{"id":90,"date":"2019-05-31T20:20:40","date_gmt":"2019-05-31T23:20:40","guid":{"rendered":"http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/?page_id=90"},"modified":"2019-06-16T18:02:06","modified_gmt":"2019-06-16T21:02:06","slug":"serro-azul","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/serro-azul\/","title":{"rendered":"Serro Azul transformou a vida dos moradores da regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Editada-06.jpg&#8221; bottom_divider_style=&#8221;waves2&#8243; bottom_divider_color=&#8221;#ffffff&#8221; bottom_divider_height=&#8221;120px&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;50px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.5)&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;200px||300px&#8221;][\/et_pb_fullwidth_post_title][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;8578px&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221; custom_margin=&#8221;|auto||||&#8221; padding_left_2=&#8221;50px&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;8408px&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221;]<\/p>\n<p>Com o objetivo de conter enchentes na Zona da Mata Sul e no Agreste Pernambucano, o Governo do Estado de Pernambuco, junto ao Governo Federal, planejou a constru\u00e7\u00e3o de cinco barragens de defesa contra inunda\u00e7\u00f5es, abrangendo as bacias hidrogr\u00e1ficas dos rios Una e Sirinha\u00e9m. A iniciativa surgiu ap\u00f3s enchentes atingirem a regi\u00e3o em 2010. Na \u00e9poca, 20 pessoas morreram e mais de 700 mil foram afetadas em 61 munic\u00edpios. Houve uma perda de R$3,4 bilh\u00f5es &#8211; valor correspondente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Em Alagoas tamb\u00e9m houve estragos. 20 munic\u00edpios foram afetados, de acordo com a <a href=\"http:\/\/mi.gov.br\/pt\/c\/document_library\/get_file?uuid=53d18df5-cf74-4be4-80c0-97ce3cebad14&amp;groupId=10157\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Avalia\u00e7\u00e3o de Perdas e Danos elaborada pelo Banco Mundial<\/a>, em 2012.<\/p>\n<p>Das cinco barragens prometidas em Pernambuco, apenas a de Serro Azul foi conclu\u00edda (2017) &#8211; para a felicidade de uns e tristeza de outros. O reservat\u00f3rio recebe o mesmo nome do distrito onde localizado &#8211; \u00e0 cerca de 150 km da capital pernambucana.<\/p>\n<p>O lugar \u00e9 caracterizado por uma popula\u00e7\u00e3o humilde e carism\u00e1tica. No s\u00e9culo 19, funcionava, na regi\u00e3o, a Usina Serro Azul, importante meio para o desenvolvimento agr\u00edcola e industrial do local. \u00c9 comum, ao conversar com muitos moradores, descobrir que ainda est\u00e3o por l\u00e1 descendentes das primeiras gera\u00e7\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras da usina, mantendo os h\u00e1bitos e costumes familiares. \u201cSerro Azul \u00e9 tudo pra mim. \u00c9 a minha vida. Eu cheguei aqui com 8 anos de idade e hoje tenho 80. Eu gosto muito desse lugar. Aqui cresci e me criei junto com meus familiares, que trabalharam na usina\u201d, lembra o mec\u00e2nico La\u00e9rcio Francisco de Assis.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;172,170,171&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font_size=&#8221;10px&#8221; pagination_font=&#8221;||||||||&#8221; height=&#8221;197px&#8221; max_height=&#8221;1000px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||0px&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; animation_style=&#8221;fade&#8221; z_index=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Ru\u00ednas da Usina Serro Azul.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>A barragem fica em uma \u00e1rea muito pr\u00f3xima \u00e0s resid\u00eancias do vilarejo. Na estrada que leva at\u00e9 o distrito, a PE-103, a enorme constru\u00e7\u00e3o de concreto pode ser vista do lado esquerdo da rodovia por todo o percurso de quem parte do munic\u00edpio de Palmares. Seguindo adiante, o pr\u00e9dio de um antigo cinema chama aten\u00e7\u00e3o por continuar resistindo ao tempo. Dentro dele, s\u00f3 uma parte do teto. O ch\u00e3o s\u00f3 tem capim, dando brecha para alguns moradores criarem seus animais por l\u00e1.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/FOTO-2.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Ru\u00ednas da antigo cinema de Serro Azul.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;169px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;]<\/p>\n<p>Encontramos em frente ao cinema, em um banquinho improvisado de cimento, o maquinista e vigilante Jos\u00e9 Louren\u00e7o Severino, 86 anos, que mora no distrito desde que nasceu. \u201cQuase todo dia estamos eu e esse meu amigo aqui, conversando\u201d, explica Jos\u00e9 enquanto fazia companhia ao seu vizinho, que preferiu n\u00e3o se identificar. Por tr\u00e1s do casario, passa o Rio Una e, pouco mais adiante do rio, est\u00e1 a barragem. \u201cN\u00e3o acho ela segura porque nada feito pela m\u00e3o do homem tem seguran\u00e7a\u201d, afirma o ex-maquinista. \u201cPara alguns a barragem foi melhor, para outros foi ruim. Teve gente que perdeu muita coisa porque teve que sair de suas casas para construir a barragem e o reservat\u00f3rio que a \u00e1gua tomou conta. Tem muita gente que quer ir embora daqui por causa dela, mas n\u00e3o tem dinheiro\u201d, complementa.<span style=\"font-size: 14px;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;177,178,176&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font_size=&#8221;10px&#8221; pagination_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; height=&#8221;196px&#8221; max_height=&#8221;1000px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; animation_style=&#8221;fade&#8221; z_index=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Jos\u00e9 Severino em frente ao cinema de Serro Azul.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;140px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>No mesmo arruado, casas grandes com a arquitetura antiga chamam a aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 poss\u00edvel ver, entre o curto caminho de concreto do distrito, sendo a maioria das ruas ainda com estrada de barro, a famosa Casa Grande da Usina Serro Azul, em ru\u00ednas, assim como partes da pr\u00f3pria usina, que teve participa\u00e7\u00e3o importante na economia e na hist\u00f3ria do Estado, mas hoje encontra-se abandonada e utilizada como dep\u00f3sito de lixo e entulhos. <a href=\"http:\/\/jconlineinteratividade.ne10.uol.com.br\/galeria\/2013,12,27,2894,galeria.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Casa Grande do Engenho Verde<\/a>, famosa na regi\u00e3o por tamb\u00e9m ter sido um ponto tur\u00edstico &#8211; funcionando como hotel fazenda e restaurante, hoje \u00e9 inexistente, pois o reservat\u00f3rio da barragem inundou o local.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/FOTO-4.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;406,407,408&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Destro\u00e7os da casa grande da usina de Serro Azul.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Nos fundos do \u2018famoso\u2019 Bar do Amaro, como \u00e9 conhecido o boteco que pertence a sua filha, que preferiu n\u00e3o se identificar, podemos avistar o Rio Una e, bem pr\u00f3ximo, a barragem de Serro Azul. L\u00e1 \u00e9 o point para os moradores do distrito e da regi\u00e3o, que sentam-se nas cadeiras de pl\u00e1stico e pedem, em sua grande maioria, cerveja, refrigerante ou uma dose de cacha\u00e7a. Sertanejo, forr\u00f3 eletr\u00f4nico e M\u00fasica Popular Brasileira (MPB) s\u00e3o os sucessos mais solicitados pela clientela, de acordo com Amaro. Com o calor de, em m\u00e9dia, 29\u00ba C, todos preferem ficar com as mesas e cadeiras nas cal\u00e7adas, enquanto a parte de dentro do bar fica vazia. Na \u00e1rea de tr\u00e1s do empreendimento, longe do barulho e dos clientes, seu Amaro alimenta saguis e outros bichos que, ocasionalmente, visitam o estabelecimento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de trabalhar neste ramo, Amaro Miguel da Silva tamb\u00e9m \u00e9 o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores da Comunidade de Serro Azul (Amcusa). \u201cSerro azul representa tudo pra mim. Foi aqui que nasci e me criei, t\u00f4 criando meus filhos e isso aqui era um peda\u00e7o do c\u00e9u. Tinha muitas cachoeiras, muita \u00e1gua, muita agricultura e hoje a gente se sente em uma situa\u00e7\u00e3o como essa, sem poder fazer nada e sem nenhuma expectativa de vida\u201d, destaca entristecido o presidente da Amcusa. \u201cAl\u00e9m da gente viver com o desemprego, o com\u00e9rcio daqui faliu. A estrada, que aqui tinha um desvio para Bonito, n\u00e3o tem mais. O Governo prometeu indenizar os moradores que moram aqui no p\u00e9 do pared\u00e3o e at\u00e9 hoje ningu\u00e9m tem respostas\u201d, complementa.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Bonito, conhecido pelos pernambucanos pelas sete bel\u00edssimas cachoeiras, recebe turistas de todas as regi\u00f5es. Antes da constru\u00e7\u00e3o da barragem, havia acesso ao local atrav\u00e9s do distrito de Serro Azul, durando cerca de 40 minutos at\u00e9 Bonito. Ap\u00f3s inunda\u00e7\u00e3o da \u00e1rea com a constru\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio, o percurso, de carro, passou a durar, em m\u00e9dia, 1h30min. Esse trecho, por Serro Azul, al\u00e9m de pr\u00f3ximo de algumas cachoeiras, era importante pois movimentava o com\u00e9rcio da regi\u00e3o, maior e mais organizado na \u00e9poca.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cprh.pe.gov.br\/ARQUIVOS_ANEXO\/Rima%20Serro%20Azul;2803;20111020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">No Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (Rima) da Barragem de Serro Azul<\/a>, estudo feito por uma equipe multidisciplinar &#8211; advogados, arque\u00f3logos, arquitetos e urbanistas, assistentes sociais, bi\u00f3logos, economistas, engenheiros agr\u00f4nomos, cart\u00f3grafos, civis, de pesca, florestais e qu\u00edmicos, ge\u00f3logos, ge\u00f3grafos, meteorologistas e tecn\u00f3logos em geoprocessamento &#8211; em outubro de 2011 para conhecer o terreno e planejar a constru\u00e7\u00e3o do empreendimento, consta que muitas casas e fam\u00edlias precisariam ser retiradas das \u00e1reas onde vivem em decorr\u00eancia da obra da barragem. Al\u00e9m disso, informa, ainda, os impactos que esse povo vai sofrer &#8211; e hoje sofre &#8211; ap\u00f3s essa grande obra, entre eles, efeitos na produ\u00e7\u00e3o da agricultura de subsist\u00eancia, nas cria\u00e7\u00f5es de animais nos quintais das suas casas, cultivo de aves e plantio de frutas e verduras.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;192,565&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; min_height=&#8221;396px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Trechos do Rima (p\u00e1gina 19, 35 e 36).[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Obst\u00e1culos previamente estudados pelos pesquisadores que elaboraram o Rima tamb\u00e9m incluem a popula\u00e7\u00e3o com baixa escolaridade e capacita\u00e7\u00e3o para o trabalho, dificultando o deslocamento dessas pessoas para novas \u00e1reas; as ocupa\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de risco, pr\u00f3ximas \u00e0s margens do rio e encostas; altos n\u00edveis de desemprego na \u00e1rea, especialmente nos per\u00edodos entre as safras da cana-de-a\u00e7\u00facar; dificuldade para posse de terras, gerando entraves relacionados a desapropria\u00e7\u00e3o e realoca\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o; altos n\u00edveis de migra\u00e7\u00e3o para as \u00e1reas urbanas pr\u00f3ximas, entre outras quest\u00f5es importantes.<\/p>\n<p>Os moradores afirmam que o planejamento apresentado pelo Governo do Estado \u00e9 totalmente diferente da realidade atual que eles vivem. \u201cEles mostraram para gente na planilha que tinha reflorestamento, os moradores do pared\u00e3o tinham uma boa moradia em outro lugar, vinha uma empresa para criar emprego para o povo, prometeram, tamb\u00e9m, ajudar atrav\u00e9s do turismo, criar projeto de peixe pra comunidade e at\u00e9 hoje nada disso existe\u201d, ressalta Amaro. \u201cMuitos t\u00e3o sem as terras pra trabalhar, ficaram desempregados e t\u00e3o por a\u00ed. Pra mim n\u00e3o teve nenhum benef\u00edcio, mas para a popula\u00e7\u00e3o de Palmares teve, j\u00e1 que v\u00e3o ficar seguros de enchentes\u201d, complementa a aposentada Jovelina Maria da Silva, de 67 anos. Enquanto conversava, n\u00e3o largava a b\u00edblia da m\u00e3o. Quando questionei qual seria seu destino, ela disse que seguia para a igreja. \u201cVou pedir pra Deus mudar a vida da gente aqui\u201d, afirmou sorridente.[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;199,198,197&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Caminho que leva at\u00e9 a barragem de Serro Azul.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Para chegar pr\u00f3ximo \u00e0s comportas da barragem, \u00e9 preciso passar por uma pequena e estreita ponte de concreto. A sensa\u00e7\u00e3o ao atravessar \u00e9 de queda iminente. Embaixo est\u00e1 o Una, que antes era cheio, e hoje tem volume bem reduzido, com muitas plantas aqu\u00e1ticas preenchendo o espa\u00e7o at\u00e9 as margens. Ap\u00f3s atravessar, a estrada de barro se divide em dois caminhos: do lado direito, a casa de dona Josefa Maria; em frente, o p\u00e9 da barragem. [\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;200,202&#8243; posts_number=&#8221;2&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_css_gallery_item=&#8221;width: 50% !important;||margin: 0 !important;||clear: none !important;&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Dona Josefa em frente a barragem e na fachada da sua casa.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]A placa de perigo \u00e9 um alerta de que ali \u00e9 uma \u00e1rea de risco, mas isso n\u00e3o assusta todos os moradores que percorrem o caminho diariamente. Durante as visitas ao local, v\u00e1rias pessoas passaram naquele trecho, seja a p\u00e9, a cavalo ou motocicleta. A agricultora Josefa Maria mora com a fam\u00edlia exatamente ao lado da barragem e assegura que teme pela inseguran\u00e7a causada pelo reservat\u00f3rio. \u201cA gente n\u00e3o se sente seguro de jeito nenhum. A sorte da gente \u00e9 que muita gente se preocupou com essa barragem, chegando aos \u00f3rg\u00e3os competentes que vieram aqui e, depois, abriram as duas comportas, a\u00ed estamos mais calmos\u201d, alerta a moradora. Outra problem\u00e1tica tamb\u00e9m afeta quem mora perto do pared\u00e3o de concreto. \u201cEssa noite mesmo (9 de mar\u00e7o) fui dormir na casa da minha filha Maria de F\u00e1tima, que mora aqui pr\u00f3ximo da Usina, porque eu n\u00e3o estava aguentando o mau cheiro\u201d, conclui. A sensa\u00e7\u00e3o ao exalar este odor lembra quando deixamos flores descansado no vaso com \u00e1gua durantes dias, mas com um cheiro desagrad\u00e1vel muito mais potencializado.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/FOTO-7-1.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221;]Foto: Placa de perigo inserida no poste pr\u00f3ximo ao pared\u00e3o da barragem.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Apesar desse fator, muitos visitantes e moradores sobem at\u00e9 o caminho que divide a barragem e o reservat\u00f3rio para vislumbrar o bonito cen\u00e1rio, que se tornou ponto tur\u00edstico na regi\u00e3o. Para olhar a barragem por completo, \u00e9 preciso ir \u00e0 parte alta do distrito. Ap\u00f3s 15 minutos de carro, em uma estrada de barro perigosa, com muitas crateras e sem acostamento, \u00e9 poss\u00edvel contemplar a linda vista. Um caminho divide os dois lados: a \u00e1gua do reservat\u00f3rio e as paredes de concreto com as comportas. [\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;205,204,168&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: O reservat\u00f3rio e o pared\u00e3o da barragem.[\/et_pb_text][et_pb_video src=&#8221;https:\/\/youtu.be\/nfj7HObHJDs&#8221; image_src=&#8221;\/\/i.ytimg.com\/vi\/nfj7HObHJDs\/hqdefault.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;468px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_video][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;12px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<h2><strong>Cheias<\/strong><\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_tabs active_tab_background_color=&#8221;#488286&#8243; inactive_tab_background_color=&#8221;#000000&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; tab_font=&#8221;||||||||&#8221; tab_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; body_font=&#8221;||||||||&#8221; body_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; background_color=&#8221;#488286&#8243; border_width_all=&#8221;0px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][et_pb_tab title=&#8221;2011&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;]<\/p>\n<p>Cerca de 11 meses depois da grande enchente que devastou munic\u00edpios, destruiu lares e afetou milhares de pessoas, mais uma vez Pernambuco e Alagoas foram alvos de cheias, dessa vez em maio de 2011. Apesar de ser em uma propor\u00e7\u00e3o inferior a do ano anterior, cerca de 40 munic\u00edpios foram afetados no Estado, atingindo mais de 100 mil pessoas com as chuvas. Na \u00e9poca, nenhuma barragem que havia sido planejada para conter enchentes na regi\u00e3o estava constru\u00edda, nem mesmo as obras tiveram in\u00edcio.<\/p>\n<p>[\/et_pb_tab][et_pb_tab title=&#8221;2017&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;]Novamente os estados de Alagoas e Pernambuco foram atingidos por enchentes. No dia 28 de maio, fortes chuvas causadas por um fluxo de vento vindo do oceano e carregado de ar \u00famido formaram nuvens carregadas na Costa e na Zona da Mata. Nos dois estados, totalizaram cerca de 40 mil pessoas desalojadas, em 31 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Apesar de quatro barragens ainda estarem sem previs\u00e3o de conclus\u00e3o, a barragem de Serro Azul ajudou bastante os moradores dos munic\u00edpios vizinhos. Isto porque conseguiu segurar um elevado n\u00edvel de \u00e1gua, evitando um desastre maior. Se todas estivessem conclu\u00eddas, absorveriam as \u00e1guas dos rios Una, Pirangi, Sirinha\u00e9m e Panelas, cumprindo o objetivo de conter enchentes.<\/p>\n<p>\u201cQuando vier uma cheia igual a de 2017, aquela que teve aqui, esse pared\u00e3o estando cheio a\u00ed, esse povo aqui vai correr tudinho, vai abandonar as casas\u201d, afirma temerosamente Amaro. Isso porque a proximidade assusta os moradores, que n\u00e3o t\u00eam um lugar seguro para onde ir.[\/et_pb_tab][et_pb_tab title=&#8221;2019&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;]Da madrugada do dia 28 de maio at\u00e9 o dia seguinte (29), choveu 212 mil\u00edmetros no munic\u00edpio de Barreiros, na Mata Sul do estado, ocasionando uma enchente que afetou mais de 300 fam\u00edlias, al\u00e9m de deslizamento de barreiras e queda de \u00e1rvores. Choveu 75% do esperado para todo o m\u00eas de maio e os desastres n\u00e3o foram maiores porque a barragem de Serro Azul acumulou uma grande quantidade de \u00e1gua no reservat\u00f3rio, preenchendo 20% do seu limite total.[\/et_pb_tab][\/et_pb_tabs][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;66px&#8221; custom_margin=&#8221;28px|||||&#8221; custom_padding=&#8221;2px||0px|||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p><strong style=\"color: #333333; font-size: 30px;\">A barragem<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n<p>O planejamento da constru\u00e7\u00e3o da Barragem de Serro Azul foi em conjunto com a de Panelas II, em Cupira; Gatos, em Lagoa dos Gatos; Igarapeba, em S\u00e3o Benedito do Sul; e Barra de Guabiraba, no munic\u00edpio que leva o mesmo nome. De acordo a previs\u00e3o das obras, duas barragens &#8211; Igarapeba e Serro Azul &#8211; seriam entregues em 2014 e as outras tr\u00eas em 2013. Atualmente, apenas uma foi constru\u00edda, como j\u00e1 citado acima.<\/p>\n<p>Com base na avalia\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), a barragem de Serro Azul est\u00e1 com DPA e CRI altos. E a inseguran\u00e7a dos moradores permanece. Morar pr\u00f3ximo ao pared\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 um local seguro nas proximidades e, al\u00e9m de outros fatores externos, a falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras impede o deslocamento para novas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Enquanto as comportas da barragem est\u00e3o abertas, o sossego aquieta o cora\u00e7\u00e3o dos moradores. Mas elas n\u00e3o v\u00e3o continuar assim por muito tempo. \u201cT\u00e1 todo mundo aqui com muito medo. J\u00e1 pensei em sair daqui. Depois que abriram as comportas a gente aliviou mais um pouco. Mas t\u00e3o dizendo que v\u00e3o fechar, que v\u00e3o precisar de \u00e1gua para tirar para Caruaru\u201d, explica o eletricista M\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cEssa barragem n\u00e3o vai ficar com as v\u00e1lvulas abertas, elas v\u00e3o fechar pra levar \u00e1gua para outras cidades. O Crea-PE veio e viu que n\u00e3o tem nem sirene pra popula\u00e7\u00e3o ficar alerta se por acaso acontecer algum desastre na barragem. N\u00f3s estamos com muito medo. O que eu queria pedir \u00e9 que olhassem pra n\u00f3s. Somos humanos. N\u00e3o esperem acontecer o pior pra ajudar \u201d, pede Jovelina Maria.<\/p>\n<p>Em 12 de fevereiro, uma equipe multidisciplinar &#8211; advogado, ge\u00f3logos, engenheiros agr\u00f4nomos, civis, florestais e de minas e uma jornalista &#8211; do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), <a href=\"http:\/\/www.creape.org.br\/profissionais-que-vistoriam-serro-azul-emitem-nota-de-esclaracimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">realizou uma vistoria t\u00e9cnica da barragem<\/a> e lan\u00e7ou uma nota de esclarecimento \u201ccom base no que foi visto\u201d. De acordo com a nota:<em> \u201cA barragem de Concreto Compactado a Rolo (CCR) inspecionada n\u00e3o apresenta nenhum sintoma de deslocamentos relativos entre partes da estrutura, esmagamento e esborcinamento dos concretos entre as juntas e fissuras existentes, que indique problemas estruturais, que possam levar a um colapso (&#8230;) Para que uma barragem desse tipo venha colapsar, muitos sintomas devem surgir antes de ser classificada como insegura e nenhum desses sintomas foi evidenciado na vistoria realizada (&#8230;) Por outro lado, uma barragem desse porte deve ser constantemente monitorada atrav\u00e9s de instrumentos espec\u00edficos, para que se detecte algum problema de movimenta\u00e7\u00e3o, antes mesmo que sintomas vis\u00edveis venham a surgir e que a\u00e7\u00f5es sejam tomadas para que o problema n\u00e3o evolua. (&#8230;) A \u00e1gua da barragem apresenta sinais de eutrofiza\u00e7\u00e3o, um odor muito forte, caracter\u00edstico de uma quantidade excessiva de mat\u00e9ria org\u00e2nica (&#8230;) Vale ressaltar que a comunidade que reside em \u00e1rea que sofre qualquer tipo de impacto deve ser capacitada e treinada para qualquer situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, evitando p\u00e2nico. Nesse sentido \u00e9 importante, \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o quanto ao n\u00edvel da vaz\u00e3o da \u00e1gua da barragem. Moradores cientes dos procedimentos adotados na barragem e da sua finalidade, sentem-se mais seguros. N\u00e3o foi verificada a exist\u00eancia de sirenes de alerta, rota de fuga da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de risco, monitoramento e projeto de recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas.\u201d.<\/em><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/FOTO-9.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Placa com informa\u00e7\u00f5es sobre a Adutora de Serro Azul.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;135px&#8221; custom_margin=&#8221;25px|||||&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px|||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]O projeto Adutora Serro Azul visa acumular \u00e1gua no reservat\u00f3rio, que tem capacidade de armazenar 303 milh\u00f5es de m\u00b3, e distribu\u00ed-la para o agreste pernambucano, abrangendo os munic\u00edpios de Belo Jardim, Bezerros, Caruaru, Gravat\u00e1, Sanhar\u00f3, Santa Cruz do Capibaribe, S\u00e3o Bento do Una, S\u00e3o Caetano, Tacaimb\u00f3 e Toritama. A ideia visa manter a sustentabilidade h\u00eddrica destes munic\u00edpios, que sofrem com as secas c\u00edclicas. Ser\u00e3o cerca de 1,5 milh\u00f5es de pessoas beneficiadas com esse empreendimento, com 58 quil\u00f4metros de tubula\u00e7\u00e3o transportando 500 litros por segundo at\u00e9 a Adutora do Agreste, localizada entre os munic\u00edpios de Caruaru e Bezerros. Para que isso aconte\u00e7a, \u00e9 preciso acumular \u00e1gua atrav\u00e9s do fechamento das comportas.<\/p>\n<p>As obras tiveram in\u00edcio no 2\u00ba semestre de 2018, com previs\u00e3o de conclus\u00e3o em cerca de dezoito meses. O Governo de Pernambuco est\u00e1 investindo, ao total, R$200 milh\u00f5es, originados de um empr\u00e9stimo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de acordo com a Compesa.[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_align=&#8221;left&#8221; header_2_text_color=&#8221;#0c71c3&#8243;]<\/p>\n<h2>Popula\u00e7\u00e3o Rural de Palmares<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_number_counter title=&#8221;Fonte: IBGE, Censo Demogr\u00e1fico 2010. &#8221; number=&#8221;12640&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; title_text_align=&#8221;left&#8221; title_font_size=&#8221;10px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_text_align=&#8221;left&#8221; number_font_size=&#8221;60px&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_margin=&#8221;5px|-5px||||&#8221; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_align=&#8221;left&#8221; header_2_text_color=&#8221;#0c71c3&#8243; custom_margin=&#8221;59px||0px|||&#8221;]<\/p>\n<h2>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_map address=&#8221;Barragem Serro Azul &#8211; PE-103, Palmares &#8211; PE, 55540-000, Brasil&#8221; zoom_level=&#8221;15&#8243; address_lat=&#8221;-8.5881907&#8243; address_lng=&#8221;-35.6696375&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_map_pin pin_address=&#8221;Barragem Serro Azul &#8211; PE-103, Palmares &#8211; PE, 55540-000, Brazil&#8221; pin_address_lat=&#8221;-8.5881907&#8243; pin_address_lng=&#8221;-35.6696375&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_map_pin][\/et_pb_map][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; ul_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_3_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; header_3_text_align=&#8221;center&#8221; header_3_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; background_color=&#8221;#848484&#8243; custom_margin=&#8221;60px||0px&#8221; custom_padding=&#8221;9px||0px&#8221;]<\/p>\n<h3>datas das visitas<\/h3>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_number_counter title=&#8221;mar\u00e7o&#8221; number=&#8221;9&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;22px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;80px&#8221; number_line_height=&#8221;100px&#8221; background_color=&#8221;#efefef&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;135px&#8221; custom_margin=&#8221;0px||0px|||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_number_counter title=&#8221;mar\u00e7o&#8221; number=&#8221;10&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;22px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;80px&#8221; number_line_height=&#8221;100px&#8221; background_color=&#8221;#efefef&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;135px&#8221; custom_margin=&#8221;5px||0px|||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_testimonial author=&#8221;Amaro Miguel&#8221; job_title=&#8221;Presidente da Amcusa&#8221; portrait_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Editada-014.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;60px||&#8221;]<\/p>\n<p>\u201cSerro azul representa tudo pra mim. Foi aqui que nasci e me criei, t\u00f4 criando meus filhos e isso aqui era um peda\u00e7o do c\u00e9u. Tinha muitas cachoeiras, muita \u00e1gua, muita agricultura e hoje a gente se sente em uma situa\u00e7\u00e3o como essa, sem poder fazer nada e sem nenhuma expectativa de vida\u201d<\/p>\n<p>[\/et_pb_testimonial][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Editada-06.jpg&#8221; bottom_divider_style=&#8221;waves2&#8243; bottom_divider_color=&#8221;#ffffff&#8221; bottom_divider_height=&#8221;120px&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;50px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.5)&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;200px||300px&#8221;][\/et_pb_fullwidth_post_title][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;8578px&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221; custom_margin=&#8221;|auto||||&#8221; padding_left_2=&#8221;50px&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;8408px&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221;] Com o objetivo de conter enchentes na Zona da Mata Sul e no Agreste Pernambucano, o Governo do Estado de Pernambuco, junto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":212,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-90","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/90","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90"}],"version-history":[{"count":47,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/90\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":700,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/90\/revisions\/700"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/media\/212"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}