{"id":251,"date":"2021-11-27T22:23:45","date_gmt":"2021-11-28T01:23:45","guid":{"rendered":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/?post_type=project&#038;p=251"},"modified":"2021-11-28T00:27:57","modified_gmt":"2021-11-28T03:27:57","slug":"katia-mesel","status":"publish","type":"project","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/project\/katia-mesel\/","title":{"rendered":"K\u00e1tia Mesel"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_image=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/katia-topo.jpg&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; title_text=&#8221;katia-topo&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;5vh||5vh||true|false&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; title_text_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; title_font_size=&#8221;24px&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22title_text_color%22%93}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][\/et_pb_post_title][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;|700|||||||&#8221; text_font_size=&#8221;40px&#8221; text_line_height=&#8221;1em&#8221; header_font=&#8221;|700|||||||&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; width=&#8221;70%&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]\u201cTENHO MUITA HONRA DE N\u00c3O TER NUNCA SA\u00cdDO DAQUI\u201d[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;3_5,2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p><strong><em>Quando despertou em voc\u00ea a curiosidade para o cinema?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel<\/strong> &#8211; O cinema surgiu na minha vida, enquanto vis\u00e3o, desde os sete ou oito anos, porque gostava muito de brincar com luz, com sombras, vela, sombra na parede, lanterna, fazendo sombra com objetos, com galhos. At\u00e9 que uma vez descobri que, jogando pedrinhas dentro de um tanque e botando uma lanterna, sa\u00edam ondinhas refletidas na parede; acho que isso \u00e9 o embri\u00e3o do cinema. E, enquanto filme, surgiu de ver filmes dos outros. O primeiro filme que vi foi <em>O M\u00e1gico de Oz<\/em>, acho que tinha uns seis anos, foi numa festa de anivers\u00e1rio de uma amiga minha e a\u00ed a grande atra\u00e7\u00e3o foi um filme em 16mm. Mas, enquanto minha vis\u00e3o de escrita com luz, uma impress\u00e3o com luz, acho que foi desde sempre mesmo com reflexos e sombras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Como voc\u00ea entrou nessa profiss\u00e3o? Houve alguma dificuldade por voc\u00ea ser uma mulher?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel <\/strong>&#8211; Entrei para o cinema realmente de uma forma meio desavisada. Fotografava muito, tinha at\u00e9 um laborat\u00f3rio de revela\u00e7\u00e3o em casa e uma c\u00e2mera fant\u00e1stica com lente Zeiss. Mas a\u00ed meu pai e minha m\u00e3e, em 1968, foram para Europa e me trouxeram de presente uma 8mm, uma c\u00e2mera. Ent\u00e3o ela [a c\u00e2mera] caiu meio de paraquedas na minha m\u00e3o e essa primeira abordagem foi muito experimental, n\u00e3o me relacionei muito com ningu\u00e9m, porque era uma coisa que nem imaginava que tinha outras pessoas fazendo, na realidade poucas come\u00e7aram com 8mm. Depois, quando passei para Super 8, fiz um workshop na Holanda e comecei tamb\u00e9m a editar, juntar os rolinhos e tudo mais, e fui vendo que tinham outras pessoas, rapazes. Mas n\u00e3o tive problema nesse tempo a\u00ed por ser mulher n\u00e3o, era at\u00e9 uma coisa meio engra\u00e7ada, meio que a \u201cirm\u00e3zinha\u201d fazendo cinema. Na realidade, at\u00e9 hoje tenho pouco problema por ser mulher, por ser idosa estou sentindo na pele, tem muito preconceito, inclusive de mulheres, \u00e9 um grande empecilho atualmente de realizar meus trabalhos \u00e9 ser idosa, o que deveria ser o contr\u00e1rio, n\u00e9? Experi\u00eancia devia contar mais nesses editais de Pernambuco, \u00e9 um castigo ser idosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Ao longo dos seus 50 anos de carreira voc\u00ea j\u00e1 deve ter passado por bastante coisa, n\u00e9? O que voc\u00ea considera um dos principais desafios que voc\u00ea precisou enfrentar nessa profiss\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel<\/strong> &#8211; O principal desafio para mim \u00e9 continuar fazendo. N\u00e3o porque as m\u00eddias mudam, l\u00f3gico, sempre mudaram, passei de 8mm para Super 8, depois para 35 mm, para U-Matic, para Betacam, Digital, para nuvem, chip, drone e n\u00e3o tem problema, a mudan\u00e7a de tecnologia n\u00e3o tem o menor problema, nem de plataforma. Aprendi muito essa coisa da perfei\u00e7\u00e3o da imagem, do cronograma, da pesquisa, da pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o de acharem que j\u00e1 cheguei na condi\u00e7\u00e3o da carreira que n\u00e3o preciso de ajuda nenhuma, ent\u00e3o\u00a0 perco meus projetos na defesa oral. Eu vou, passo tudo na habilita\u00e7\u00e3o, passo no conte\u00fado e tudo mais, vou para defesa oral e eles arrumam um jeito de me tirar, mesmo mostrando um grande interesse do p\u00fablico em um assunto. Ent\u00e3o a minha maior dificuldade \u00e9 ser velha e querer continuar fazendo (risos), \u00e9 como se eles dissessem assim \u201cpare mulher, que isso \u00e9 coisa para os jovens\u201d, mas estou bem e meu esp\u00edrito \u00e9 jovem e acho que essas pessoas passar\u00e3o, morrer\u00e3o, sair\u00e3o, ser\u00e3o trocadas, minha esperan\u00e7a \u00e9 essa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Voc\u00ea faz parte de uma das primeiras gera\u00e7\u00f5es do cinema pernambucano, qual caracter\u00edstica de atitude voc\u00ea v\u00ea nos profissionais da sua gera\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel<\/strong> &#8211; \u00a0A caracter\u00edstica de atitude, que nunca \u00e9 uma coisa homog\u00eanea, mas os cineastas que fizeram 35mm, que come\u00e7aram na pel\u00edcula, t\u00eam um cuidado, t\u00eam toda uma forma, uma abordagem diferente de uma prepara\u00e7\u00e3o muito mais acurada. O digital, pela pr\u00f3pria abund\u00e2ncia, pela plataforma n\u00e3o ter valor, voc\u00ea n\u00e3o precisa pagar, voc\u00ea est\u00e1 gravando tudo ali no chip, direto na nuvem, voc\u00ea pode errar, fazer trinta mil vezes de novo. O cineasta que se criou na pel\u00edcula se criou dentro de uma formata\u00e7\u00e3o mais r\u00edgida, at\u00e9 por condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, e essa adequa\u00e7\u00e3o ela permanece dentro da cabe\u00e7a como m\u00e9todo. Mesmo fazendo com a GoPro, tenho uma tend\u00eancia a fazer as coisas muito mais previs\u00edveis e preparadas, n\u00e3o \u00e9 por um h\u00e1bito da exatid\u00e3o, \u00e9 um h\u00e1bito de j\u00e1 prever at\u00e9 a montagem. Acho que sou mais velha, a mais idosa presentemente em Pernambuco, todos os com idade acima de mim j\u00e1 partiram, abaixo de mim tem pouqu\u00edssimos cineastas que trabalham com pel\u00edcula, conto numa m\u00e3o talvez. Ent\u00e3o \u00e9 uma diferen\u00e7a, n\u00e3o estou dizendo que \u00e9 para melhor nem para pior, estou s\u00f3 dizendo que existe essa diferen\u00e7a. Abund\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 uma qualidade legal, voc\u00ea pode \u201cmeter o dedo\u201d e sair experimentando, pode partir para fazer um roteiro muito menos amarrado, porque surpresas e as coisas que v\u00e3o vindo podem ser incorporadas muito mais rapidamente. Ent\u00e3o eu acho que a grande diferen\u00e7a \u00e9 essa, apenas diferen\u00e7a, n\u00e3o estou julgando valores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Como voc\u00ea insere a \u201cmarca K\u00e1tia Mesel\u201d nos seus trabalhos?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel<\/strong><strong> &#8211; <\/strong>\u00a0A marca K\u00e1tia Mesel no trabalho, at\u00e9 tem gente que diz que formei uma escola, n\u00e3o consigo perceber isso, mas tem gente que fala \u201c<em>Febre do Rato<\/em> tem o <em>Recife de Dentro pra Fora<\/em>\u201d ou \u201c<em>Estou me guardando para quando o carnaval chegar<\/em> tem um pouco de <em>Sulanca<\/em>\u201d. Muitos comerciais e curtas se baseiam no <em>Recife de Dentro pra Fora<\/em>, come\u00e7aram a enxergar o rio [Capibaribe] como um caminho de condu\u00e7\u00e3o. Percebo a\u00ed v\u00e1rios que s\u00e3o filhotes do <em>Recife de Dentro pra Fora<\/em>, no sentido de que n\u00e3o existiam antes filmes que tivessem essa essa abertura para \u00e1gua. Ent\u00e3o acho que a minha marca \u00e9 a originalidade, procurar caminhos que n\u00e3o foram usados ainda, temas que nunca foram levantados e a minha simplicidade t\u00e9cnica tamb\u00e9m. N\u00e3o sou de grandes arroubos t\u00e9cnicos. Mas na hora de <em>Sulanca<\/em>, de querer uma imagem de cima e n\u00e3o tinha edif\u00edcios l\u00e1 em Santa Cruz do Capibaribe, n\u00e3o tinha como alugar uma grua e n\u00e3o era bastante, queria muito mais alto e consegui uma escada da Celpe, que vai a 30 metros, ou seja, tenho tamb\u00e9m uma vis\u00e3o da tecnologia e procuro me adaptar e improvisar. Acho que a minha marca \u00e9 essa, uma simplicidade e acho que tamb\u00e9m a abordagem em curtas, filmes ou entrevista sei me irmanar muito com as [pessoas] que est\u00e3o dando depoimento ou sendo entrevistadas, geralmente sou eu que entrevisto nos meus filmes, embora n\u00e3o apare\u00e7a hora nenhuma, fa\u00e7o todas as perguntas, entrevistas e intera\u00e7\u00e3o. Isso acho que tamb\u00e9m \u00e9 uma marca minha, vou para qualquer lugar do Brasil, inclusive j\u00e1 filmei em Goi\u00e1s, j\u00e1 filmei em muitos lugares, Rio, S\u00e3o Paulo etc. e consegui me irmanar com as pessoas e ter uma abordagem muito simples, muito amiga e muito chegada, sem autoridade, sem ser de cima para baixo, acho que a marca \u00e9 essa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>A pandemia pegou todos de surpresa, n\u00e9? Como est\u00e1 sendo conduzir seu trabalho nesse per\u00edodo?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel<\/strong> &#8211; No primeiro ano, que foi em 2020, fiquei muito reclusa, consegui fazer um v\u00eddeo de tr\u00eas minutos chamado <em>Volta<\/em> e muita reflex\u00e3o, muito roteiro, muito pensamento, muita an\u00e1lise, muita pesquisa. 2021 j\u00e1 foi bem mais legal, porque teve a Lei Aldir Blanc e a\u00ed n\u00f3s, da Arrecife, conseguimos fazer dois projetos, que foram a <em>Mostra K\u00e1tia Mesel 2<\/em> \u2013 quatro dias de mostra com tr\u00eas curtas cada dia e cada dia uma pessoa convidada foi entrevistada, foi muito bacana \u2013 e um webin\u00e1rio de tr\u00eas <em>lives<\/em> sobre as plantas sagradas de cura, que foi maravilhoso, com pessoas muito importantes, dentro da religi\u00e3o afro pernambucana e tamb\u00e9m dos ind\u00edgenas pankararus. Ent\u00e3o a pandemia est\u00e1 sendo muita reflex\u00e3o para novos roteiros e para entender um pouco mais a mudan\u00e7a dessas plataformas, a forma de abordar, a forma de oferecer ao p\u00fablico, o tipo de tela que a gente tem que se preocupar, se voc\u00ea mostra no cinema a tela tem uma dimens\u00e3o, se voc\u00ea mostra no <em>laptop<\/em>, se voc\u00ea mostra no <em>tablet<\/em> e at\u00e9 mesmo no telefone; voc\u00ea fica vendo v\u00eddeos e obras no telefone e tem que prestar aten\u00e7\u00e3o a isso tamb\u00e9m, at\u00e9 por causa do letreiro das legendas, dos enquadramentos. Acho que deu uma acuidade nessa percep\u00e7\u00e3o das m\u00eddias, das telas, do tempo, ningu\u00e9m aguenta ver coisa longu\u00edssima mais, j\u00e1 fica agoniado, o <em>timing<\/em> diante de tanta proposta, de tanta coisa oferecida toda hora, todo minuto, cada grupo que voc\u00ea entra todo dia tem muita coisa para voc\u00ea ver. Ent\u00e3o acho que o tempo tamb\u00e9m est\u00e1 sendo reconsiderado. A qualidade n\u00e3o vou dizer, porque o Tiktok mesmo, nossa senhora, qualidade zero, n\u00e3o tem nada, n\u00e3o tem enquadramento, mas tem o registro imediato que pode interessar a um e n\u00e3o interessar a outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Do come\u00e7o da sua carreira para c\u00e1 o cinema de Pernambuco cresceu e prosperou bastante, o que voc\u00ea acha que podemos esperar dele nos pr\u00f3ximos anos?<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>K\u00e1tia Mesel<\/strong> &#8211; O que acho que o cinema pernambucano pode esperar para o futuro \u00e9 muito sucesso. O cinema pernambucano \u00e9 considerad\u00edssimo nacionalmente e est\u00e1 cavando um caminho internacional. Est\u00e1 muito bom e acho que, com os anos, as pessoas v\u00e3o ficar mais preparadas, porque tem v\u00e1rios cursos, academicamente, vai ter muito mais preparo, embora n\u00e3o seja suficiente, ao meu ver, voc\u00ea tem que ter a pr\u00e1tica tamb\u00e9m, saber lidar com gente, saber lidar com a equipe. O cinema pernambucano tem essa heterogeneidade fant\u00e1stica, todas as categorias s\u00e3o contempladas; anima\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito bem aqui, como os longas, como os curtas, com os webin\u00e1rios e tudo. Ent\u00e3o acho que est\u00e1 muito bom o cinema pernambucano e s\u00f3 tende a melhorar. E isso vi se desenvolver, vi o interesse pelo cinema pernambucano a n\u00edvel nacional, porque frequentei e frequento muitos festivais, vi o interesse assim \u201ceita, hoje tem filme pernambucano, bora\u201d. Acho que os curtas abriram o caminho, foi a grande alavanca do cinema pernambucano em n\u00edvel nacional e a\u00ed come\u00e7aram a fazer; o <em>Baile Perfumado<\/em> veio, estourou e abriu a continuidade. Tenho muita honra de n\u00e3o ter nunca sa\u00eddo daqui, porque teve uma fase que os cineastas foram embora, arribaram para S\u00e3o Paulo e Rio [de Janeiro] e tem uns que nem voltaram, assinam como cineastas pernambucanos, mas eles n\u00e3o s\u00e3o, n\u00e9? Mas acho que o cinema pernambucano vai brilhar por muitos anos, se Deus quiser.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;2_5&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; background_color=&#8221;gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e&#8221; global_colors_info=&#8221;{%22gcid-777de84f-6515-4663-a7ca-94c94d9f8e9e%22:%91%22background_color%22%93}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font=&#8221;|600|||||||&#8221; text_text_color=&#8221;#FFFFFF&#8221; custom_margin=&#8221;30px|30px|40px|30px|false|true&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>K\u00e1tia Mesel \u00e9 pernambucana do Recife, formada em Arquitetura e Artes Gr\u00e1ficas pela UFPE. Com mais de 50 anos de carreira como realizadora, coleciona uma filmografia de mais de 300 filmes, entre longas e curtas, e mais de 25 pr\u00eamios nacionais e internacionais. K\u00e1tia se insere na primeira gera\u00e7\u00e3o de mulheres no audiovisual do Estado, tendo come\u00e7ado sua carreira de cineasta em 1972, com o filme <em>El Barato<\/em>. Entre suas obras de maior proje\u00e7\u00e3o, est\u00e3o <em>Oh de Casa<\/em> e <em>Recife de Dentro para Fora<\/em>. \u00c9 propriet\u00e1ria da produtora Arrecife, fundada em 1980, que soma centenas de trabalhos audiovisuais produzidos para TV, cinema e outras m\u00eddias, como <em>Parto Sim!<\/em> e <em>Sete Luas de Sangue<\/em>. Em novembro de 2021, conversamos atrav\u00e9s do aplicativo Whatsapp, sobre como ela observa o passado e o futuro do cinema de Pernambuco, o desafio de ser uma mulher de 73 anos em sua profiss\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o de audiovisual durante a pandemia.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/cineastaspernambucanas\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/katia-2.jpg&#8221; title_text=&#8221;katia-2&#8243; show_bottom_space=&#8221;off&#8221; align=&#8221;center&#8221; force_fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; text_font_size=&#8221;12px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; background_layout=&#8221;dark&#8221; custom_padding=&#8221;|10px|||false|false&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Foto: Rafael Bandeira<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; make_equal=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;2560px&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][et_pb_post_nav _builder_version=&#8221;4.14.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; global_colors_info=&#8221;{}&#8221; theme_builder_area=&#8221;post_content&#8221;][\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTENHO MUITA HONRA DE N\u00c3O TER NUNCA SA\u00cdDO DAQUI\u201dQuando despertou em voc\u00ea a curiosidade para o cinema? 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