou mais criativa por conta da tecnologia. Em <em>O Melhor Document\u00e1rio do Mundo<\/em> comecei a ter problemas com pessoas que estavam na Fundarpe, foi negado quatro anos, e agora voltei, agora sai, j\u00e1 mudei ele todinho (risos), por conta da tecnologia, agora vai ficar uma coisa muito mais bacana, vai ficar maravilhoso, porque ele \u00e9 atemporal, tudo que gravo \u00e9 atemporal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Nas suas obras \u00e9 poss\u00edvel ver diferentes estilos, como a diferen\u00e7a entre <\/em><\/strong><strong>Quarto de Empregada<em> e <\/em>\u00darsula<em>, esse \u00faltimo foi uma coisa bem fora da curva, como voc\u00ea define um estilo de trabalho nas obras? <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><strong> &#8211; <\/strong>Chamo hoje de ensaio, j\u00e1 vou lhe dizendo que detesto chamar de document\u00e1rio, porque os jornalistas tomaram esse nome, eu amo o que chamo de [<em>document\u00e1rio<\/em>] jornal\u00edstico, aquelas coisas que os jornalistas fazem muito bem, amo, sou viciada, assisto tudo, mas a\u00ed n\u00e3o uso mais o nome document\u00e1rio, o document\u00e1rio de cinema a gente est\u00e1 usando agora ensaio, certo? Porque n\u00e3o tem verdade, n\u00e3o tem not\u00edcia, n\u00e3o \u00e9 nada disso, entendeu? \u00c9 o olhar. <em>Quarto de Empregada <\/em>me jogaram na m\u00e3o, foi o primeiro que dirigi, me jogaram na m\u00e3o porque roubaram o dinheiro que a Oxford tinha enviado e o filme n\u00e3o ia sair, as dom\u00e9sticas ficaram arrasadas, e eu disse \u201cn\u00e3o, eu dirijo\u201d. Ent\u00e3o \u00e9 um filme do ponto de vista das dom\u00e9sticas, as patroas odeiam, esse neg\u00f3cio de mostrar os dois lados n\u00e3o existe [<em>no cinema<\/em>], isso \u00e9 coisa de jornalista, ent\u00e3o fiz botando para lascar. Ganhei pr\u00eamios at\u00e9 em dinheiro com esse filme, na Bahia o Cl\u00e1udio Assis estava at\u00e9 na plateia e disse \u201cvai tomar no cu\u201d, na frente de todo mundo, tu acredita? Foi em 96. <em>\u00darsula <\/em>\u00e9 uma poesia do livro <em>De A a Z <\/em>[<em>As Filhas de Lilith<\/em>], de Cida Pedrosa, ele fez parte de um projeto com 26 v\u00eddeos curtos, escolhi essa poesia que achei muito bonita e fiz com meus alunos, chamei minha amiga Brigitte, resolvi traduzir o poema para o ingl\u00eas e musicar com meu aluno, ficou completamente diferente de tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quarto de Empregada<em> e\u00a0 <\/em>JMB, o famigerado<em> parecem ter objetivos bem diferentes. O primeiro, um aspecto mais de den\u00fancia e, o segundo, um aspecto mais de homenagem. Como voc\u00ea v\u00ea a \u201cmarca Luci Alc\u00e2ntara\u201d em cada um deles? Inclusive, em um texto para a revista <\/em>Continente<em> voc\u00ea disse que Jomard Muniz de Britto te cognominou \u201ccineasta vampira&#8221;, como voc\u00ea se v\u00ea nesse posto durante uma produ\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><strong> &#8211; <\/strong>N\u00e3o tenho estilo, n\u00e3o sou cineasta feminista, nada nisso, sou feminista como pessoa, como mulher, mas n\u00e3o como cineasta. Um documentarista tem que amar o seu objeto, isso \u00e9 a coisa mais importante. Se voc\u00ea quiser me definir, uma documentarista \u00e9 definida pelo amor que sente pelo personagem e a quantidade de tempo que dedica a ele, como disse Nagisa Oshima, por isso que Jomard me chama de \u201cCineasta Vampira\u201d, porque filmava at\u00e9 esgan\u00e1-lo, esse \u00e9 o meu estilo, a minha marca \u00e9 essa, pensar sempre no personagem. A gente tem que olhar para o outro, e as pessoas n\u00e3o olham, essa \u00e9 a minha marca, quero ser conhecida por isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Quais os processos envolvidos na participa\u00e7\u00e3o de festivais inclusive os fora do Brasil, como o <\/em><\/strong><strong>XI Festival Internacional de Document\u00e1rios 2010<em>, em Cuba?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><em> &#8211;<\/em> Isso a\u00ed mandei, mandava pra tudo, alguns fui convidada, j\u00e1 fui para todos, Rio [<em>de Janeiro<\/em>], S\u00e3o Paulo, Gramado, Fortaleza. Esse, Cuba me pediu e mandei, algu\u00e9m de l\u00e1 me perguntou se tinha em espanhol e disse que tinha, a\u00ed mandei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Apesar das dificuldades, quais voc\u00ea considera suas maiores conquistas?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><strong> &#8211;<\/strong> Conquista \u00e9 uma coisa que acho meio complicado, porque conquista \u00e9 sobreviver (risos). Teve uma vez que uma jornalista perguntou \u201cLuci, voc\u00ea n\u00e3o se ofende ou n\u00e3o tem inveja dos que voc\u00ea encaminhou?\u201d e eu disse \u201ceu n\u00e3o, jamais queria ser um deles\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>A afirma\u00e7\u00e3o feminina e at\u00e9 do movimento feminista tem crescendo muito no audiovisual, como voc\u00ea tem enxergado isso?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><strong> &#8211;<\/strong> Adoro, assisto tudo, n\u00e3o fa\u00e7o parte, mas adoro todas essas meninas, ajudei v\u00e1rias delas, inclusive, e o que puder ajudo, n\u00e3o fa\u00e7o porque j\u00e1 tenho na cabe\u00e7a tudo que quero fazer.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Como est\u00e1 sendo conduzir seu trabalho em meio a uma pandemia?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong><strong> &#8211;<\/strong> T\u00e1 sendo dif\u00edcil, foi dif\u00edcil. Mas uma coisa vou te dizer que foi boa, porque pensei muito sobre o roteiro desse [<em>pr\u00f3ximo filme<\/em>] <em>Os Gritos de Ipiranga<\/em>. Ent\u00e3o o montador, quando recebeu, disse \u201cLuci, isso aqui est\u00e1 para qualquer d\u00e9bil mental entender, tudo explicadinho\u201d (risos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>O que acha que o cinema pernambucano pode esperar nos pr\u00f3ximos anos?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Luci Alc\u00e2ntara<\/strong> &#8211; Espero mais patroc\u00ednios, porque a pandemia ensinou, principalmente ao empresariado, que ele precisa do audiovisual para tudo. Espero arte. Estou mais felizinha, porque parei o que estava fazendo, justamente em mar\u00e7o de 2020, quando ia montar um filme, estou fazendo um curta, mas provavelmente vou entrar na ilha [<em>de edi\u00e7\u00e3o<\/em>] agora, s\u00f3 falta montar e fazer edi\u00e7\u00e3o de som. Hoje em dia tenho duas facetas: a faceta artista, que vivo atr\u00e1s de edital, e a faceta que n\u00e3o chamo mais de comercial, porque n\u00e3o fa\u00e7o mais, n\u00e3o dirijo mais comercial nem nada disso, fa\u00e7o filmes culturais, invento todo o projeto e vendo, e estou conseguindo fazer. O que n\u00e3o gosto em Pernambuco \u00e9 dessa dicotomia em que a classe m\u00e9dia vive num limbo, porque voc\u00ea ou \u00e9 classe m\u00e9dia ou \u00e9 fudido, e tudo de bom \u00e9 para rico.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22background_color%22%93}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;|600|||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; custom_margin=&#8221;30px|30px|40px|30px|false|true&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Luci Alc\u00e2ntara \u00e9 recifense, formada em Artes C\u00eanicas pela UFPE e p\u00f3s-graduada pela Unicap em Estudos Cinematogr\u00e1ficos. \u00c9 diretora e roteirista, apesar de j\u00e1 ter passeado por diversas \u00e1reas do cinema. Assinou filmes como <em>Gera\u00e7\u00e3o 65: aquela coisa toda<\/em>, <em>JMB, o famigerado<\/em>, <em>Quarto de Empregada<\/em>, <em>Restaurante Leite: receita de tradi\u00e7\u00e3o<\/em> e <em>Carreiro<\/em>. Nesta entrevista, concedida em setembro de 2021, de forma remota atrav\u00e9s da plataforma Google Meet, trago trechos de nossa conversa sobre as opini\u00f5es da artista de 61 anos sobre o cinema pernambucano, o in\u00edcio da sua carreira, os desafios que enfrentou, seu estilo e sua marca.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci-2.jpg&#8221; title_text=&#8221;luci-2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_padding=&#8221;|10px|||false|false&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Foto: Ed Machado<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;2560px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_post_nav _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA GENTE TEM QUE OLHAR PARA O OUTRO, ESSA \u00c9 A MINHA MARCA, QUERO SER CONHECIDA POR ISSO\u201dComo o cinema surgiu na sua vida? Luci Alc\u00e2ntara &#8211; O cinema, como arte, surgiu porque tenho a sorte de ter nascido por \u00faltimo depois de cinco homens.Quando nasci o mais velho j\u00e1 era um rapaz, e meu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":306,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"project_category":[],"project_tag":[],"class_list":["post-254","project","type-project","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v17.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Luci Alc\u00e2ntara - Cineastas Pernambucans<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Luci Alc\u00e2ntara - Cineastas Pernambucans\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cA GENTE TEM QUE OLHAR PARA O OUTRO, ESSA \u00c9 A MINHA MARCA, QUERO SER CONHECIDA POR ISSO\u201dComo o cinema surgiu na sua vida? Luci Alc\u00e2ntara - O cinema, como arte, surgiu porque tenho a sorte de ter nascido por \u00faltimo depois de cinco homens.Quando nasci o mais velho j\u00e1 era um rapaz, e meu [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Cineastas Pernambucans\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-11-28T03:22:38+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci3.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"404\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"600\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/#website\",\"url\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/\",\"name\":\"Cineastas Pernambucans\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#primaryimage\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci3.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci3.jpg\",\"width\":404,\"height\":600},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/\",\"name\":\"Luci Alc\\u00e2ntara - Cineastas Pernambucans\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2021-11-28T01:24:19+00:00\",\"dateModified\":\"2021-11-28T03:22:38+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Projetos\",\"item\":\"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Luci Alc\\u00e2ntara\"}]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Luci Alc\u00e2ntara - Cineastas Pernambucans","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Luci Alc\u00e2ntara - Cineastas Pernambucans","og_description":"\u201cA GENTE TEM QUE OLHAR PARA O OUTRO, ESSA \u00c9 A MINHA MARCA, QUERO SER CONHECIDA POR ISSO\u201dComo o cinema surgiu na sua vida? Luci Alc\u00e2ntara - O cinema, como arte, surgiu porque tenho a sorte de ter nascido por \u00faltimo depois de cinco homens.Quando nasci o mais velho j\u00e1 era um rapaz, e meu [&hellip;]","og_url":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/","og_site_name":"Cineastas Pernambucans","article_modified_time":"2021-11-28T03:22:38+00:00","og_image":[{"width":404,"height":600,"url":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci3.jpg","type":"image\/jpeg"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/#website","url":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/","name":"Cineastas Pernambucans","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#primaryimage","inLanguage":"pt-BR","url":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci3.jpg","contentUrl":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/luci3.jpg","width":404,"height":600},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#webpage","url":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/","name":"Luci Alc\u00e2ntara - Cineastas Pernambucans","isPartOf":{"@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#primaryimage"},"datePublished":"2021-11-28T01:24:19+00:00","dateModified":"2021-11-28T03:22:38+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/luci-alcantara\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Projetos","item":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Luci Alc\u00e2ntara"}]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/project\/254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/project"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/project"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=254"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/project\/254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":340,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/project\/254\/revisions\/340"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"project_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/project_category?post=254"},{"taxonomy":"project_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-json\/wp\/v2\/project_tag?post=254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}