Tá Querendo o Quê?

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Aline Tavares

“Mas brega funk?” Essa frase e um olhar de descrédito foi a primeira expressão de muitos ao perguntarem o tema do meu TCC. E eu, com muita paciência, tentava explicar que o brega funk é cultura pernambucana, que movimenta milhões de reais, que emprega e faz muita gente feliz. A maioria não se convenceu, torceu o nariz, disse que não ia render nem uma matéria, quiçá um especial multimídia.

Mas, teve gente que achou a ideia massa, que incentivou, que realmente se interessou e, para essas pessoas, faz gosto mostrar tudo prontinho.

Pensando melhor, para quem não acreditava também.

E estou aqui, junto com Bárbara, para mostrar o resultado de mais de 5 meses de trabalho duro, com direito a: inúmeras festas em diversas comunidades; viagens perdidas; inesperadas caronas de moto; música chiclete na cabeça (Eeela tem, bumbum de metralhadora e se eu moscar vai me pegar); conhecer muita gente legal; homenagem em shows (obrigada Sheldon) entre tantas outras coisas.

Acho que para mim, o ponto alto desse trabalho, foi interagir e viver um pouco do mundo de tanta gente especial. Pessoas que dão duro a semana inteira para se divertir, nem que seja uma horinha, numa festa de brega funk.

No mais, foi uma experiência gratificante e que eu tenho orgulho de mostrar o quão importante o brega funk é para Pernambuco. E espero com esse trabalho, desmistificar o preconceito que ainda se aloja na cabeça de muitos.

Bárbara Campos

O “Tá querendo o quê?” foi um projeto que trouxe muita aventura e aprendizado. No início muitas pessoas desacreditaram no tema escolhido e a partir disso, eu pude notar o quão importante era expôr o que estava por trás dos sucessos do brega funk. Muito mais que a música, eram histórias, pessoas que vivem disso, e servem de exemplo para jovens. Entretanto, houve quem me apoiasse no projeto, que desse força e esperança. Foram cinco meses de muito trabalho, uma vez que praticamente todo o conteúdo foi produzido a partir de entrevistas, devido à falta de embasamento teórico para o movimento com a qual escolhemos trabalhar.

Os cinco meses de imersão que tivemos durante o projeto foram incríveis. A cada nova festa, nova pessoa, nova entrevista, o projeto ia ganhando vida. Foram muitas aventuras, locais desconhecidos, nos perdemos a caminho de entrevistas que acabaram nem acontecendo. Mas uma coisa que me surpreendeu foi a receptividade de todas as fontes que entrevistamos, pessoas que mesmo ocupadas, encontraram tempo para conversar conosco e ajudar neste projeto tão importante para mim.

Este trabalho significa muito mais do que uma forma de conclusão de curso, significa uma identidade revelada, é uma forma de tentar amenizar o preconceito sofrido tanto pelos artistas, quanto pelos fãs. Uma maneira de fazer as pessoas reverem seus conceitos e darem uma chance ao brega funk, mesmo que não seja o estilo musical favorito das pessoas em questão. Vi nesse projeto a chance de propagar este movimento cultural, que é visto com maus olhos por boa parte da população, não só recifense, como brasileira.

Texto, diagramação e ferramentas interativas:
Aline Tavares e Bárbara Campos

Áudios, fotos e vídeos:
Aline Tavares e Bárbara Campos

Vinheta:
Aline Tavares e Bárbara Campos

Orientação e revisão de texto:
Dario Brito

Design:
Flávio Santos

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