{"id":145,"date":"2019-05-31T21:02:22","date_gmt":"2019-06-01T00:02:22","guid":{"rendered":"http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/?page_id=145"},"modified":"2019-06-17T18:14:11","modified_gmt":"2019-06-17T21:14:11","slug":"duas-unas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/duas-unas\/","title":{"rendered":"Barragem vira \u00e1rea de lazer e sustento"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/14.jpg&#8221; bottom_divider_style=&#8221;waves2&#8243; bottom_divider_color=&#8221;#ffffff&#8221; bottom_divider_height=&#8221;120px&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;50px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.5)&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;200px||300px&#8221;][\/et_pb_fullwidth_post_title][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221; custom_margin=&#8221;5px|auto||||&#8221; padding_left_2=&#8221;50px&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221;]<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes eu venho pelo lazer. Aqui voc\u00ea v\u00ea que \u00e9 uma \u00e1rea boa e um lugar bom de morar, n\u00e9?\u201d, comenta a dona de casa Poliana Magda, de 26 anos. Ela \u00e9 moradora do bairro de Malvinas, em Jaboat\u00e3o dos Guararapes, e sempre visita os tios, que vivem nas margens do reservat\u00f3rio da barragem Duas Unas, localizada entre Jaboat\u00e3o e Moreno, na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR).<\/p>\n<p>Sa\u00edmos da capital pernambucana e pegamos a BR-232 em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 barragem, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es do Waze, aplicativo de navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite. Tr\u00eas rotas apontavam a localiza\u00e7\u00e3o, nenhuma delas de f\u00e1cil acesso. A primeira levava a um muro alto de tijolos, com cerca el\u00e9trica e port\u00e3o de alum\u00ednio. Apesar de n\u00e3o ter placa informando, uma r\u00e1pida pesquisa no Google Maps indicou que ali ficava o S\u00edtio Golden Luna. Por coincid\u00eancia, um dos visitantes sa\u00eda do local e informou \u00e0 reportagem que a entrada realmente dava acesso ao reservat\u00f3rio da barragem, mas que era restrita aos h\u00f3spedes que se acomodam por l\u00e1. De longe, era poss\u00edvel avistar a grande quantidade de \u00e1gua no local.<\/p>\n<p>De volta \u00e0 BR-232, a segunda rota levava a um grande port\u00e3o de ferro pintado na cor azul. A entrada permite o acesso \u00e0s proximidades do pared\u00e3o. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) \u00e9 a mantenedora da barragem, que funciona como adutora para os munic\u00edpios da RMR, mas novamente n\u00e3o foi poss\u00edvel entrar por este caminho, restrito para pessoas autorizadas, como informou o vigilante do local. O reservat\u00f3rio desta barragem \u00e9 o menor em ac\u00famulo para abastecimento, diferentemente dos reservat\u00f3rios de Botafogo, em Igarassu; Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho; e Tapacur\u00e1, em S\u00e3o Louren\u00e7o da Mata, que armazenam e distribuem em maior quantidade \u00e1gua para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/01.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Pared\u00e3o da barragem de Duas Unas visto de longe, na BR-232.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_margin_last_edited=&#8221;off|desktop&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Mais dez minutos de trecho pela BR-232 e o GPS &#8211; Sistema de Posicionamento Global &#8211; orientou a seguir a pr\u00f3xima rota, entre os munic\u00edpios de Moreno e Jaboat\u00e3o, por uma estrada de barro esburacada, com poucas casas &#8211; a maioria de portas fechadas, alguns animais soltos, muitas \u00e1rvores. Do lado direito, estava a \u00e1gua do reservat\u00f3rio de Duas Unas. O lugar era simples e encantador. L\u00e1 informaram que o local era chamado de s\u00edtio Manoel 40, mas n\u00e3o souberam dizer a hist\u00f3ria por tr\u00e1s desse nome. Algumas casas tinham a cerca improvisada, com arame farpado e madeira. Apesar de ser um m\u00e9todo de seguran\u00e7a, o ambiente aparentemente n\u00e3o apresentava nenhum risco. Tamb\u00e9m n\u00e3o funcionava sinal de celular, impedindo o contato com a tecnologia e avan\u00e7ando com a natureza &#8211; j\u00e1 modificada &#8211; ali presente.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/13.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px|||||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Caminho de barro que nos leva at\u00e9 \u00e0s margens do reservat\u00f3rio Duas Unas.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;169px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;]<\/p>\n<p>A barragem, constru\u00edda no final da d\u00e9cada de 80, tem capacidade para armazenar mais de 23 milh\u00f5es de m\u00b3 de \u00e1gua e faz parte da bacia hidrogr\u00e1fica do Rio Jaboat\u00e3o, tendo como principal afluente o rio Duas Unas, que nasce em Moreno, pr\u00f3ximo \u00e0s margens da BR-232. Quando entra nos limites do munic\u00edpio de Jaboat\u00e3o, des\u00e1gua no reservat\u00f3rio da barragem de Duas Unas.<\/p>\n<p>O grupo de bacias de pequenos rios litor\u00e2neos 2 (GL2) tem a rede hidrogr\u00e1fica basicamente composta pelos rios Jaboat\u00e3o e Pirapama, junto com seus afluentes. Abrange nove munic\u00edpios: Cabo de Santo Agostinho e Jaboat\u00e3o dos Guararapes (totalmente inseridos), Moreno (sede no GL2), Escada, Pombos, Ipojuca, Recife, S\u00e3o Louren\u00e7o da Mata e Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o (parcialmente inclu\u00eddos).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser importante para a distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua na RMR, este rio \u00e9 marcado negativamente por receber res\u00edduos dom\u00e9sticos, industriais e agro-industriais, afetando a qualidade da \u00e1gua. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o desmatamento das encostas das margens, onde a popula\u00e7\u00e3o faz o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar, na zona rural, e constr\u00f3i moradias para sobreviver.<\/p>\n<p>O grande lago, que de uma margem nem se v\u00ea o outro lado, serve como lugar de lazer e fonte de renda para a popula\u00e7\u00e3o local e vizinha. Chama a aten\u00e7\u00e3o, em meio \u00e0 humildade da \u00e1rea, barcos de passeio nas margens. Al\u00e9m deles, os de pesca tamb\u00e9m ficam ancorados, denunciando que o reservat\u00f3rio tamb\u00e9m \u00e9 fonte de sustento para as fam\u00edlias do entorno. Na \u201cbeira da \u00e1gua\u201d, muito capim, destacando o verde no cen\u00e1rio rural.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;337,340,338&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font=&#8221;||||||||&#8221; caption_font_size=&#8221;10px&#8221; pagination_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; height=&#8221;211px&#8221; max_height=&#8221;1000px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||-12px&#8221; animation_style=&#8221;fade&#8221; z_index=&#8221;0&#8243;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Reservat\u00f3rio Duas Unas.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;154px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; custom_padding=&#8221;|||||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo ao reservat\u00f3rio, foi constru\u00eddo o condom\u00ednio de luxo Alphaville Pernambuco, tamb\u00e9m na BR-232, no bairro Manassu &#8211; Jaboat\u00e3o, nas margens da represa Duas Unas. Pela proximidade, tamb\u00e9m \u00e9 conhecido pelos moradores da regi\u00e3o como Alphaville Duas Unas. O terreno pertenceu anteriormente aos Engenhos Cama\u00e7ari, Corvetas e Goiabeira e hoje \u00e9 ocupado tamb\u00e9m pelo condom\u00ednio Alphaville Pernambuco 2.<\/p>\n<p>Com base na avalia\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), essa barragem est\u00e1 classificada com Categoria de Risco (CRI) e Dano Potencial Associado (DPA) altos. Poliana frequenta e trabalha alguns dias no bar do tio, Benedito, \u00e0s margens do reservat\u00f3rio. L\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 onde a fam\u00edlia se re\u00fane para almo\u00e7os e anivers\u00e1rios, comuns entre seus parentes. No bar vendem petiscos, bebidas alco\u00f3licas, guloseimas e salgados. Durante o tempo que a reportagem esteve no local, o forr\u00f3 e o arrocha eram as m\u00fasicas tocadas na pequena caixa de som.<\/p>\n<p>Ela vem acompanhando algumas reportagens sobre o risco das barragens em todo pa\u00eds e anda assustada com as informa\u00e7\u00f5es. \u201cMuita gente vem pescar aqui e vive da pesca. Ent\u00e3o, essa barragem traz muitos benef\u00edcios. Mas me assusta saber que ela est\u00e1 sendo classificada com risco\u201d, explica Poliana, que pensa logo no bairro onde mora. \u201cH\u00e1 mais de 10 anos ou\u00e7o que a barragem vai estourar. Tenho mais medo no inverno, quando ela est\u00e1 cheia, logo agora no m\u00eas de junho\u201d, complementa.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/18.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221;]Foto: Reservat\u00f3rio Duas Unas.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Com base na <a href=\"http:\/\/www3.folhape.com.br\/noticias\/noticias\/meio-ambiente\/2019\/01\/30\/NWS,94803,70,645,NOTICIAS,2190-CNM-DIVULGA-LISTA-BARRAGENS-RISCO-PERNAMBUCO.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mat\u00e9ria publicada na Folha de Pernambuco<\/a>, em 30 de janeiro deste ano, os moradores do entorno de Duas Unas afirmam que a \u00faltima manuten\u00e7\u00e3o na barragem aconteceu h\u00e1 cerca de cinco anos e que nunca receberam nenhuma orienta\u00e7\u00e3o sobre como agir diante de emerg\u00eancias. \u201cNunca vi ningu\u00e9m vindo aqui fazer nenhuma fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Gl\u00e9ber Pereira, 37 anos, morador da vila Cardeal e Silva, no bairro de Areias, no Recife. Ele trabalha junto com o colega Pedro Le\u00f4nidas de Almeida Silva, que tamb\u00e9m mora no mesmo bairro que ele, na reforma da resid\u00eancia do irm\u00e3o de Pedro, \u00e0s margens do reservat\u00f3rio Duas Unas. \u201cFaz uns dois anos que a gente t\u00e1 trabalhando aqui j\u00e1\u201d, respondem os pedreiros. \u201cA gente vem na segunda-feira, vai de 15 em 15 dias para casa, uma vez por m\u00eas. Venho pra c\u00e1 s\u00f3 pra trabalhar mesmo\u201d, explica Gl\u00e9ber.<\/p>\n<p>\u201cNunca vi ningu\u00e9m fiscalizar esse trecho da barragem\u201d, reafirma Poliana. A dona de casa tamb\u00e9m garante que quase todos os invernos as \u00e1guas acumuladas transbordam pelo pared\u00e3o da barragem, apavorando os habitantes de Jaboat\u00e3o. \u201cQuando for o inverno pesado e chover, quando voc\u00ea passar na BR vai ver a \u00e1gua escorrendo do pared\u00e3o. A Compesa solta \u00e1gua para diminuir o volume e n\u00e3o estourar\u201d, explica a dona de casa.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), a popula\u00e7\u00e3o ficou mais alerta. \u201cMuitas pessoas ficam com medo, n\u00e9? E, se ela estourar e acontecer essa trag\u00e9dia toda que aconteceu l\u00e1?\u201d, lembra Gl\u00e9ber. \u201cPra mim acho que ela \u00e9 perigosa. Para quem mora aqui perto, acho que ningu\u00e9m tem medo n\u00e3o, agora pra quem mora l\u00e1 perto do pared\u00e3o, pr\u00f3ximo a Jaboat\u00e3o, a\u00ed eu n\u00e3o sei\u201d, completa Pedro Silva.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/24.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Pedro e seu companheiro, Bob.[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>A casa do irm\u00e3o de L\u00e9o, como prefere ser chamado, \u00e9 um primeiro andar com vista privilegiada para o lago. Quando a reportagem se aproximou da resid\u00eancia, os dois pedreiros estavam capinando o terreno. Na hora do descanso, descem para o bar ao lado e se divertem enquanto conversam e bebem, interagindo com os outros visitantes que v\u00e3o conhecer a regi\u00e3o. Ainda no terreno da casa, encontramos alguns entulhos como restos de um barco e a carca\u00e7a de um carro.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;343,345,344&#8243; posts_number=&#8221;3&#8243; show_title_and_caption=&#8221;off&#8221; show_pagination=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_gallery][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]Foto: Vista e terreno da casa do irm\u00e3o de Pedro.[\/et_pb_text][et_pb_video src=&#8221;https:\/\/youtu.be\/9xe1Fci9X-Y&#8221; image_src=&#8221;\/\/i.ytimg.com\/vi\/9xe1Fci9X-Y\/hqdefault.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_video][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>De acordo com a disserta\u00e7\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geografia de Kenya Vi\u00e9gas da Silva, aluna da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), intitulada <a href=\"https:\/\/repositorio.ufpe.br\/bitstream\/123456789\/18019\/1\/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20de%20Kenya%20Vi%C3%A9gas%20da%20Silva.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">A Redefini\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os Periurbanos pelo Investimento Imobili\u00e1rio Privado dos Condom\u00ednios Fechados na Por\u00e7\u00e3o Oeste da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife<\/a>, as ocupa\u00e7\u00f5es no entorno da barragem Duas Unas s\u00e3o irregulares, j\u00e1 que ferem a determina\u00e7\u00e3o legal de que qualquer constru\u00e7\u00e3o no entorno de 100 metros de dist\u00e2ncia da lagoa da barragem n\u00e3o \u00e9 autorizada por estar na \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP). Conforme o artigo 2\u00ba do C\u00f3digo Florestal, APP \u00e9 uma <em>\u201c\u00e1rea protegida (&#8230;) coberta ou n\u00e3o por vegeta\u00e7\u00e3o nativa, com a fun\u00e7\u00e3o ambiental de preservar os recursos h\u00eddricos, a paisagem, a estabilidade geol\u00f3gica, a biodiversidade, o fluxo g\u00eanico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das popula\u00e7\u00f5es humanas\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>O Plano Diretor de Jaboat\u00e3o dos Guararapes, no artigo 10, inciso I, afirma que s\u00e3o diretrizes gerais para a conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Ambiental:\u00a0<em>\u201ca prote\u00e7\u00e3o, com \u00e1reas verdes, das margens e leitos expandidos de rios e lagoas, proibindo a constru\u00e7\u00e3o, nessas \u00e1reas, de im\u00f3veis destinados tanto ao uso residencial como industrial, comercial e servi\u00e7os\u201d<\/em>. A reportagem verificou a regi\u00e3o e afirma que as constata\u00e7\u00f5es da estudante acima citada s\u00e3o ver\u00eddicas, mas que os moradores n\u00e3o sabem sobre essa proibi\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o \u201cvistos\u201d pelo poder p\u00fablico. No dia visitado, os habitantes do s\u00edtio Manoel 40 afirmaram que havia apenas duas fam\u00edlias que residiam fixamente no local, enquanto as casas vizinhas pertenciam a outros que visitavam normalmente aos finais de semana.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_image src=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/09.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;25px||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Fachada de uma das casas do vilarejo.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;61px&#8221; custom_margin=&#8221;25px||&#8221; locked=&#8221;off&#8221;]<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 vi a Compesa chegar aqui, olhar e ir embora. Chega em cada carr\u00e3o a\u00ed, s\u00f3 faz olhar. Quando n\u00e3o faz isso, vem pra dar multa pro povo aqui, que n\u00e3o pode tamb\u00e9m, n\u00e9? A gente j\u00e1 paga os impostos da gente tudo direitinho. O que querem mais?\u201d, questiona Pedro.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_align=&#8221;left&#8221; header_2_text_color=&#8221;#0c71c3&#8243;]<\/p>\n<h2>Popula\u00e7\u00e3o Rural de Jaboat\u00e3o<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_number_counter title=&#8221;Fonte: IBGE, Censo Demogr\u00e1fico 2010. &#8221; number=&#8221;14025&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;||||||||&#8221; title_text_align=&#8221;left&#8221; title_font_size=&#8221;10px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_text_align=&#8221;left&#8221; number_font_size=&#8221;60px&#8221; width=&#8221;100%&#8221; custom_margin=&#8221;10px|-5px|60px|||&#8221; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_2_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_2_text_align=&#8221;left&#8221; header_2_text_color=&#8221;#0c71c3&#8243; custom_margin=&#8221;25px||0px|||&#8221;]<\/p>\n<h2>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_map address=&#8221;Barragem Duas Unas, Pernambuco, Brasil&#8221; zoom_level=&#8221;15&#8243; address_lat=&#8221;-8.0832777&#8243; address_lng=&#8221;-35.0484527&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;15px||60px&#8221;][et_pb_map_pin pin_address=&#8221;Barragem Serro Azul &#8211; PE-103, Palmares &#8211; PE, 55540-000, Brazil&#8221; pin_address_lat=&#8221;-8.5881907&#8243; pin_address_lng=&#8221;-35.6696375&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][\/et_pb_map_pin][\/et_pb_map][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; ul_font=&#8221;|700|||||||&#8221; header_font=&#8221;||||||||&#8221; header_3_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; header_3_text_align=&#8221;center&#8221; header_3_text_color=&#8221;#ffffff&#8221; background_color=&#8221;#848484&#8243; custom_margin=&#8221;20px||0px&#8221; custom_padding=&#8221;9px||0px&#8221;]<\/p>\n<h3>data da visita<\/h3>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_number_counter title=&#8221;maio&#8221; number=&#8221;4&#8243; percent_sign=&#8221;off&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700||on|||||&#8221; title_font_size=&#8221;22px&#8221; number_font=&#8221;|700|||||||&#8221; number_font_size=&#8221;80px&#8221; number_line_height=&#8221;100px&#8221; background_color=&#8221;#efefef&#8221; max_width=&#8221;100%&#8221; min_height=&#8221;135px&#8221; custom_margin=&#8221;0px||60px|||&#8221;][\/et_pb_number_counter][et_pb_testimonial author=&#8221;Poliana Magda&#8221; job_title=&#8221;Dona de casa&#8221; portrait_url=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/30-1.jpg&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;]\u201cMuita gente vem pescar aqui e vive da pesca. Ent\u00e3o, essa barragem traz muitos benef\u00edcios. Mas me assusta saber que ela est\u00e1 sendo classificada com risco\u201d[\/et_pb_testimonial][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221; max_width=&#8221;2560px&#8221; min_height=&#8221;1064px&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; text_font=&#8221;||||||||&#8221; text_font_size=&#8221;11px&#8221; text_orientation=&#8221;right&#8221; min_height=&#8221;36px&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221; locked=&#8221;off&#8221; custom_margin=&#8221;||-10px&#8221;]<\/p>\n<p>Foto: Plantas no entorno do reservat\u00f3rio Duas Unas.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_gallery gallery_ids=&#8221;349,348,347&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_margin=&#8221;||0px&#8221; custom_padding=&#8221;||0px&#8221; auto=&#8221;on&#8221; auto_speed=&#8221;3000&#8243;][\/et_pb_gallery][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; fullwidth=&#8221;on&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; background_image=&#8221;http:\/\/webjornalismo.unicap.br\/barragens\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/14.jpg&#8221; bottom_divider_style=&#8221;waves2&#8243; bottom_divider_color=&#8221;#ffffff&#8221; bottom_divider_height=&#8221;120px&#8221;][et_pb_fullwidth_post_title meta=&#8221;off&#8221; featured_image=&#8221;off&#8221; text_color=&#8221;light&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; title_font=&#8221;|700|||||||&#8221; title_font_size=&#8221;50px&#8221; background_color=&#8221;rgba(0,0,0,0.5)&#8221; text_orientation=&#8221;center&#8221; custom_padding=&#8221;200px||300px&#8221;][\/et_pb_fullwidth_post_title][\/et_pb_section][et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][et_pb_row use_custom_gutter=&#8221;on&#8221; gutter_width=&#8221;1&#8243; custom_padding=&#8221;|0px||||&#8221; custom_margin=&#8221;5px|auto||||&#8221; padding_left_2=&#8221;50px&#8221; _builder_version=&#8221;3.22&#8243; width=&#8221;100%&#8221;][et_pb_column type=&#8221;3_4&#8243; _builder_version=&#8221;3.22&#8243;][et_pb_text _builder_version=&#8221;3.22&#8243; min_height=&#8221;174px&#8221;] \u201c\u00c0s vezes eu venho pelo lazer. 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