{"id":149,"date":"2019-05-31T22:08:26","date_gmt":"2019-06-01T01:08:26","guid":{"rendered":"http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/?page_id=149"},"modified":"2019-06-13T20:13:53","modified_gmt":"2019-06-13T23:13:53","slug":"panelas-ii","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/panelas-ii\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o sofre com o abandono das obras da barragem que deveria promover seguran\u00e7a na regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/2.jpg&#8221; bottom_divider_style=&#8221;waves2&#8243; bottom_divider_color=&#8221;#ffffff&#8221; bottom_divider_height=&#8221;120px&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;50px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.5)&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;200px||300px&#8221;][\/et_pb_fullwidth_post_title][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221; custom_margin=&#8221;|auto||||&#8221; padding_left_2=&#8221;50px&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221;]Cintur\u00e3o de barragens \u00e9 o nome popular referente ao planejamento do Governo de Pernambuco e do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional para construir cinco barragens para conten\u00e7\u00e3o de enchentes no estado. Com previs\u00e3o de conclus\u00e3o de todas at\u00e9 2014, hoje, apenas uma foi finalizada: a barragem de Serro Azul, em Palmares, citada anteriormente neste conjunto de reportagens. <\/p>\n<p>O Sistema de Controle de Cheias da Bacia do Rio Una \u00e9 composto pelas barragens de Gatos, em Lagoa dos Gatos; Igarabepa, em S\u00e3o Benedito do Sul;  Panelas II, em Cupira; e Serro Azul, em Palmares. A barragem de Barra de Guabiraba, no munic\u00edpio que leva o mesmo nome, tamb\u00e9m faz parte do projeto, mas est\u00e1 no curso do Rio Sirinha\u00e9m. Com exce\u00e7\u00e3o de Serro Azul, todas est\u00e3o abandonadas e sem previs\u00e3o de t\u00e9rmino de suas obras.[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/5.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Barragem de Panelas II abandonada.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Sa\u00edmos da capital em dire\u00e7\u00e3o a barragem de Panelas II, no agreste pernambucano, planejada para conten\u00e7\u00e3o de enchentes na regi\u00e3o. S\u00e3o aproximadamente 170 quil\u00f4metros at\u00e9 l\u00e1. Depois do munic\u00edpio de Catende, o caminho lembra aqueles de desenho animado: cheio de curvas, sem ilumina\u00e7\u00e3o e acostamento. Seguimos com muita chuva at\u00e9 o munic\u00edpio de Bel\u00e9m de Maria e, de l\u00e1, pegamos a BR-123 por cerca de 10 km com muitas subidas e buracos na estrada de barro que leva at\u00e9 Cupira. O sacolejo de todo o caminho impede at\u00e9 o cochilo que combina com a viagem.<\/p>\n<p>\u201cNo inverno essa pista fica muito ruim, o bicho pega. A gente s\u00f3 passa de p\u00e9 ou de moto\u201d, afirma o ex-agricultor Gilson Moraes, de 45 anos, que mora na regi\u00e3o desde 2006. \u201cAgora h\u00e1 pouco acabou de passar aqui um \u00f4nibus do Recife. Quando t\u00e1 chovendo muito, que faz lama, esse \u00f4nibus n\u00e3o passa. O barro fica liso e ele n\u00e3o consegue nem subir\u201d, explica o agricultor Jos\u00e9 Severino da Silva. \u201cQuando a gente sai daqui para fazer feira vai e fica no meio do caminho, n\u00e3o tem como passar. No inverno mesmo a gente n\u00e3o passa n\u00e3o, tem que passar por Agrestina e subir. Se tiver uma emerg\u00eancia n\u00e3o tem nem como prestar socorro\u201d, comenta a dona de casa Maria Aparecida, moradora do munic\u00edpio desde que nasceu, h\u00e1 53 anos.<\/p>\n<p>Ao chegar nos limites do munic\u00edpio de Cupira, avistamos a barragem, atualmente <a href=\"http:\/\/www.cultura.pe.gov.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Enchentes-2017-Principais-a%C3%A7%C3%B5es-e-barragens-conten%C3%A7%C3%A3o-20170528-V3-1.compressed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">47% conclu\u00edda<\/a>, segundo o Governo de Pernambuco. Ela fica em uma \u00e1rea conhecida como Ch\u00e3 das Panelas, na zona rural. N\u00e3o h\u00e1 como negar que o ambiente est\u00e1 abandonado. Muitas \u00e1rvores, plantas e mato crescido fazem parte do terreno. L\u00e1 tamb\u00e9m tem algumas constru\u00e7\u00f5es, uma delas at\u00e9 similar a uma casa, al\u00e9m de materiais de constru\u00e7\u00e3o deixados no local, mas ningu\u00e9m parece morar na sombra da barragem de Panelas II. Com as fortes chuvas no dia em que visitamos, a lama tornou o caminho de barro ainda mais escorregadio e perigoso.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;366,368,367&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font_size=&#8221;10px&#8221; pagination_font=&#8221;||||||||&#8221; height=&#8221;195px&#8221; max_height=&#8221;1000px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; animation_style=&#8221;fade&#8221; z_index=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Caminho que leva at\u00e9 o pared\u00e3o da barragem.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>No topo do pared\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel ter uma bela vista do terreno que, se tivesse sido conclu\u00eddo, seria a barragem. O lado do reservat\u00f3rio, onde passa o rio, est\u00e1 repleto de plantas aqu\u00e1ticas e o outro lado, onde a \u00e1gua escorre, tomado por mato e pedras. A comporta estava aberta, escorrendo o pouco da \u00e1gua que vinha do lado oposto, seguindo o caminho do riacho. Em cima do pared\u00e3o, mais ferro e uma vis\u00e3o completa do descaso com a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;371,370,369,378,377,379,393,392,394&#8243; posts_number=&#8221;9&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;55px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Restos de materiais da obra, al\u00e9m de constru\u00e7\u00f5es abandonadas no local.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;74px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||0px|||&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221;]<\/p>\n<p>Gilson Moraes mora pr\u00f3ximo ao port\u00e3o de entrada para o acesso a barragem. De dentro da sua casa, que tamb\u00e9m funciona como bar e venda de doces, salgados e guloseimas, viu todo o processo de constru\u00e7\u00e3o da obra de perto e sente pela falta de \u00e1gua na regi\u00e3o. \u201cNingu\u00e9m na minha fam\u00edlia foi afetado pelas enchentes dos anos passados, mas seria muito bom a barragem pronta pra gente ter \u00e1gua pot\u00e1vel. Sem \u00e1gua como \u00e9 que a gente vai viver?\u201d, diz o morador que precisou fazer uma cisterna tempor\u00e1ria no terra\u00e7o da sua casa para ter acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel. Ele mora a cerca de 700 metros da obra, vive com a mulher e seus dois filhos. Enquanto a reportagem esteve no local, muitos vizinhos passaram por l\u00e1 para beber e jogar conversa fora.<\/p>\n<p>O agricultor Jos\u00e9 Severino \u00e9 vizinho de Gilson e mora no munic\u00edpio desde que nasceu, h\u00e1 52 anos. Com o in\u00edcio das constru\u00e7\u00f5es, precisou sair de sua resid\u00eancia, localizada no territ\u00f3rio onde seria constru\u00edda a barragem, e se mudar para outro local. Essa migra\u00e7\u00e3o prejudicou n\u00e3o s\u00f3 a moradia, mas tamb\u00e9m o sustento. \u201cTive que pedir permiss\u00e3o ao Estado, na \u00e9poca, para ficar trabalhando no terreno, porque vivo de agricultura. A partir do momento que aconteceram as desapropria\u00e7\u00f5es fiquei sem lugar para plantar. L\u00e1 onde eu morava a gente tinha terra boa e \u00e1gua pra trabalhar, diferente de hoje. Eu me considero no preju\u00edzo\u201d, ressalta, com um olhar entristecido.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/4.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: O mato crescido preenche todo o terreno.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;112px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||0px|||&#8221; custom_padding=&#8221;0px||0px|||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Atualmente, ele mora em uma rua acima da \u00e1rea onde seria constru\u00edda a barragem, na parte alta, n\u00e3o oferecendo risco de enchentes para os moradores do vilarejo. \u201cAgora s\u00f3 posso plantar lavoura que colha logo e tenho que ficar em alerta porque na hora que come\u00e7ar a obra tem que tirar o gado do local . A\u00ed vou ter que ficar parado, ficar sem criar e sem trabalhar\u201d, complementa, assustado com o futuro.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_video src=&#8221;https:\/\/youtu.be\/1FbMTc48Hhg&#8221; src_webm=&#8221;https:\/\/youtu.be\/1FbMTc48Hhg&#8221; image_src=&#8221;\/\/i.ytimg.com\/vi\/1FbMTc48Hhg\/hqdefault.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_video][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;169px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Em estudo feito para reconhecimento do terreno, o <a href=\"http:\/\/www.cprh.pe.gov.br\/downloads\/rimafinal.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (Rima)<\/a> identificou v\u00e1rios fatores de impacto no meio f\u00edsico da regi\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o da obra. Entre eles, por exemplo, a altera\u00e7\u00e3o na qualidade do solo, na qualidade e no n\u00edvel das \u00e1guas subterr\u00e2neas e na qualidade do ar. Essas condi\u00e7\u00f5es impactam n\u00e3o s\u00f3 Jos\u00e9 Severino, mas grande parcela da popula\u00e7\u00e3o que utilizava o local como garantia de sobreviv\u00eancia, atrav\u00e9s da agricultura.<\/p>\n<p>Ainda com base no Rima, a barragem do Rio Panelas, afluente do Pirangi, que des\u00e1gua no Una &#8211; Panelas II &#8211; teria capacidade para 17 milh\u00f5es de m\u00b3 de \u00e1gua, com previs\u00e3o de custo de R$35 milh\u00f5es. J\u00e1 em publica\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/governo\/2011\/05\/governo-assina-convenio-de-r-65-mi-para-construcao-de-barragens-em-pernambuco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site Governo Federal<\/a>, em 13 de maio de 2011, consta que a constru\u00e7\u00e3o total ser\u00e1 de R$50 milh\u00f5es, sendo R$11,5 milh\u00f5es do Governo do Estado. A LENC &#8211; Laborat\u00f3rio de Engenharia e Consultoria LTDA \u00e9 a empresa respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o do trabalho na barragem, que teria uma \u00e1rea alagada de 324,96 hectares.<\/p>\n<p>A Controladoria Regional da Uni\u00e3o no Estado de Pernambuco fez uma <a href=\"https:\/\/auditoria.cgu.gov.br\/download\/10787.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">auditoria<\/a> na Secretaria de Infraestrutura H\u00eddrica (SIH) referente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de Panelas II. Os estudos foram realizados entre 17 de maio e 25 de outubro de 2017 e identificaram <em>\u201cpreju\u00edzo de R$ 2.650.680,07, devido a superfaturamento e pagamentos indevidos. (&#8230;) Paralisa\u00e7\u00e3o das obras devido a atraso na libera\u00e7\u00e3o de recursos federais. (&#8230;) Tamb\u00e9m foram verificados atrasos causados por defici\u00eancias nos estudos preliminares e projeto b\u00e1sico, sem a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias tempestivas para a resolu\u00e7\u00e3o por parte do Governo do Estado de Pernambuco\u201d<\/em>. O Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional deveria repassar R$ 38.460.000,00 para constru\u00e7\u00e3o da barragem, mas n\u00e3o o fez.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;389,390,391&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Flores que encantam o cen\u00e1rio de abandono.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;58px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<h3 style=\"text-align: left;\"><strong>Gatos tamb\u00e9m \u00e9 sin\u00f4nimo de abandono<\/strong><\/h3>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/17-1.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;383,384,385&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Port\u00e3o improvisado para proteger o caminho que leva at\u00e9 a barragem de Gatos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;169px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de abandono \u00e9 similar em Gatos, localizada entre Lagoa dos Gatos e Bel\u00e9m de Maria. A obra foi abandonada ap\u00f3s cerca de 25% do seu desenvolvimento. Para chegar ao terreno, pegamos uma pequena estrada de barro, com muita lama, que termina defronte a um port\u00e3o de entrada improvisado com madeira e arame farpado. Por tr\u00e1s est\u00e1 o caminho, j\u00e1 tomado por muitas plantas, que chega na constru\u00e7\u00e3o da barragem. O acesso ao local \u00e9 restrito e o vigilante, que preferiu n\u00e3o se identificar, afirma ter recebido ordens para apenas pessoas autorizadas pelo Governo terem acesso a constru\u00e7\u00e3o da barragem.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/15.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Caminho que leva at\u00e9 a barragem de Gatos.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;169px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;0px|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 10 minutos a p\u00e9 em uma estrada lamacenta e improvisada, em meio a muitas \u00e1rvores e capim crescido, a obra exibe sinais de total neglig\u00eancia. Restos de ferro, areia e britas est\u00e3o espalhados em parte do terreno. O pared\u00e3o da barragem come\u00e7ou a ser erguido, mas assim ficou at\u00e9 hoje. O cuidador do local comentou que a obra est\u00e1 totalmente parada h\u00e1 cinco anos e tamb\u00e9m n\u00e3o tem nenhuma informa\u00e7\u00e3o sobre se ser\u00e1 retomada.<\/p>\n<p>No local que deveria abrigar um reservat\u00f3rio com capacidade para armazenar 6,3 milh\u00f5es de m\u00b3 de \u00e1gua, existem apenas paredes de concreto. A menor tem, em m\u00e9dia, 3 metros. Outra com um pouco mais que isso e uma terceira bem maior. O local onde passaria a \u00e1gua do reservat\u00f3rio, similar a um t\u00fanel, tamb\u00e9m est\u00e1 abandonado. O rio est\u00e1 cheio de plantas aqu\u00e1ticas e corre, em pequena quantidade, e em meio \u00e0s pedras, seguindo seu rumo.<\/p>\n<p>A Barragem de Gatos est\u00e1 or\u00e7ada em R$15 milh\u00f5es. Panelas II e Gatos ficam no rio Panelas e riacho de Gatos, afluentes do Rio Pirangi, tribut\u00e1rio da bacia do Una. A empresa respons\u00e1vel pelo empreendimento \u00e9 a mesma de Panelas II, a LENC.<\/p>\n<p>De acordo com o Rima, ambas as barragens t\u00eam, em seu projeto, um sistema de \u201ctomada d\u2019\u00e1gua e descarga de fundo\u201d, onde haver\u00e1 uma passagem na barragem que permitir\u00e1 que o rio continue seu fluxo naturalmente ao longo do ano. O vigilante afirma que, em 2017, a enchente na regi\u00e3o levou muitos materiais e subiu a um n\u00edvel que cobriria, e muito, nossas cabe\u00e7as. Nos arredores da obra h\u00e1 poucas casas, mas no dia que estivemos por l\u00e1, n\u00e3o havia ningu\u00e9m no local.<\/p>\n<p>Como a barragem citada anteriormente, Gatos tamb\u00e9m surgiu da necessidade de evitar novos desastres, como as enchentes dos \u00faltimos anos, e proporcionar seguran\u00e7a e qualidade de vida para os moradores da regi\u00e3o. A previs\u00e3o era que as duas barragens ficassem prontas at\u00e9 o final de 2013. Hoje, nenhuma delas tem previs\u00e3o de continuidade da obra, deixando a popula\u00e7\u00e3o a merc\u00ea de novos desastres.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/auditoria.cgu.gov.br\/download\/10788.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">auditoria<\/a> tamb\u00e9m realizada em Gatos, no mesmo per\u00edodo que Panelas II, prev\u00ea que <em>\u201cfoi identificado preju\u00edzo de R$ 93.016,64, devido a superfaturamento, assim como medi\u00e7\u00e3o de outros R$ 1.554.254,84 na execu\u00e7\u00e3o da obra onde n\u00e3o se pode comprovar que s\u00e3o integralmente devidos. Foi identificada paralisa\u00e7\u00e3o das obras devido a atraso na libera\u00e7\u00e3o de recursos federais. (&#8230;) Tamb\u00e9m foram verificados atrasos causados por problemas operacionais pela Contratada como atraso nos pagamentos efetuados pela Contratada ao seu pessoal, bem como atrasos causados por necessidade de altera\u00e7\u00e3o do projeto\u201d<\/em>. O Governo Federal repassou R$ 4.616.000,00 para a constru\u00e7\u00e3o da obra, quando o previsto era de R$ 11.540.000,00.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.sirh.srh.pe.gov.br\/site\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=379:srhe-libera-r-27-mi-para-indenizacao-de-propriedades-em-area-de-construcao-de-barragens&amp;catid=40:newsflash&amp;Itemid=72\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publica\u00e7\u00e3o<\/a> da Secretaria de Recursos H\u00eddricos e Energ\u00e9ticos de Pernambuco (SRHE\/PE), datada em 28 de dezembro de 2011, destaca que os moradores que tinham resid\u00eancia nos terrenos onde seriam constru\u00eddas as barragens de Panelas II e Gatos estavam sendo desapropriados. Tinham sido liberados R$2,7 milh\u00f5es para os pagamentos de 47 propriedades. Al\u00e9m desse n\u00famero, 15 j\u00e1 tinham sido indenizadas, com investimentos de R$730 mil. A equipe respons\u00e1vel do Instituto de Terras e Reforma Agr\u00e1ria de Pernambuco (Iterpe) esteve no local fazendo a desapropria\u00e7\u00e3o do terreno, que envolveu constru\u00e7\u00f5es, benfeitorias &#8211; melhoria para a extens\u00e3o da vida \u00fatil do bem &#8211; e terra nua &#8211; im\u00f3vel rural sem investimentos. Ao total, a constru\u00e7\u00e3o afetou cerca de 200 propriedades nos dois munic\u00edpios.<\/p>\n<p>\u201cSe o que o Governo prometeu tivesse sido cumprido seria muito bom. Mas n\u00e3o foi t\u00e3o bom assim, porque fomos desapropriados por um valor barato nas terras, um recurso baixo. A obra n\u00e3o foi terminada e para gente aqui \u00e9 s\u00f3 preju\u00edzo. Ent\u00e3o, de qualquer modo tinha que sair porque n\u00e3o podia ficar l\u00e1 por causa da barragem\u201d, destaca o agricultor Jos\u00e9 Severino.<\/p>\n<p>Em agosto de 2018, a Secretaria de Planejamento e Gest\u00e3o (Seplag), por meio da Comiss\u00e3o Especial de Licita\u00e7\u00e3o de Obras e Servi\u00e7os de Engenharia, abriu<a href=\"http:\/\/www.licitacoes.pe.gov.br\/web\/DetalheLicitacao.aspx?idLicitacao=24954&amp;NovaLic=OK\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> licita\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia<\/a> para contrata\u00e7\u00e3o de empresa com a finalidade de conclus\u00e3o das obras de constru\u00e7\u00e3o da barragem de Panelas II. A constru\u00e7\u00e3o j\u00e1 teria passado pela primeira e segunda etapa, restando sua finaliza\u00e7\u00e3o, com previs\u00e3o de custo total de R$38.747.574,00.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_align=&#8221;left&#8221; header_2_text_color=&#8221;#0c71c3&#8243; custom_margin=&#8221;||0px&#8221;]<\/p>\n<h2>Popula\u00e7\u00e3o Rural de Cupira<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_number_counter title=&#8221;Fonte: IBGE, Censo Demogr\u00e1fico 2010. &#8221; number=&#8221;2603&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; title_text_align=&#8221;left&#8221; title_font_size=&#8221;10px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_text_align=&#8221;left&#8221; number_font_size=&#8221;60px&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_margin=&#8221;25px|-5px|0px|||&#8221; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_align=&#8221;left&#8221; header_2_text_color=&#8221;#0c71c3&#8243; custom_margin=&#8221;59px||0px|||&#8221;]<\/p>\n<h2>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_map address=&#8221;Cupira, PE, 55460-000, Brasil&#8221; zoom_level=&#8221;15&#8243; address_lat=&#8221;-8.6110491&#8243; address_lng=&#8221;-35.9516015&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][et_pb_map_pin pin_address=&#8221;Barragem Serro Azul &#8211; PE-103, Palmares &#8211; PE, 55540-000, Brazil&#8221; pin_address_lat=&#8221;-8.5881907&#8243; pin_address_lng=&#8221;-35.6696375&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_map_pin][\/et_pb_map][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; ul_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_3_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; header_3_text_align=&#8221;center&#8221; header_3_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; background_color=&#8221;#848484&#8243; custom_margin=&#8221;20px||0px&#8221; custom_padding=&#8221;9px||0px&#8221;]<\/p>\n<h3>data da visita<\/h3>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_number_counter title=&#8221;maio&#8221; number=&#8221;19&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;22px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;80px&#8221; number_line_height=&#8221;100px&#8221; background_color=&#8221;#efefef&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;135px&#8221; custom_margin=&#8221;0px||60px|||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_testimonial author=&#8221;Jos\u00e9 Severino&#8221; job_title=&#8221;Agricultor&#8221; portrait_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/21-1.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;]&#8221;Tive que pedir permiss\u00e3o ao Estado, na \u00e9poca, para ficar trabalhando no terreno, porque vivo de agricultura. A partir do momento que aconteceram as desapropria\u00e7\u00f5es fiquei sem lugar para plantar. L\u00e1 onde eu morava a gente tinha terra boa e \u00e1gua pra trabalhar, diferente de hoje. Eu me considero no preju\u00edzo\u201d[\/et_pb_testimonial][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/2.jpg&#8221; bottom_divider_style=&#8221;waves2&#8243; bottom_divider_color=&#8221;#ffffff&#8221; bottom_divider_height=&#8221;120px&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;50px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.5)&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;200px||300px&#8221;][\/et_pb_fullwidth_post_title][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221; custom_margin=&#8221;|auto||||&#8221; padding_left_2=&#8221;50px&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221;]Cintur\u00e3o de barragens \u00e9 o nome popular referente ao planejamento do Governo de Pernambuco e do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o Nacional para construir cinco barragens para conten\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-149","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149"}],"version-history":[{"count":30,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":692,"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/149\/revisions\/692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}